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07/05/2015 17h47

Leia a sinopse do enredo da Tradição para o Carnaval 2016
Redação SRZD

A Tradição divulgou, nesta quarta-feira, o enredo que vai apresentar no Carnaval 2016: "Clementina, cadê você?". O tema será desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Valente.

- Clique aqui e saiba mais sobre o enredo da Tradição para 2016

O profissional, que assina o enredo da escola pelo segundo ano consecutivo, comentou sobre a sinopse do tema: "Eu penso a sinopse como um briefing do espetáculo. Uma sinopse literalmente falando. Breve, com o enredo como protagonista, mas sem perder a emoção. O espetáculo precisa emocionar de alguma forma! Os textos grandes, exagerados, eu prefiro deixar para a justificativa do enredo. Isso é um material para julgamento e julgador. O público merece poesia. Assim como os compositores, que são poetas por essência".

O SRZD-Carnaval divulga, em primeira mão, a sinopse do enredo. Leia abaixo:

"Clementina, cadê você?"

Cantarolava desde menina, mas a vida dura por muito tempo não deixou meu canto embalar. Muita faxina fazia para meu pão poder ganhar. Ninava as crianças para o choro acalentar. Depois batucava na cozinha para eu não chorar! Mas batuque na cozinha, sinhá não quer. Por causa do batuque, eu queimei meu pé.

Morei em Mangueira, Oswaldo Cruz e Madureira. Um dia cantei alto e um moço importante eu fiz sorrir! Subi então aos palcos sem maldade e fui aplaudida aos 63 anos de idade. Deixei raiz e legado. Ser reconhecida era um sonho que não tinha nem como imaginar. Era como não ser dalí. Era como não ser de lá. De São Salvador ou terras de além-mar, solitária como um marinheiro só!

Cantei com vozes importantes e muito premiada eu fui. Mas nunca liguei para o luxo, pois do morro eu vim e na pobreza me criei. Minha vontade era a voz soltar. Errei, acertei e amei até quem não deveria amar! Com torresmos à milanesa e um copo de cerveja brindava a vida que não era brincadeira. No samba me reinventei e fiz o meu lar. Sambista me tornei com orgulho a bradar. Fui coroada rainha do partido alto, interpretei, criei e tive o meu lugar. No carnaval cantava jongos. Era batuque sem parar. Hoje, sou homenageada e vou para a folia vadiar! Quer me achar? É muito fácil, estou em todo lugar. Vou vadiar, vou vadiar... . Ah, eu vou!

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Comentários
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    08/05/2015 14:08:07Cláudia BauerMembro SRZD desde 19/01/2013

    Ã? isso o que eu espero de uma sinopse: curta, objetiva, sem voltas ao mundo, muito clara naquilo que se propõe, que nos faça viajar nas propostas plásticas. Parabéns, Leandro, amei!!!

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