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26/05/2015 00h34

São Clemente: confira a sinopse do enredo 'Mais de mil palhaços no salão'
Redação SRZD

A São Clemente divulgou na noite desta segunda-feira (25) a sinopse do enredo para o Carnaval 2016, 'Mais de mil palhaços no salão', a ser desenvolvido pela carnavalesca Rosa Magalhães.

Na mesma ocasião, os compositores ficaram por dentro das regras das disputas de samba e ouviram de Rosa Magalhães a explicação do enredo. A agremiação também divulgou, através de nota, que as disputas serão aos sábados, das 17h às 22h. As datas, porém, ainda não foram estabelecidas.

Confira a sinopse do enredo da São Clemente para 2016:

Tanto riso, oh, quanta alegria

Mais de mil palhaços no salão....

Não me leve a mal,

Hoje é carnaval!

Zé Keti

Na época medieval, os Mistérios e as Paixões (representações religiosas realizadas no interior da igrejas) podem ser vistos como a materialização da relação do homem com o riso. Se por um lado havia o sagrado inabalável, por outro tinha-se a leveza da vida comum - e as formas de expressão dessa alegria localizavam-se no polo oposto ao sagrado. A alegria representava, assim, na vida do povo, o terreno e o material, o grotesco, que era uma das formas de expressão dessa alegria, associada ao vulgar e à vida secular.

Uma figura que encarnava por excelência os motivos do grotesco popular medieval era o Diabo, por ser diametralmente oposto à Divindade. No carnaval, o diabo é festivo - representando a glutonaria e a licenciosidade - o que fica expresso em sua representação - metade homem, metade animal - e em sua presença constante como figura burlesca. Foram tantas as diabruras, que faziam a plateia rir muito, que as representações medievais foram transferidas para o exterior das igrejas, tal a irreverência provocada por este senhor diabo.

Ainda durante a Idade Média, onde houvesse um poderoso, conde, barão, príncipe... haveria pelo menos um bobo da corte para divertir o senhor e seus convidados. Na cabeça, o bobo usava um chapéu com pontas e guizos, a roupa era colorida - geralmente verde e amarela. O verde representava a cor dos chapéus dos devedores e dos condenados a trabalhos forçados; o amarelo, a cor da traição e dos lacaios.

Quando os Milagres e Mistérios saíram do interior das igrejas, os artistas que circulavam solitários pelas cortes e castelos passaram a se encontrar nas feiras em torno dos feudos, e foram criadas verdadeiras companhias de saltimbancos. Apresentavam espetáculos em que misturavam representação teatral, acrobacias, dança na corda e etc.

As feiras viram ponto de encontro de artistas de todas as artes e habilidades - dançarinos de corda, volantins, malabaristas, jograis, trovadores, adestradores de animais, pelotiqueiros, músicos, domadores de ursos, dançarinos, prestidigitadores, bonequeiros e acrobatas.

Os espetáculos dos Mistérios e Moralidades incorporaram mais um personagem cômico: o rústico. Até mais ou menos 1500, a comicidade desse tipo de espetáculo estava a cargo do Diabo e do Vice. O Vice era um camponês velhaco, canalha, fanfarrão, covarde e representava todas as fraquezas humanas. Por algum motivo, ele acabava se deparando com o Diabo, sempre acompanhado por um séquito de pequenos demônios e metido em situações cômicas, que o transformavam em figura ridícula. Aparece então a palavra clown, para designar o rústico. E ele passou a ser um tipo com características bem definidas. Continuava um grosseirão, meio caipira, mas ganhou esperteza, sua linguagem evoluiu, adorava palavras difíceis.

Em 1768, o sargento inglês Philip Astley construiu um anfiteatro ao ar livre, onde pela manhã dava aulas de equitação e apresentava espetáculos
equestres. Foi ele quem teve a ideia que iria revolucionar o mundo dos espetáculos - num picadeiro de 13 mts de diâmetro, mesclou exercícios equestres com proezas dos artistas de feira.

O espetáculo, baseado na disciplina militar e na valorização da destreza e do perigo, deixava a platéia muito tensa, era preciso que o espectador tivesse momentos de relaxamento. É aí que surge o palhaço do circo. O clown, o campônio de quem os artistas intinerantes sempre gostaram de caçoar, veio a ser o protótipo do bufão do circo.

