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Hélio Ricardo Rainho/Carnaval

Hélio Ricardo Rainho/Carnaval

CARNAVAL. Profissional de Comunicação e Marketing, Hélio Rainho veio do teatro, sendo ator e diretor profissional. Autor da biografia do jogador Mauro Galvão e de várias peças teatrais. Nascido na Praça XI, chegou à Portela como jovem compositor nos anos 80 e passou a pesquisar escolas de samba e Carnaval. Idealizador do projeto "Quem És Tu, Passista?", um manifesto pela preservação do segmento, é padrinho dos passistas do Império Serrano e comentarista dos desfiles na Sapucaí. Twitter/Instagram: @hrainho.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



07/05/2015 18h24

Enredo vendido e bem pago!
Hélio Ricardo Rainho

Não é nada, não é nada, são quase 100 anos de escola de samba! Do surgimento como fenômeno cultural nos anos 20, chegando aos desfiles oficiais e à competição nos anos 30; passando pelos anos 60, em que as Belas Artes transformaram o cortejo em instalação artística em movimento. Nos anos 80, veio o auge da espetacularização. A partir do fim dos anos 90 e início do novo milênio, temos, afinal, a era da comercialização.

A escola de samba dos anos 20, tal qual se originou e se constituiu, tinha uma proposição de descer o morro e trazer para o asfalto o lastro de uma ancestralidade cultural intrínseca, afirmando seus valores, sua gente, sua poesia própria, seus nomes, seus heróis ou seus vultos nacionais (patrióticos, históricos, literatos ou até políticos). Com a inserção das Belas Artes (notoriamente pelo Salgueiro nos anos 60), as escolas passaram a ser potenciais difusoras da cultura brasileira de forma genérica, abrangendo outros temas artísticos. Mais tarde entraram os temas da cultura universal para, enfim, o grande espetáculo se globalizar. Eram, de fato, "escolas", porque tinham "aulas" a dar.

Foto: Reprodução de InternetConvém lembrar, aqui, a afirmação do antropólogo Roque de Laraia, em sua obra clássica "Cultura - Um Conceito Antropológico". Nela, o autor afirma que, sendo a cultura um saber transmitido passível de mudança, "cada mudança, por menor que seja, representa o desenlace de numerosos conflitos". A partir daí o leitor passará a entender o título desta coluna...

Afinal...o que é uma escola de samba nos dias de hoje? A que se propõe? Sendo os enredos os seus discursos propriamente ditos, do que estão falando as escolas de samba no Século XXI? Estão fiéis a seus princípios, estão contextualizadas com o espírito da nova época ou estão francamente descaracterizadas e longe de seus propósitos originais?

O caminho para essas respostas, a meu ver, passa pela estrada do dinheiro. Criaram um discurso (uma das muitas falácias repetidas como verdades absolutas) de que "nenhuma escola consegue fazer carnaval com os 'poucos milhões'(!) da subvenção". Isso tornou as escolas reféns do fator econômico. A opressão, e meu ver, está relacionada a uma via de mão dupla: a transmissão dos desfiles e o patrocínio.

O que temos a dizer sobre a transmissão dos desfiles? Hoje dependentes das benesses da televisão, as escolas foram, pouco a pouco, renunciando seus princípios e propósitos em função do resultado da telinha e do DVD que elas viram depois. Ora, a televisão é produtora de conteúdo, conteúdo é discurso, e as escolas precisariam - para "ganhar mais" o espaço da televisão, se adequarem aos discursos da telinha. Sai Candeia, entra a celebridade da vez! Senão vejamos: as escolas passaram a ser sutilmente despontuadas, por exemplo, numa de suas mais expressivas representações de identidade, que é o uso das cores de sua bandeira. Essa lógica bestial já despontuou a Mangueira, por exemplo, por apresentar-se "pouco criativa" usando "muito verde-e-rosa"!!! O esplendor dessas cores representando a identidade dessa escola é considerado algo "muito monocromático" para a telinha de televisão. A orientação é "colorir", porque "colorir é sinônimo de criatividade"(?). Este é apenas um dos exemplos. O rigor da cronometragem, para não ferir as grades de programação da TV, é outro exemplo de como a transmissão interfere e sufoca a cultura própria das escolas de samba. Muito embora, na cobertura, a TV perca grande parte de seu tempo com quadros, entrevistas e assuntos que privilegiam besteiras e gente oca que nada têm a ver com o samba. A cobertura de TV envolve muita gente sem conhecimento do assunto e comete o descaso de comprar a exclusividade da transmissão dos desfiles e acintosamente DESCARTAR o desfile das primeiras escolas de cada dia para privilegiar programas próprios e manter o lucro vindo de seus anunciantes. É venda própria o tempo todo! E ninguém fala nada...

