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08/06/2015 08h19

Leia a sinopse do novo enredo da Mocidade para 2016
Redação SRZD

A Mocidade Independente de Padre Miguel mudou o enredo para o Carnaval 2016. A escola, que havia divulgado o tema "#alendaimaginação", agora desenvolve um desfile inspirado em Miguel de Cervantes.

- Enquete: A Mocidade fez bem em mudar o enredo para o Carnaval 2016? Vote!

Leia a sinopse:

O Brasil de La Mancha:
Sou Miguel, Padre Miguel. Sou Cervantes, Sou Quixote Cavaleiro, Pixote Brasileiro.

Inspirado em Miguel de Cervantes

Autor: André Luis da Silva Junior

Sinopse: Alexandre Louzada e André Luis da Silva Junior
Desenvolvimento: Alexandre Louzada, Edson Pereira e André Luis da Silva Junior

Esse enredo é dedicado ao povo Brasileiro, grande protagonista da nossa história, que apesar dos monstros gigantes conserva os sonhos da Mocidade, mantém a esperança de um país melhor, a loucura pelo Carnaval e a eterna vocação para ser feliz.

Será mais um sonho impossível?
Voar num limite improvável
Romper o inacessível implacável?
Virar esse mundo, esse jogo?
Como saber se não tentar, lutar pra vencer
e perceber se valeu delirar?
é incabível negar, ousar e sonhar
pois inventar é minha lei, minha questão.
imaginar, seja lá como for,
me fazer invencível, tocar e beijar,
ceder e morrer de paixão
ao ver a estrela-flor, mocidade,
brotar do impossível chão.
(versão adaptada da obra de Chico Buarque e Ruy Guerra)

"Mocidade": substantivo feminino singular : Juventude, frescor, qualidade daqueles que se mantém jovens independentes da idade, sonhadores. Grupo de pessoas que acreditam em um mesmo sonho, vide GRES MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL.

"Mancha": substantivo feminino singular : Mácula, nódoa. Geo: Terra árida, mas fértil da Comunidade Autônoma da Espanha central: Castilla La Mancha.

"Quixote": substantivo masculino : Diz-se do personagem criado por Miguel de Cervantes (1547-1616). Indivíduo generoso e ingênuo, que luta contras injustiças. Louco e sonhador.

"Carnaval": substantivo masculino singular. Festa popular, folia. Período normalmente de três dias que antecede à quarta-feira de cinzas. Sentido figurado. Festa capaz de desfazer as manchas da realidade ao transformá-las em esperança de tempos melhores. Força capaz de resgatar os sonhos de uma Mocidade Quixotesca.

Prólogo

Se o mundo é um carnaval onde tudo se mistura, volto à literatura, no seu infinito poder de transportar tempo e espaço, me junto a Cervantes porque também sou Miguel, Padre Miguel. Juntos, resgatamos o mito de Quixote que, no caminhar por entre as terras do Brasil de La Mancha, a princípio se assusta com tantos fatos. Ele sonha lutar com gigantes que pela própria natureza não somam, subtraem. E como compreender é o primeiro passo para transformação, ávido leitor, o cavaleiro andante relê nossa história até perceber que "A hora da estrela" há de chegar. Descobre que a Mocidade, eterna fábrica de sonhos e alegria, é a estrela guia, que sai à rua para defender o Brasil de toda Mancha. Está na Mocidade toda a esperança de dias melhores, de tempos mais justos, de seres mais humanos.

O Brasil de La Mancha

Ergue-te do teu sono, Cervantes, do sonho à vida como antes, vem comigo que também sou Miguel, Padre Miguel, sou eu quem te clama a despertar teu cavaleiro andarilho, a seguir a estrela em seu brilho e a empunhar a lança a lutar contra os moinhos deste Brasil de La Mancha.

Qual "Abaporu" a devorar imaginações, levanta-te novamente, Quixote comandante e vem tocar seu rebanho, invisível, errante, de meninos, Pixotes, fidalgos ninguém e faça deles seu exército verde esperança, de sonhos de criança que valem ouro, prata, níquel, vintém. Vem limpar as nódoas deste meu país gigante. Lembre sempre da ordem da cavalaria, da meta de todo dia: acreditar na justiça, educação, saúde e fraternidade, no respeito à terceira idade, nos sonhos da Mocidade.