Esse novo tipo de espetáculo logo se espalhou pela Europa e pelas Américas. Os primeiros palhaços: os pioneiros do circo moderno foram a princípio o palhaço a cavalo e o palhaço de cena. A cara branca tradicional, feita com farinha, ou a preta, com carvão, surgiu primeiro na França, com o trio cômico que fazia cenas em que representavam padeiros, que terminavam sempre com a cara enfarinhada, jogando farinha uns nos outros.

Na França, o clown equestre era chamado de paillasse - inspirado no Pagliaccio da Comedia dell'arte.

Os palhaços se dividem em dois tipos - o branco e o augusto. O branco é mais elegante, de roupas bordadas; o augusto representa quase sempre um vagabundo, com roupas enormes, inclusive os sapatos, nariz vermelho e boca acentuadamente grande.

O palhaço brasileiro foi criado nas festas do Brasil colônia. Eis a descrição de uma dessas festas - "No domingo - palhaçadas! Saíram duas companhias de gente mascarada e vestidas ao gracioso burlesco". Todos se divertiam como palhaços, brincando pelas ruas da cidade.

Não podemos esquecer os ciganos que, na Vila Rica de Ouro Preto, realizavam comédias, bailes, máscaras e etc..

No Rio de Janeiro do século XIX, existiam casas de espetáculos com atividades dedicadas quase que exclusivamente aos shows circenses.

As festas populares também tinham seus palhaços - como a folia de reis, pastoris, bois-bumbás e sobretudo a do Festa do Divino.

E assim, pouco a pouco, começava a ser desenhado o jeito brasileiro de brincar.

Os palhaços cantavam a chula, cantigas entre as mais conhecidas, de versos cantados até hoje:

O raia o sol, suspende a lua,

Olha o palhaço no meio da rua

E o palhaço, o que é?

É ladrão de mulher!

A diferença do palhaço europeu do brasileiro é que o nosso não só dialogava mas também cantava! E cantavam eles muito bem... José Ramos Tinhorão, em seu livro, observa que os primeiros cantores a gravarem discos no Brasil foram os palhaços de circo. Bahiano teve a honra de ser o intérprete do primeiro samba gravado no Brasil : Pelo telefone, de Donga.

O Brasil teve grandes palhaços, que não podemos deixar de mencionar e a quem devemos apresentar nossos cumprimentos - Polydoro , cujo nome era inspirado no General Polydoro Quintanilha Jordão; Alcebiades Pereira - que era também exímio acrobata; Benjamim de Oliveira - o primeiro palhaço negro - exibia-se no circo Spinelli - era negro mas pintava a cara de branco, como faziam os palhaços. Se Bahiano gravou o primeiro samba, Benjamim participou do primeiro filme - baseado no Guarani de José de Alencar - ele foi o Peri.

E mais: Eduardo das Neves, Pompílio - que não conseguiu aposentadoria, apesar das palavras de Joracy Camargo, pedindo pensão para ele - "que obtenha dos políticos que tanto riram com ele, a pensão a que têm direito os verdadeiros palhaços, mais úteis ao povo que os falsos palhaços da politicagem nacional". E Oscarito, Grande Otelo, Mazzaropi, Fred e Carequinha, entre tantos outros que nos deliciaram com suas representações inesquecíveis.

E, por fim, não se pode deixar de citar a garotada que saiu de cara pintada, fazendo barulho pelas ruas, seguindo o exemplo dos nossos palhaços. A eles, a pátria agradece.

Bibliografia consultada:

Viveiros de Castro , Alice - O Elogio da Bobagem - Palhaços no Brasil e no Mundo - Alice Viveiros de Castro - Editora Família Bastos - Rio de Janeiro - 2005.

Moura, Roberto - Grande Othelo - Um Artista Genial - Rio de Janeiro -Relume Dumará - Prefeitura -1996.

Marinho , Flávio - Oscarito - o Riso e o Siso - Rio de Janeiro - Record - 2007.

Barsalini, Glauco - Mazzaropi - o jeca do Brasil - Barsalini - Campinas - SP - Editora Atomo -2002.

Bueno, André Paula - Palhaços da cara preta: Franciso, Catirina, Mateus e Bastião, parentes de Macunaíma no boi, cavalo marinho e folia de reis - MA - Pe -MG - S.Paulo - Edusp - 2014.

