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Carlos Nobre

Carlos Nobre

CULTURA AFROBRASILEIRA. Carlos Nobre é jornalista, pesquisador e professor do Departamento de Comunicação da PUC-Rio. É mestre em Ciências Penais pela Universidade Cândido de Mendes. Autor de oito livros sobre discriminação racial, segurança pública e cultura afrobrasileira. Foi autor e coordenador da Coleção de Livros Personalidades Negras da Editora Garamond(RJ).

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



30/03/2015 09h09

A revisão da Malandragem do Salgueiro
Carlos Nobre

Depois de oito anos, quando ficou em sétimo lugar com o enredo sobre as rainhas negras etíopes, "Candaces", o Salgueiro retorna ao enredo afro, que consagrou a escola nos anos 1950-1960.

O nome do enredo 2016 é " A ópera dos malandros", divulgado recentemente pela presidente da escola, Regina Celi, na quadra, no Andaraí.

Cansada de dois vice-campeonatos recentes, o Salgueiro pretende, agora, obter o primeiro lugar com um enredo que conhece profundamente, ou seja, a cultura de malandragem.

Não se sabe ainda se o enredo é uma releitura da peça "Épera do malandro", de Chico Buarque e Ruy Guerra, de 1978, reencenada recentemente com grande sucesso, no Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes.

Não se sabe também se será uma visão específica dos malandros sobre sua própria cultura na cidade, pois, se for este o caso, renderá panos para mangas, e também será tema para carros alegóricos deslumbrantes e alas altamente criativas.

Parece que os carnavalescos do Salgueiro não divulgaram a sinopse.

Ainda é muito cedo.

O carnaval 2015 aconteceu outro dia, mas já fez a escola antecipar tudo com a divulgação do novo enredo.

Qual a vantagem da Salgueiro agora?

Em primeiro lugar: o tempo. Ou seja, saiu na frente das demais. Em segundo: escolheu um enredo ligado historicamente ao mundo do samba.

Aliás, a malandragem foi difundida pelos sambistas dos anos 1930 para cá.

Em terceiro, os salgueirenses estão entusiasmados e acham que o vice foi ficar para trás.

Lembro que esse mesmo entusiasmo ocorreu no enredo "Candaces" e a escola foi parar no sétimo lugar.

Mas tudo bem.

Gostaria que os salgueirenses dessem uma olhadinha em algumas obras que acho que serão fundamentais para compreender a cultura de malandragem, pois ela apresenta inúmeras facetas, e nem sempre é possível dominá-las, tê-las nas mãos.

Principalmente se for colocada na avenida.

Independente disso tudo, temos o romance clássico de Antônio Fraga sobre os malandros da Lapa chamado "Desabrigo e outros trecos" (Relume-Dumará, RJ, 1999). Nele, Fraga, faz um grande contribuição: mapeia, na linguagem dos personagens estacianos, a gíria daquele época, o ambiente dos botequins e vida marginal dessa região.

Fotos: Reprodução de Internet

No entanto, se a escola quiser aprofundar mais o que significa malandragem, tem, também, obras ótimas.

Duas delas se destacam: "O rei da Lapa: Madame Satã e a malandragem carioca" ( 7Setras, RJ, 2004), de Gilmar Rocha, que analisa a figura do badalado gay da Lapa das antigas. Mas ele discute mais.

Em primeiro lugar, na visão de Rocha, a malandragem vivida pelos setores populares da cidade do Rio de Janeiro do início do século XX era um estilo de vida contraposto à política de exclusão/segregação das elites republicadas da época.

Em segundo, de acordo com Rocha, o corpo malandro sempre desestabilizava a disciplina corporal imposta pelo mundo da ordem e do trabalho, que são ridicularizados pelo malandro em seu gestual de busca pelo prazer, desordem e descontrole.

Rocha acentua, assim como outros autores, que a linguagem malandra sempre foi o samba, que estabeleceu na cultura brasileira a figura do malandro, que nunca mais saiu do imaginário popular.

Nesse sentido, ficaram peculiares determinados instrumentais da cultura malandra como o uso da navalha para enfrentamento de inimigos, os golpes de capoeira, os gestos de coragem.