Dos prejuízos com a transmissão, partimos para a alienação do patrocínio. Que quase nunca é patrocínio de verdade. O termo é usado de forma absolutamente inadequada. Na maioria das vezes, o que se faz é merchandising, que significa, à luz do marketing, negociar um espaço publicitário para vender um produto expondo sua imagem. Para o leitor entender a diferença: a Coca-Cola patrocina uma peça de teatro, mas não exige que Shakespeare reescreva a peça toda pra falar da empresa, nem que Romeu venha engarrafado com gás e Julieta venha vestida de Fanta Laranja! Entendam, portanto, a diferença entre "patrocínio" e "merchandising". Isso aí que estamos vendo deveria se chamar "enredo pago"! Acham feio? Pois é: é feio mesmo! Que não nos desmintam os jingles travestidos de samba-enredo, onde compositores foram "orientados" (um eufemismo que tenta substituir o termo "obrigados") a citar nomes de empresas, produtos e outros vexames mais! Patrocínios estes que levaram escolas de samba a cantar "coisas e objetos" ridiculamente alheios à festa e às suas tradições.

As escolas não escolhem mais seus enredos! Como se fossem veículos midiáticos, vendem seu espaço para o discurso dos outros!

De uns anos para cá, entramos em nova esfera, e é bom que comecemos a dar nome a isso. É a era das "homenagens pagas". Funciona assim: "eu sou escola de samba e, se você pagar meu desfile, eu falo sobre você"! Sim, seria constrtangedor para qualquer um de nós, sambistas. Mas pra muita gente isso é "o maior barato"!

Você, leitor, vai decidir pra que lado isso fica mais feio - o de quem paga ou de quem recebe. Ou decidir, até, se isso fica bonito. Também pode. Não duvido que muita gente ache. Pois esta parece ser, definitivamente, a fashion trend do momento!

Suponho que todos devamos refletir seriamente sobre tudo isso. É bom lembrar que nada, nem ninguém está sendo violado. As escolas de samba estão consentindo naturalmente todas essas coisas, salvo raras exceções. Na "busca pelo título" e pela "matemática dos jurados", pouco a pouco vemos as escolas mudarem suas características, deixarem de fazer o que sempre fizeram, levarem para a avenida "temas bem pagos". Há carnavalescos e dirigentes de escola de samba que, sufocados pela maioria que bate continência pra isso, veem-se forçados a aderir a esse movimento. Pouco a pouco, mudam seus discursos de que acham tudo isso absurdo e passam a fazer a mesma coisa.

A realidade é que paira no ar um silêncio sobre toda essa necessária reflexão. Seja porque alguns têm se dado muito bem com tudo isso, seja porque quem não concorda vai sendo lentamente "exterminado da vitrine". A verdade é que as escolas de samba estão desfilando por uma lógica de sobrevivência. E seus enredos - a saber, a fonte principal de seu discurso e ideologia na avenida - foram trocados por qualquer coisa "vendida e bem paga" que possa assegurar um lugar ao sol.

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Comentários
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    17/05/2015 22:18:28Hélio Ricardo RainhoMembro SRZD desde 26/01/2010

    Oi, gente, estou de olho aqui nos comentários e no carinho de todos! Ã? uma dura estrada essa de se preservar as raízes e militar em favor do samba. Não vivo de passado, penso muito no samba futuro e, se hoje não mantivermos a conexão com a história, nada teremos a preservar. Que bom que todos estamos refletindo sobre isso. Claudia, a Unidos de Padre Miguel é, a meu ver, o grande fenômeno de escola de samba ocorrido recentemente no carnaval. Estou de olho nela, e no trabalho do Edson, pois vejo ali um desses casos em que o carnavalesco personaliza a escola e a faz ascender com propriedade. De olho neles há um bom tempo...já, já eu fecho um ciclo de interpretação mais concisa desse meu estudo, publicarei algo mais extenso, chegando até a pérola que é o enredo deste ano.