O Circo no Brasil - RIO - Funarte - S. Paulo - 1998

Imagem: Divulgação/Assessoria

 

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Comentários
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    29/05/2015 14:47:41Quinha da portelaMembro SRZD desde 28/01/2012

    Agora aqueles que falam mal da Beija Flor e do Anísio,podem enfiar a língua no c/ú e pararem com a palhaçada de dizer que a escola é financiada e ajudada pela rede globo e ainda digo mais,estou vendo um declínio maior no carnaval carioca,espero estar erado.Quem viver verá.!!!

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    29/05/2015 14:43:26Quinha da portelaMembro SRZD desde 28/01/2012

    Rio - A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA) reelegeu, na noite de ontem, o atual presidente Jorge Castanheira para seu quarto mandato à frente da entidade. Com a reeleição, por unanimidade, Castanheira completará, em 2017, dez anos na presidência, cargo para o qual foi eleito pela primeira vez em 2007. A eleição, realizada no plenário Nelson Abraão David, irmão, foi marcada também pela renúncia do patrono da Beija-Flor de Nilópolis, o bicheiro Aniz Abrahão David, o Anísio, ao cargo de conselheiro supremo da Liga das Escolas de Samba.Fundador e Grande Benemérito da Liga, Anísio estava insatisfeito com a gestão do presidente Jorge Castanheira, sobretudo com a forma como estavam sendo conduzidas as negociações dos direitos de transmissão do Carnaval carioca, que são de exclusividade da Rede Globo. E fez da renúncia uma espécie de protesto. De acordo com um integrante da cúpula da Beija-Flor, a atual campeã do Carnaval, Anísio questionava não apenas o valor repassado às escolas como também o nível de interferência da Rede Globo nos desfiles. Atualmente, a Liesa repassava a cada agremiação cerca de R$ 1,5 milhão pelos direitos de transmissão dos desfiles. â??A Rede Globo atrasa o desfile do domingo de Carnaval por causa do â??Fantásticoâ??, o de segunda por causa da novela das oito. Este ano, não transmitiu os primeiros desfiles (de Viradouro e São Clemente) e nem o Desfile das Campeãs. E nem cedeu para que outra emissora transmitisse. E a presidência da Liesa não contestava nadaâ?, disse um representante da Beija-Flor antes da reunião que manteve Castanheira no cargo.Essa notícia saiu no jornal O DIA,como sempre esse sitezinho de mer/da não dá a notícia em primeiramão ,quem sabe nas próximas eleições da LIESA.

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    28/05/2015 21:00:56ZepêreraMembro SRZD desde 03/12/2013

    Quem sabe, faz. quem não sabe, bate palmas para quem sabe. As coisas que essa extraterrestre Rosa Magalhães faz, simplismente se contempla... Vida longa a D. Rosa para que tenhamos mais anos de cultura, inteligencia e arte plastica na marques de sapucaí.

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    28/05/2015 15:17:25Quinha da portelaMembro SRZD desde 28/01/2012

    O site CARNAVALESCO apurou que o presidente de honra da Beija-Flor de Nilópolis, Anísio Abrahão David, está renunciando ao seu cargo e funções no Conselho Superior da Liga Independente das Escolas de Samba (LIESA). A carta de renúncia de Anísio será entregue na noite dessa quinta-feira para a direção da Liga. Anísio foi um dos fundadores da LIESA há 30 anos e chegou a presidir a instituição entre 1985 e 1987. Ele continuará representando a Beija-Flor nas reuniões da Liga, mas não exercerá o cargo relativo ao comando da instituição. Além da renúncia de Anísio, a noite de hoje conta também com a plenária e assembléia para a eleição presidencial da Liga e possível reeleição do presidente Jorge Castanheira.Esse site SRZD realmente é muito ruim,quando lançar essa notícia ja deverá tem passado o carnaval de 2016.brincadeira.!!!

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    28/05/2015 09:24:40Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    COMPLEMENTANDO: Para tanto, obviamente, tal respeitabilíssima e â??vitoriosaâ? agremiação conta estrategicamente com um patrono não-sambista, o qual enquanto um dos fundadores manda na LIESA enquanto membro vitalício e clandestino (o nome deixou de constar no expediente dos informativos oficiais do órgão) através do espúrio Conselho â??Superiorâ?, que é quem indica para os julgadores a campeã e a rebaixada. Saudações carnavalescas, Almir de Macaé.