A defesa da honra, a valentia em defesa dos mais vulneráveis...ou seja, isso tudo, fazem dele, segundo Rocha, uma fabricação permanente do corpo ante um estado antagônico e repressivo à cultura e modo de vida popular.

"O malandro é, antes de tudo, um valente. Os atributos de vadio, valente, capoeirista e outros podem ser reunidos aos primeiros anos da história da República no Rio de Janeiro em um único personagem, o malandro. Símbolo das classes negro-proletárias marginalizadas, o malandro é o anti-herói da República pois representa tudo quanto estava relacionado a desordem, um estilo de vida voltado, sobretudo, para valorização da pessoa", escreve Rocha.

Já Giovanna Dealtry, na obra " No fio da navalha: malandragem na literatura e no samba" ( Faperj/Casa da Palavra, RJ, 2009), afirma existir uma complexidade na representação simbólica do malandro/malandragem na cultura brasileira, principalmente se este olhar se voltar para a obra "Macunaíma", de Mário de Andrade

Ela explica:

"Macunaíma é ao mesmo tempo, branco, negro e índio; urbano rural, erudito e popular. Macunaíma muda de raça, de lugar, sem contudo abrir mão do engano, da astúcia, da esperteza, da aversão ao trabalho como ferramentas decisivas em seu contato com o mundo".

Por seu lado, Cláudia Matos, na obra "Acertei no milhar: malandragem e samba no tempo de Getúlio "(Paz e Terra, RJ, 1982) escreve que a existência de um grupo de pessoas mais ou menos vasto que consegue sobreviver à custa dos outros(dos otários, recorrendo a expedientes mais ou menos ilícitos) não é exclusiva das décadas 1930-1940 do Rio de Janeiro, nem mesmo das classes populares.

Ela quer dizer com isso que estas subculturas podem ter existido em outras sociedades com outros modelos e reafirma assim uma releitura dela pelos malandros do passado da Lapa e Estácio.

Ou seja, a esperteza negra não foi uma invenção negra, mas comum a determinadas sociedades.

Por fim, temos o fascinante livro de Zeca Ligiéro, professor de antropologia da Uni-Rio, intitulado "Malandro divino: a vida e a lenda de Zé Pelintra, personagem mítico da Lapa carioca"(Nova Era, RJ, 2004).

Aqui, trata-se de um corte completamente diferente do que foi registrado mais cima, pois, esta obra, entra no reino da religiosidade popular, e mostra que o malandro encontrou sua figura representativa na imagem deste personagem dos cultos do catimbó e da umbanda.

Mais do que isso: Zé Pelintra- representando o malandro carioca - é um personagem dos catimbós do nordeste que se estabeleceu no Rio de Janeiro e aqui encontrou fama e adoração, nos anos 1920, de acordo com Ligiéro.

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Comentários
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    07/04/2015 12:36:13Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Antes de prosseguir o debate de ideias proposto pelo blogueiro Carlos Nobre cujo tema é â??Revisão da Malandragem do Salgueiroâ?, acabei de postar em almirptmacae.blogspot.com texto intitulado: â??Chefe comunitária da Londres 2012 quer que a Rio 2016 seja um Carnaval Olímpicoâ?. Antes ainda, é estarrecedor constatar-se que uma pessoa age como analfabeto político e colonizado em relação à África só porque lá está trabalhando a ponto de â??compararâ? a ditadura oligárquico-burguesa guineense-equatorial com a democracia burguesa nigeriana. Aí, vem outro que também é idólatra do patrono não-sambista da Beija Flor e diz que o problema da respeitabilíssima agremiação é não contar um carnavalesco de renome, ao invés da Comissão de Carnaval a qual, segundo tal analfabeto político, já deu o que tinha que dar. Ou seja, não leva em consideração que tudo o que tem de ruim na Deusa Passarela é de responsabilidade da filosofia de não-sambista, da exploração, da opressão e da dominação praticadas sobre a comunidade e a agremiação nilopolitana pelo mafioso clã de origem judaico-libanesa da qual o patrono da Beija Flor é o nefasto capo. Quanto ao debate sobre o tema â??Revisão da Malandragem do Salgueiroâ?, cada vez mais se aproxima a hora de se saber se a suplente do Conselho Fiscal da LIESA & presidenta do Salgueiro almeja, conforme propugno desde 2013, formar uma chapa concorrente independente com o colega presidente portelense na eleição a realizar-se até a primeira semana de junho próximo no órgão. Ã? questão de honra para tal hipotética chapa a extinção do vitalício, dominante e clandestino Conselho â??Superiorâ? da LIESA, porque é quem â??indicaâ? para os julgadores a campeã e rebaixada. Saudações carnavalescas, Almir de Macaé.