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    14/05/2015 08:24:11Quinha da portelaMembro SRZD desde 28/01/2012

    Enredo da Portela:"NO VÃ?OU DA ÁGUIA,UMA HISTÃ?RIA SEM FIM."

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    11/05/2015 21:46:45Cláudia BauerMembro SRZD desde 19/01/2013

    Hélio Ricardo Rainho, eu quero (PELO AMOR DE DEUS) que você faça uma resenha sobre a MARAVILHOSA, ESPLENDOROSA E PERFEITA sinopse da Unidos de Padre Miguel. Gente, que alegria, que crítica, só de ver a logomarca dá pra perceber a sátira que vai ser o enredo. Depois do Leandro esse ano na Caprichosos, vamos ter um enredo altamente apimentado falando sobre as mordomias do nosso país no tempo de colônia. Isso é riqueza, gente. Não importa se vai utilizar material reaproveitado, ENREDO Ã? TUDO!!!! Quantos anos eu esperava isso, vamos ter no sábado de carnaval um desfile com notável espírito crítico, como faziam muito bem o João 30 e o Fernando Pinto.

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    11/05/2015 11:53:15Jeanine GallMembro SRZD desde 05/12/2012

    Na contramão de tudo isso, o Império Serrano continua se mantendo firme e forte com enredos que não se submetem a esta prática, mesmo com toda a dificuldade que a tarefa exige. Para o próximo Carnaval, o enredo "Silas canta a Serrinha" não poderia ser mais autêntico, é a própria Escola falando das suas raízes, de onde nasceu, com seus baluartes em destaque na figura de um dos maiores compositores de sambas de enredo de todos os tempos: Silas de Oliveira. Isso é a cara do Império Serrano, é esse o tipo de Carnaval que eu desejo ver, assim como foram elaborados os anteriores com Peregrinos da Fé, Angra com os Reis e Dona Ivone Lara. Porém, não tem sido fácil resistir, a Escola se vê incompreendida ou prejudicada por um time de jurados que não consegue enxergar nada mais além de glamour e grana, o samba e suas figuras mais importantes são deixados de lado. Ter esse tipo de debate é uma alternativa saudável de "puxar as orelhas" de quem tem a responsabilidade direta com a preservação da cultura do Carnaval. Grana, dinheiro, poder não podem ser maiores que a Arte, caso contrário, perderemos totalmente a identidade daquilo que somos e fazemos diferente de todos os outros, o bom e velho SAMBA.

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    10/05/2015 22:12:07Cláudia BauerMembro SRZD desde 19/01/2013

    Aliás, gente, uma coisa que ninguém fala e que eu sempre reparo. O carnaval tá tão engessado que já começa no título dos enredos. Já repararam que enredos que marcaram têm títulos curtos? Vejam: Ratos e Urubus larguem minha fantasia, Liberdade Liberdade abre as asas sobre nós, Tupinicópolis, Ti ti ti do Sapoti, Ziriguidum 2001 o carnaval das Estrelas, Vira Virou a Mocidade chegou, A lapa de adão e eva, Todo mundo nasceu nu, Chuê Chuá as águas vão rolar, Sonhar não custa nada ou quase nada, Criador e Criatura, Tambor, Ã? segredo, entre tantos outros. Hoje em dia até os títulos dos enredos têm que ter uma "fase" de justificativa, já repararam? Vejam que os grandes carnavalescos como Fernando Pinto, João 30, até mesmo o Renato são breves até nos títulos dos enredos. Há de se pensar nisso, gente. Não sei se é por conta do patrocínio que tem que mostrar o nome do patrocinador, mas eu sei que os títulos de enredos estão muito chatos também.

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    10/05/2015 18:24:41Tedy Beija-Flor - A marca do Carnaval, é ela!Membro SRZD desde 12/04/2012

    Agora uma coisa é fato, esse carnaval será um antes e um depois na era dos enredos patrocinados, a maioria das escolas serão obrigadas a vir com enredos autorais.