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    28/05/2015 09:18:12Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Espero encerrar o filosófico debate acerca dos responsáveis pelos apelidados desfiles â??técnicosâ? e supostamente â??sem errosâ? no Carnaval Carioca. Porém, isto é pouco provável, porque quem sectariamente não dão os braços a serem torcidos (rsrsrs) são por mera â??coincidênciaâ? adeptos fanáticos-pentecostais por tais respeitabilíssimas agremiações beneficiárias da â??conquistaâ? de títulos através de tais desfiles â??técnicosâ?. Tais agremiações são dominadas por idolatrados não-sambistas os contraventores penais do jogo de bicho e de outras criminalidades. A agremiação iniciadora em â??conquistarâ? títulos através de desfiles â??técnicosâ? e supostamente â??sem errosâ?, isto é, frios, monótonos e sem capacidade alguma de emocionar o público nessa aludida época áurea chegou a contar com o seguinte â??esquemaâ?. Além do seu patrono não-sambista ter acumulado a presidência da LIESA, tal agremiação contou com uma rara carnavalesca-mestre criando e desenvolvendo enredos apropriados e o então presidente é economista (profissional normalmente frio e calculista) e diretores de Harmonia, mestre de Bateria e intérprete oficial todos militares os quais também são normalmente frios e calculistas. Por fim, a atual â??conquistadoraâ? de títulos através de desfiles â??técnicosâ? não conta com carnavalesca/carnavalesco-mestre, mas, sim com uma Comissão de Carnaval nem conta com diretor de Harmonia, diretores de Bateria e intérprete oficial militares. Militarizados são os seus desfiles â??técnicosâ? exatamente por serem frios, monótonos e sem capacidade alguma de emocionar o público. Para tanto, obviamente, tal respeitabilíssima e â??vitoriosaâ? agremiação conta estrategicamente com um patrono não-sambista, o qual enquanto um dos fundadores manda na LIESA enquanto membro vitalício e clandestino (o nome deixou de constar no expediente dos informativos oficiais do órgão) através do espúrio Conselho â??Super

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    27/05/2015 21:07:57Tedy Beija-Flor - A marca do Carnaval, é ela!Membro SRZD desde 12/04/2012

    Almir, tu esta misturando tudo, e chamando urubu de "meu louro". O que o bicheiro tem a ver se o desfile frio ou animado??? O dinheiro do Jogo que financiou os desfiles "monótonos" da Imperatriz, como também o dinheiro do bicheiro Castor de Andrade financiou o "Chue´Chuá as águas vão rolar" que sacudiu o sambódromo em 1991. ... E no seu comentário senti aí um certo desdém com a Dona Rosa Magalhães, por ela ter sido a campeã do Carnaval de 1995, onde a Imperatriz ganhou da Portela, por isso é que você esta dizendo que "A São Clemente não merecia uma vaga no Desfile das Campeãs", desse ano, quando todo mundo sabe que a São Clemente merecia uma bela vaga no Desfile das Campeãs (2015).

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    27/05/2015 18:53:09Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    No Carnaval Carioca os desfiles â??técnicosâ? e supostamente â??sem errosâ? isto é frios, monótonos e sem capacidade alguma de emocionar o público erigiram com os patronos não-sambistas, os contraventores penais do jogo de bicho e de outras criminalidades. Tudo começou no bi, 1994/95, da Imperatriz do patrono o aludido não-sambista, Luizinho Drumond. Nesse bi os enredos foram da carnavalesca Rosa Magalhães (RM) e conquistados pela diferença mínima de 0,5 ponto. Esse tipo de desfile acabou â??patenteadoâ? pelo tri em 1999, 2000/01 com enredos também da carnavalesca RM, quando o citado não-sambista tinha assumido a presidência da LIESA. O que levou a Imperatriz a ficar estigmatizada como agremiação vitoriosa, hegemônica e especializada no tipo de desfile ora analisado e criticado. Nesse áureo período de títulos da Imperatriz a Rainha da Zona da Leopoldina, quem sempre voltou no desfile das campeãs e conquistou cinco vices (1998, 99, 2000, 01 e 2002) foi a Beija Flor, que depois se consagrou como a Deusa da Passarela a mais vitoriosa da era sambódromo. Como o patrono da Beija Flor Anísio Abrahão David é um dos fundadores da LIESA cujo órgão só presidiu de 1985 a 1987, neste ano ele assumiu a presidência do Conselho Deliberativo, nele permanecendo até 2007. A partir desse ano a Beija Flor que já tinha conquistado o tri 2003/04 e 2005, acabou conquistando o bi 2007 e 2008. Foi nesse período que a Deusa da Passarela sucedeu a Rainha da Zona da Leopoldina adotando como estratégia garantidora da conquista de títulos apresentar desfiles apelidados de â??técnicosâ?. Afinal, o patrono Anísio passou a mandar no Conselho â??Superiorâ? da LIESA que é quem indica a campeã e a rebaixada para os julgadores. Saudações carnavalescas, Almir de Macaé.