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    07/04/2015 12:36:13Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Antes de prosseguir o debate de ideias proposto pelo blogueiro Carlos Nobre cujo tema é â??Revisão da Malandragem do Salgueiroâ?, acabei de postar em almirptmacae.blogspot.com texto intitulado: â??Chefe comunitária da Londres 2012 quer que a Rio 2016 seja um Carnaval Olímpicoâ?. Antes ainda, é estarrecedor constatar-se que uma pessoa age como analfabeto político e colonizado em relação à África só porque lá está trabalhando a ponto de â??compararâ? a ditadura oligárquico-burguesa guineense-equatorial com a democracia burguesa nigeriana. Aí, vem outro que também é idólatra do patrono não-sambista da Beija Flor e diz que o problema da respeitabilíssima agremiação é não contar um carnavalesco de renome, ao invés da Comissão de Carnaval a qual, segundo tal analfabeto político, já deu o que tinha que dar. Ou seja, não leva em consideração que tudo o que tem de ruim na Deusa Passarela é de responsabilidade da filosofia de não-sambista, da exploração, da opressão e da dominação praticadas sobre a comunidade e a agremiação nilopolitana pelo mafioso clã de origem judaico-libanesa da qual o patrono da Beija Flor é o nefasto capo. Quanto ao debate sobre o tema â??Revisão da Malandragem do Salgueiroâ?, cada vez mais se aproxima a hora de se saber se a suplente do Conselho Fiscal da LIESA & presidenta do Salgueiro almeja, conforme propugno desde 2013, formar uma chapa concorrente independente com o colega presidente portelense na eleição a realizar-se até a primeira semana de junho próximo no órgão. Ã? questão de honra para tal hipotética chapa a extinção do vitalício, dominante e clandestino Conselho â??Superiorâ? da LIESA, porque é quem â??indicaâ? para os julgadores a campeã e rebaixada. Saudações carnavalescas, Almir de Macaé.

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    06/04/2015 14:59:39Tedy Beija-Flor - A marca do Carnaval, é ela!Membro SRZD desde 12/04/2012

    Sinceramente, se a Beija-Flor homenagear uma personalidade negra para 2016, aí sim poderia voltar a torcer pelo enredo. O enredo da Guiné, foi um título correto, mas abaixo do que a própria Beija-Flor já fez. Ã? fato que numa ditadura, as pessoas não são felizes, é uma ditadura. Assisto mais de uma vez o desfile de 2015 da Beija-Flor, e constato três coisas: 1. Acredito ter sido justo, pois estava muito correta tecnicamente. 2. O enredo não me emociona em nada, somente o samba (e olhe que sou negro). 3. Que a Beija-Flor continua precisando de um carnavalesco, pois a maiorias das alas não se entendeu significado de nenhuma fantasia. A África de 2007 foi beeeeem mais bonita, com o Alexandre Louzada. Para mim esse comissão de carnaval já deu o que tinha que dar, respeito quem pensa diferente, mas é minha opinião (e acredito de muitos), quem segura a bola do desfile correto ali é o Laíla, o Anísio, mas essa comissão não convence mais. Por exemplo o enredo do Boni, nem era tão ruim, apenas foi muito mal feito por essa comissão. O tempo vai mostrar que essa comissão já deu o que tinha que dar. Quem já teve Joãosinho Trinta, não vai se contentar apenas com uma comissão de carnaval, que a algum tempo é fraca, mesmo ganhando, mas é fraca. Para mim o problema da Beija-Flor se chama: falta de um carnavalesco de renome. Para mim um nome de peso, acabaria todas essas criticas negativas ao trabalho da Beija-Flor.