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    10/05/2015 16:04:51Tedy Beija-Flor - A marca do Carnaval, é ela!Membro SRZD desde 12/04/2012

    Agora sobre os enredo essa semana tive uma boa notícia que a Portela irá falar das Construções ou Grande Sertão Veredas, numa entrevista do patrono portelense o Falcon. Acho que as construções tem a ver com o Paulo Barros, já o livro Grande Sertão Veredas ele faria com um certo desdém, e isso se refletiria na escola, por isso dizem que as Construções é o enredo que o patrono da Portela mais gosta. A minha Beija-Flor com a história do Marquês que dá nome ao palco da maior festa popular do planeta: o Desfile das Escolas de Samba. Confesso que estou gostando, pois a Beija-Flor vem escolhendo uns enredos e patrocínios que não vem me agradando, e dessa vez terá um enredo melhor. Acho que para a crise financeira as coisas até que estão indo bem no que se fala a enredos, algumas possibilidades de enredo para 2016 lembram até alguns enredos dos anos 1990 e inicio dos anos 2000, quando essa "febre" dos patrocinados era beeem menor. O enredo patrocinado ridículo mesmo é realmente o da Imperatriz, me desculpe os gresilenses, mas a trilha sonora de Zezé e e Luciano com raras exceções em algumas músicas boas, no restante das músicas é digna de piadinhas e chacotas, com musicas melosas e cheias de frases clichês de baixa qualidade, que irá fazer as pessoas rirem. Pelo menos serve para rir, né?! , rsrrs.

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    10/05/2015 15:49:38Tedy Beija-Flor - A marca do Carnaval, é ela!Membro SRZD desde 12/04/2012

    Olá, colega Verde Rosa FT, obrigado pelos parabéns a minha escola, espero que a Mangueira brinde a todos nós com um belo enredo para 2016. Gente que comenta de verdade esta em falta aqui no site, apareça e comente sempre que tiver um tempinho, ok.

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    10/05/2015 09:31:37Cláudia BauerMembro SRZD desde 19/01/2013

    Ã? como eu falei em outro tópico: o problema maior é que a cultura do povo brasileiro é imediatista, não olha para o futuro. Por isso que eu sempre falo: o carnaval só vai mudar quando os dirigentes começarem a não ganhar mais dinheiro porque começa a faltar investimento. Só assim mesmo para o carnaval melhorar. Enquanto isso o espetáculo vai continuar do jeito que está.

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    10/05/2015 02:43:10VerdeRosaFTMembro SRZD desde 08/04/2012

    (continuando o comentário aqui embaixo): Traduzindo, a soma de quem teve um bom samba, bom canto, boa fluidez, boa bateria, enredo com relevância cultural, visual artisticamente adequado e bem realizado, mestre-sala e porta-bandeira dançando com categoria... somente essas coisas, destravando o julgamento técnico. Por fim, a melhor conclusão que tiraremos daqui é que isso deve ser um assunto repensado e algo deve ser feito. O debate é importantíssimo e a realização de mudanças, imprescíndivel. O que todos sabemos é que assim como está, não dá mais. Que chutemos a barraca logo e façamos algo. Abraços, VerdeRosaFT.

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    10/05/2015 02:40:37VerdeRosaFTMembro SRZD desde 08/04/2012

    Não uso esse espaço há muito tempo, mas nunca deixei de acompanhar. Excepcionalmente nesse momento, resolvi voltar aos comentários pelo conteúdo do texto, novamente de muita qualidade. Olá Hélio, espero que vá bem. Estendo meus comprimentos aos caros Almir e Tedy e já os parabenizo pelos desfiles das suas escolas esse ano. Indo ao que interessa, o polêmico assunto realmente é pouco comentado perante ao enorme índice de importância que ele tem. Muitas vezes parece que ninguém sabe e ninguém viu nada. A ausência do "dedo na ferida" é o que me causa mais indignação. Concordo com você, Hélio, creio que estamos passando por uma crise no carnaval. Aquele que era o momento excepcional do ano, uma idiossincrasia de nossa sociedade, alheio aos problemas externos, está cada vez aderindo mais características do terrível mundo real. O dinheiro, a mercantilização e afins tomaram um gigantesco poder sobre o carnaval e isso tem trago a fuga da essência e da característica popular que possuímos. Não é de hoje, mas me parece que esse poder está cada vez mais forte. Na minha opinião, isso é culpa de todos que se acomodam a essa situação; nós mesmos, o público, os diretores, os profissionais, a imprensa e a Liga. Acabamos nos acostumando com carnavais milionários, com exuberâncias que chegam a ser grotescas. Para alcançar isso e, assim, o topo, as escolas procuram outras fontes de renda, prejudicando e até esquecendo as culturas primordiais do espetáculo. A subvenção milionária que é dada é considerada "pouca" ao enorme gasto das escolas. Isso é uma consequência do má julgamento; quem é maior, tem mais pluma, alegorias gigantescas, fantasias cheias, é melhor. Os trilhos das escolas de samba são determinados pelo modelo atuante de julgamento. Desta forma, na minha percepção dos desfiles, a minha campeã pessoal de cada ano é sempre quem mais foi "escola de samba" em minha particular visão. Traduzindo, a soma de quem teve um bom