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    27/05/2015 18:50:25Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Tedy e Verde-RosaFT, parceiros, desculpem-me a franqueza. Vocês se mostram â??traídosâ? em termos de fundamentação das ideias devido respectivamente ao fanatismo pentecostal pela Deusa da Passarela e idolatria ao patrono não-sambista da mesma, coincidentemente verde-rosa de coração... Rsrsrs... Idolatria esta, que acaba levando de roldão o fato da carnavalesca-mestre ter passado pela gloriosa Estação Primeira de Mangueira... Rsrsrs... Ã? o seguinte, por questão de respeito à notícia em questão, que é sobre a SC assim como obviamente também por questão de espaço aqui. O debate de ideia fundamentado envolvendo os desfiles apelidados de â??técnicosâ? da Deusa da Passarela (notadamente de 2011 para cá) e os de outrora da Rainha da Zona da Leopoldina em cujo esquema a carnavalesca-mestre esteve envolvida até a medula prossegue logo em seguida e nos espaços de comentários referentes às duas agremiações. Saudações carnavalescas, Almir de Macaé.

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    27/05/2015 18:50:25Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Tedy e Verde-RosaFT, parceiros, desculpem-me a franqueza. Vocês se mostram â??traídosâ? em termos de fundamentação das ideias devido respectivamente ao fanatismo pentecostal pela Deusa da Passarela e idolatria ao patrono não-sambista da mesma, coincidentemente verde-rosa de coração... Rsrsrs... Idolatria esta, que acaba levando de roldão o fato da carnavalesca-mestre ter passado pela gloriosa Estação Primeira de Mangueira... Rsrsrs... Ã? o seguinte, por questão de respeito à notícia em questão, que é sobre a SC assim como obviamente também por questão de espaço aqui. O debate de ideia fundamentado envolvendo os desfiles apelidados de â??técnicosâ? da Deusa da Passarela (notadamente de 2011 para cá) e os de outrora da Rainha da Zona da Leopoldina em cujo esquema a carnavalesca-mestre esteve envolvida até a medula prossegue logo em seguida e nos espaços de comentários referentes às duas agremiações. Saudações carnavalescas, Almir de Macaé.

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    27/05/2015 17:11:13VerdeRosaFTMembro SRZD desde 08/04/2012

    Almir, se foi Fábio Fabato quem redigiu o livro, não faço a mínima ideia. Mas que o livro é de autoria do Fernando, é. Fábio somente assina uma espécie de pré-prefácio, denominada "Para Início de Conversa". Você é bastante coerente não tendo tanto agrado ao livro e ao desfile, pois o primeiro foi uma grande inspiração ao segundo. Porém está errado quando refere a posição que eu dei para a São Clemente ao fato de minha opinião sobre Rosa Magalhães, de meu idolatro. A escola se apresentou com um samba bom, que era bastante contagiante e com trechos inspirados, com uma bateria excepcional, casal de MS e PB com ótima desenvoltura, CF sem tripé, uma plástica adequada ao projeto da escola e com fantasias e alegorias muito bonitas e um enredo muito bem desenvolvido, de viés cultural, homenageando um homem representativo ao carnaval, com um interessante condutor. Esse você chama de "folclórico" - e realmente era através das figuras de assombração que Fernando tinha medo e apareciam no primeiro setor. Dizendo que a SC mereceria o quarto lugar nos critérios da LIESA não me baseio somente nas emoções e nos meus agrados particulares. Se fosse me basear somente nesses dois critérios, ela seria a minha vice-campeã, perdendo somente para a minha verde e rosa hahahah. Uma pena que você não tenha a mesma opinião que eu sobre esse desfile.