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    05/04/2015 00:20:22Alex Beija FlorMembro SRZD desde 29/06/2009

    Incrível como surgiram milhares de especialistas em regimes e países africanos!!! Venham aqui para a África ou estudem mais antes de escrever bobagens! O que é melhor para o povo? O regime ditatorial da Guiné Equatorial, onde o governo tem aprovação total do povo, que vive contente à sua maneira, ou a democracia da Nigéria, onde dezenas são mortos todos os dias????

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    04/04/2015 13:14:55Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Carlos Nobre, parceiro, assim como concordo com o seu colega-blogueiro em outro site, o economista Luiz Carlos Prestes Filho, que propugna mudar a filosofia de política econômica do Carnaval de maior espetáculo da Terra para Mega Evento. Eu concordo com você no tocante à necessidade de mudar o regulamento dos desfiles das Escolas de Samba de todos os grupos através da legislação, tendo como objetivo obrigá-las por três anos consecutivos a ter enredo, tema, viés cultural e fio condutor de homenagem restritivamente de âmbitos municipal, estadual e nacional do Brasil. O mesmo em relação a que apenas e tão somente no quarto ano de obrigatoriedade possam fazer de livre arbítrio as suas escolhas. A oportunidade para iniciar-se tais mudanças é a eleição da LIESA que se realizará até a primeira semana de junho próximo. São três anos de mandato eletivo na diretoria do órgão, os quais são relativos a 21 cargos e ou funções, sendo que a última eleição ocorreu na 1ª semana de junho de 2012. Há três vagas na estrutura de poder da LIESA que são vitalícias e pertencem ao apelidado Conselho â??Superiorâ? (CS) criado na eleição de 2007 para indicar para o quadro de julgadores a campeã e a rebaixada. Não há outra razão para a existência do CS. Inclusive porque seus ocupantes são ex-presidentes do órgão, que não são sambistas, mas sim contraventores penais do jogo de bicho e outras criminalidades, cujos nomes deixaram de constar no expediente dos informativos oficiais da LIESA. Ã? questão de honra a extinção do CS. Para tanto, sugiro uma chapa concorrente independente encabeçada pela suplente do Conselho Fiscal da LIESA e presidente salgueirense junto com o presidente portelense. Saudações carnavalescas, Almir de Macaé.

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    03/04/2015 13:28:40Carlos Nobre CruzMembro SRZD desde 26/03/2015

    Como voce sabe, meu caro Almir, quando o desfile se tornou superpotente a partir dos anos 1960, o mundo do samba mudou. Em outras palavras, ele passou a interessar os capitalistas como investimento na visibilidade de alguma marca ou na louvação de algum feito ou divulgação de alguma cultura. Assim, surgiram as Super-Escolas de Samba SA. Com ou sem contraventores, muitas grandes escolas ( não somente a Beija-Flor) já negociaram enredos, muitos deles vendendo história de cidades, personalidades ou situações específicas. A Grande Rio recentemente fez um sobre a cidade de Maricá. Também houve casos como o Salgueiro(Ilha de Caras, 2013), Mocidade Independente(Rock in Rio, 2013), São Clemente(Horário Nobre, ou seja, novela, em 2013), e por aí vai. Então, quase todas praticam o enredo mercadológico, isto é, obtendo patrocínio gordíssimo. Quer dizer, o enredo mercadológico não é somente fenômeno praticado pelos contraventores da Beija-Flor. Como a escola é supercompetente, alguns destes enredos chegam até vencer o desfile como o polêmico sobre a Guiné Equatorial. Sugiro lei municipal obrigando que, por três anos, os enredos das escolas de samba de qualquer grupo sejam de temas relativos à cultura brasileira(municipal, estadual ou nacional). Depois do terceiro enredo, a escola tem direito a um tema de seu livre-arbítrio. Cumprido isso, volta-se para os três anos anteriores de enredos brasileiros.