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    08/05/2015 16:36:49Nidia Jussara FdasilvaMembro SRZD desde 25/06/2012

    Seria de grande valor se tivesse uma mídia,uma imprensa comprometida em se aprofundar a esses detalhes sórdidos que açoitam as escolas de samba e informar ao público o que rola de real na administração,organização e de onde vem a interferência de um determinado grupo de pessoas duvidosas em se dar bem economicamente,quem sabe não iria dar um basta nessa galera oportunista.

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    08/05/2015 12:03:33LASLO PANAFLEXMembro SRZD desde 13/03/2014

    Sr. Hélio, mais uma vez sua matéria é sensacional. Visão límpida. Mas como você mesmo disse nada vai mudar (pelo menos por enquanto, pois nada dura para sempre). Tem muita grana na mesa e isso distorce, mutila e imunda. Um simples exemplo: quando as feijoadas (re)começaram nas grandes Escolas o evento era gratuito. A ideia era dar espaço aos compositores e cantores da Escola de expor sua arte, talento, etc. Daí o lance começa a chamar a atenção e a lotar quadras. Agora as feijoadas são sucesso absoluto, contudo perdeu-se o objetivo principal que era dar espaço a quem não tinha. Os â??convidadosâ? são ilustres, é verdade, mas eu gostaria de ouvir â??outrosâ? sambas. Novidades ou não, mas outras composições poéticas . Paciência meu caro. Vamos torcer por mudanças. Que alguma coisa toque no coração dos mandatários (além de grana). OBS1.: Tenho medo do que nossa agremiação vai levar para a avenida. OBS2.: Quando escrever sobre o Vasco, esquece o Flamengo.

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    08/05/2015 11:44:12Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Parabenizo â?? como fazer chover no molhado (rsrsrs) â?? o parceiro portelense conforme sou, o intelectual-sambista Hélio Ricardo Rainho, pelo conteúdo do texto em questão. Não por outra razão, ele se encontra junto e misturado, militando conosco em nosso mundo do samba. Isso, depois que deu uma â??banana´ para a vênus platinada mandando-a às favas... Rsrsrs... Conforme venho afirmando aqui em nosso mundo samba, quase que como um Dom Quixote (rsrsrs) a prática de minha militância objetiva ser propositiva debatendo a questão do poder. Isto é, a eleição da LIESA no final do mês. Por isso, repetitivamente postarei em meu blog um texto de análise aprofundada sobre isso e avisarei oportunamente. Já defini o tema de tal texto: â??As responsabilidades das lideranças do Salgueiro e Portela na eleição da LIESAâ?. Saudações carnavalescas, Almir de Macaé.

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    08/05/2015 10:23:41Carlos Gomes da MottaMembro SRZD desde 18/07/2012

    Sabem o que eu acho engraçado com relação a enredo: Apenas 3 ou 4 escolas já anunciaram os seus e já informam que o melhor é o da Beija Flor. Como pode ser o melhor se ainda falta algumas para escolherem e nem sabemos como a escola de Nilópolis irá desenvolver esse enredo. Daqui a pouco vão anunciar o Bicampeonato dessa escola, sem nem ao menos ter iniciado o desfile. Isso parece até coisa encomendada. Se a coisa continuar assim, é melhor não ter mais desfile; Faz o julgamento só pelo enredo e declara o campeão.

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