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    27/05/2015 14:06:19Tedy Beija-Flor - A marca do Carnaval, é ela!Membro SRZD desde 12/04/2012

    Macaé, você esta enganado, pelo contrário disse que a Portela foi a única a começar uma emoção no desfile, mas depois a emoção esfriou quando o povo notou que o enredo era patrocinado e repetido. E os enredos no tempo do financiamento do Jogo do bicho eram excelentes: "A Lapa de Adão e Eva", "Tupinicopólis", "Chuê -Chuá as águas vão rolar", "Trevas - a luz, a explosão do universo", "Chiquinha Gonzaga", "Áfricas do berço real a corte brasiliana", "Peguei um Ita no Norte". Não tem nem como comparar com esses temas ridículos impostas pelas empresas e governos patrocinadores hoje em dia, com esses enredos maravilhosos da era de ouro do jogo do bicho no Carnaval carioca. Os bicheiros hoje ajudam em muito pouco, ou em nada mesmo, mas verdade seja dita que no passado eles foram ótimos para as nossas escolas, de uns anos para cá é que eles começaram a sair fora.

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    27/05/2015 12:21:33Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Verde-RosaFT e Tedy, parceiros, não me surpreende o que propõem para o debate de ideias. Sei que o jornalista-biógrafo enquanto tal foi quem redigiu a autobiografia do revolucionário carnavalesco. Ocorre, ao redigi-la o jornalista não cumpriu o juramento da profissão que é fazê-lo sob um ponto de vista crítico; agravado pelo mesmo não ser marxista. Quanto à filha do saudoso carnavalesco, ela militou comigo no PT, ao qual não mais pertenço. Não creio que ela tenha ficado satisfeita com uma obra folclórica homenageando o seu falecido e revolucionário pai. Quanto à SC ter merecido uma hipotética 4ª colocação, acredito que isso se deva à sua idolatria à carnavalesca em questão. Não por outra razão conceituo-a como carnavalesca-mestre. Entretanto, a sinopse, o enredo, o samba-enredo e o desfile como um todo apresentado pela SC ficaram entre razoável e bom não merecendo o desfile das campeãs. Apesar de eu democraticamente respeitar a provocativa opinião de Tedy sobre o desfile 2015 da madrinha da agremiação pela qual ele é fanático pentecostal, não considero que em um mundo do samba indevidamente mercantilizado que os desfiles monótonos ocorram devido às imposições dos patrocinadores. Mas, sim por causa da característica filosofia de desfiles desse tipo de quem não são sambistas verdadeiros, os apelidados patronos, isto é, os contraventores penais do jogo de bicho e de outras criminalidades. Haja vista, o idolatrado patrono da campeã 2015 sequer a tem como agremiação do coração, mas, a gloriosa verde-rosa. Não é mera coincidência que a atual campeã tenha sucedido a Rainha da Zona da Leopoldina enquanto â??especialistaâ? em desfile apelidado de â??técnicoâ? e supostamente â??sem errosâ?. Isto é, frio, monótono e sem capacidade alguma de emocionar o público. Saudações carnavalescas, Almir de Macaé.

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    27/05/2015 11:44:53Tedy Beija-Flor - A marca do Carnaval, é ela!Membro SRZD desde 12/04/2012

    Quinha, realmente falou certo, este site vive desatualizado. Todo mundo já sabe que Miguel Arraes será o enredo da Vila Isabel por exemplo, mas esse site site na matéria da Vila como se o enredo não estivesse definido e ninguém soubesse do enredo da Vila. Quando uma escola divulga fantasias de alas comerciais, no dia seguinte aparece nos outros sites, aqui chega a aparecer três, quatro, cinco dias depois, e em alguns vezes até uma semana depois, quando a notícia já saiu do ar nos outro sites há dias. O enredo da Mangueira que provavelmente será sobre a Tropicália com enfoque na Maria Betânia, nem foi mencionado. O Srzd Carnaval vive sempre muito atrasado em relação ao demais sites, é por isso que nos outros sites as notícias tem um porrada de comentários, e aqui hoje em dia e um, dois gatos pingados comentando, diferente do passado onde as pessoas vinham aqui comentar.Eu mesmo já estou quereno ir comentar em outro site, pois aqui nunca tem notícia, e quando tem é notícia requentada, que todo mundo já viu e reviu nos outros sites.

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    27/05/2015 08:39:47Quinha da portelaMembro SRZD desde 28/01/2012

    Esse site é mesmo meia-bomba.No site carnavalesco tem o vídeo da São Clemente com a Rosa Magalhães explicando o enredo da escola.Aprende com quem sabe SRZD.!!!

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