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    03/04/2015 11:31:56Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Carlos Nobre, prestigiadíssimo blogueiro deste prestigioso site & prezadíssimo parceiro de militância em nosso mundo do samba, é aqui mesmo local apropriado para o debate de ideias conforme o proposto por você. Devido ao nosso mundo do samba ser indevidamente mercantilizado, não é excludente Enredo/Tema autoral ou patrocinado. Mesmo autoral pode e deve ter patrocínio. Obviamente desde que não haja imposição capitalista & descaracterizadora da obra artística-cultural-carnavalesca. Ocorre não é a filosofia dos patronos não-sambistas das Escolas de Samba, isto é, dos contraventores penais do jogo de bicho e de outras criminalidades como o da agremiação citada pelo blogueiro. Que corretamente afirma que a nilopolitana afilhada de nossa Majestade do Samba â??precisa se equilibrar politicamenteâ?. Entretanto, enquanto as respeitabilíssimas comunidade nilopolitana e a Deusa da Passarela forem submissas à exploração, opressão e dominação impostas pelo nefasto patrono da agremiação junto com a oligárquico-burguesa máfia de origem judaico-libanesa do mesmo, eu não creio que seja possível tal agremiação definir-se pela escolha de um Enredo/Tema conforme o proposto pelo blogueiro. Tudo, porque a própria existência do nefasto patrono seria impeditiva para o hipotético objetivo da Deusa da Passarela em auferir patrocínio de instituições e ou empresas democráticas, transparentes e éticas. Enfim, para o Carnaval 2016 a Deusa da Passarela deverá continuar escolhendo Enredo/Tema mercantilizado. Porque este é o tipo compatível com a filosofia do nefasto patrono da agremiação em apresentar desfiles carnavalescos apelidados de técnicos, competitivos e vitoriosos. Ou seja, frios, monótonos e sem capacidade de emocionar o público. Isto é, sem importar-se com contestações e protestos à hipotética conquista do título. Os de 2011 e 2015 são exemplos públicos e notórios disso. Saudações carnavalescas, Almir de Macaé.

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    02/04/2015 20:12:32Carlos Nobre CruzMembro SRZD desde 26/03/2015

    Legal, Alberto, valeu, gostei. Olha, gostaria de conversar com voce de outro modo. Qual seu email? O meu é [email protected] Abraços

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    02/04/2015 18:13:10Alberto MonçãoMembro SRZD desde 22/02/2015

    Carlos Nobre, com relação ao carnaval de 2015, os problemas ocorreram em torno do patrocínio da Guiné Equatorial, infelizmente é fato sua avaliação política. Espero, para 2016 que enredo seja autoral como se tem falado na Beija flor. Porém, um enredo patrocinado não está descartado totalmente, mais a centralidades é um enredo negro. Um das Opções, seria um enredo sobre ex- Jogado de Futebol Pelé um mistura de carnaval e futebol. Contudo, se não rola Pelé e dinheiro, a alternativa é uma figura negra de preferência do sexo feminino.

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    02/04/2015 12:35:40Carlos Nobre CruzMembro SRZD desde 26/03/2015

    Alberto, desculpe o atraso, mas fiquei três dias sem conseguir acessar os comentários. Mas meus respeitos/homenagens a essas grandes mulheres que a Beija-Flor quer homenagear. São importantes/legítimas. Concordo. No entanto, a Beija-Flor precisa se equilibrar politicamente, pois, em 2015, foi acusada de vangloriar um regime ditatorial como o da Guiné Equatorial. Ganhou, mas o sabor foi amargo demais. Todo o mundo ficou com a cabeça bolada. Penso, dentro dessa linha que vocês estão propondo, o melhor agora será homenagear uma mulher negra ícone-mundial de luta pelos direitos humanos como a queniana WAGARI MATTHAI, que nasceu em 1940 e morreu 2011. Maathai ficou conhecida no mundo pela sua luta de conservação das florestas e do meio ambiente. Na década de 1970, ela fundou o movimento do Cinturão Verde Pan-africano (Pan-African Green Belt Network), no Quênia, uma iniciativa que plantou 30 milhões de árvores. Ela é a primeira mulher negra no mundo a ganhar o Prêmio Nobel de Paz, em 2004. "Maathai se manteve corajosamente contra o antigo regime opressivo no Quênia", segundo declaração do Comitê Nobel, ao anunciá-la como a vencedora do Nobel da Paz Ela serviu como uma inspiração para muitos na luta por direitos democráticos e tem especialmente encorajou mulheres a melhorar sua situação." Cinco anos após receber o Nobel de Paz, Maathai tornou-se Mensageira da Paz das Nações Unidas, a convite do secretário-geral, Ban Ki-moon. Ela obteve em vida ganhou mais de seis prêmios internacionais por sua ação em prol da natureza, dos direitos humanos, pela democracia. Com certeza; vocês terão apoio vasto internacional dos ambientalistas com este enredo...feminino. Abraços

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    01/04/2015 15:46:48Alberto MonçãoMembro SRZD desde 22/02/2015

    Carlos Nobre na verdade, segundo informações de bastidores nada oficial . O enredo da Beija Flor de 2016, deve ser de uma personaliza negra do sexo Feminino. Pesquisas estão em andamento. Contudo três nomes estão plena discussão na beija flor com mais força. MÃ?E MENININHA, MARIA BIBIANA DO ESPÍRITO SANTO e TERESA DE BENGUELA.

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    01/04/2015 15:45:08Alberto MonçãoMembro SRZD desde 22/02/2015

    Carlos Nobre na verdade, segundo informações de bastidores nada oficial . O enredo da Beija Flor de 2016, deve ser de uma personaliza negra do sexo Feminino. Pesquisas estão em andamento. Contudo três nomes estão plena discussão na beija flor com mais força. MÃ?E MENININHA, MARIA BIBIANA DO ESPÍRITO SANTO e TERESA DE BENGUELA.

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    31/03/2015 22:49:24Carlos Nobre CruzMembro SRZD desde 26/03/2015

    Alberto, belo tema, mas este enredo está meio que genérico. Por que homenagear seis mulheres negras tão diferentes? Não seria melhor homenagear a história de grandes mães-de-santo? Ou homenagear grandes mulheres africanas? Ou homenagear as orixás femininas? A respeito de Luiza Mahin, as pesquisas acadêmicas afirmam que não há provas que ela teria participado da Revolta dos Malês, em Salvador, em 1835. Ela é somente mãe do abolicionista Luiz Gama. Em relação a Dandara, essa nunca foi mulher de Zumbi dos Palmares como as feministas negras querem estabelecer. Dandara foi uma personagem de ficção do romance de João Felício dos Santos chamado â??Ganga Zumbaâ?, publicado nos anos 1960. A personagem era tão forte que as feministas negras quiseram que fosse mulher de Zumbi. E não foi. Mas fiquemos atentos: a Beija-Flor é imbatível com enredo afro, vence todas as outras neste quilate. Se ela fizer o bi-afro, o que será das outras? Ela aprendeu a fazer isso com os ex-salgueirenses Laila e Joãosinho Trinta, que foram parar lá nos anos 1980.

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    31/03/2015 22:12:31Alberto MonçãoMembro SRZD desde 22/02/2015

    A BEIJA FLOR, VAI TENTA O BICAMPEONATO NOVAMENTE COM O ENREDO AFRO-BRASILEIRO. PORÃ?M A ESCOLA DE SAMBA IRA HOMENAGEM UM MULHER NEGRA. 1 DANDARA, 2 LUÍSA MAHIN, 3 CLEMENTINA DE JESUS, 4 MÃ?E MENININHA, 5 MARIA BIBIANA DO ESPÍRITO SANTO, 6 TERESA DE BENGUELA.

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    31/03/2015 22:04:04Carlos Nobre CruzMembro SRZD desde 26/03/2015

    Almir, não se trata de racialismo ou coisa parecida. Quando a escola escolhe o tema malandragem,, sabe exatamente o que está querendo e onde vai cair. Só isso.

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