Viaje, até onde a memória alcança, que te proteja, o Sancho que também é Pança , gula ou ganância? Contraponto e balança. Teu companheiro, fiel escudeiro, rapidamente adquire um jeitinho brasileiro. Não esqueça do povo e da mazela, negue que os acordos e esquemas são necessários ao sistema. Lute contra os fatos, os muitos ratos, os muitos jatos! Lembre que para governar a ilha, não precisas fazer parte de uma quadrilha.

Ponha de lado a cavalaria diante de tamanha covardia, busque na literatura, nas suas mais belas histórias, uma escapatória. Na tentativa de entender o Brasil de La Mancha, leia de tudo sem exceção: histórias dos Pampas, das vidas secas, escravidão. Se leitura o dia inteiro, faz mal ao cavaleiro, não fique atordoado, se entre Ramos e Rosas, encontrar Machado, mesmo sem muita clareza, não se importe porque és menino maluquinho e maluco beleza.

Adentre o reino mestiço, encantado, país inventado, terra que tem palmeiras mas, pela dor de Chico Mendes, sangram seringueiras. Torne-se o Macunaíma, caboclo, mito indolente, quase até inconsequente. E como todo amor é descanso da loucura e a felicidade, uma eterna procura, busque sua Dulcinéia, nos lábios de mel de Iracema e Paraguaçu, musa de Caramuru.

Seja o braço forte que impede o açoite, apague a mancha negra-noite, ouça as vozes d'áfrica, lança-te ao oceano contra os negreiros moinhos navegantes e com furor insano, acabe com esse sonho dantesco, a vergonha da escravidão, "varrei os mares, tufão".. Seja Zumbi e devolva a liberdade para a casa grande e a senzala não mais existir.

Siga os raios do sol meridiano meu cavaleiro andante, no rastro que ilumina o pampa distante, no sopro do minuano, que terás o " tempo e o vento" como esteio, pelos campos à seguir avante, na proteção do negrinho do pastoreio.

Vai, meu nobre senhor dos sonhos e andanças, vem que te mostro veredas, na trilha de sua árdua missão, contraponto das vidas secas no escaldante sertão. Leve teu espírito guerreiro a juntar-se a Antônio Conselheiro, entre milhares de fiéis e cangaceiros, na saga, sacra insurreição.

Vai, caminhando e cantando, mesmo com páginas infelizes das nossas histórias, vai nessa ilha, sanatório geral, onde a sua loucura também é a nossa e que se transforma em uma ofegante epidemia pois somos todos loucos, loucos por carnaval. Vai, que nessa avenida, a Mocidade aguerrida, num samba popular, vai passar ...

Há esperança de que tenebrosas transações serão passadas a limpo, lavaremos o passado tudo o que é ímpio, ainda que tarde, que não falhe, não será um sonho impossível e que nossos heróis não sonharam em vão pois acreditamos no incrível, somos sonhadores errantes, inspirados em ti, cavaleiro andante, estamos prontos pra luta contra o gigante, desse Brasil de La Mancha. Somos seu exército verde, vibrante, da pátria independente, somos

Miguel, Padre Miguel, seus Quixotes, Pixotes , somos alguém com o sonho de uma nação, sonho de ser campeão.
Adiante, cavaleiro! Em frente, Rocinante! O Brasil é grande, um mundo inteiro. Agora eu era herói, leitor, estudante e também juiz,e pela minha lei, a gente era obrigado a ser feliz.
Adiante, cavaleiro! o povo é minha estrela guia...
" A hora da estrela" há de chegar

Sou Independente, sou raiz também, Cavaleiro Andante da Vila Vintém.

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Comentários
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    09/06/2015 08:14:52Cláudia BauerMembro SRZD desde 19/01/2013

    Agora, João, ao mesmo tempo que eu critico esse excesso de poesia na sinopse, eu compreendo também o que quiseram fazer. 2015 foi um ano que minha escola recebeu inúmeras críticas ao enredo porque não gerou bons sambas. Na verdade não é que o enredo era ruim, pelo contrário era maravilhoso. O problema é que a sinopse foi escrita de uma forma que não havia possibilidades para poesia. Era um texto extremamente reto, fazendo com que tanto a letra como a melodia de todos os sambas se tornassem fragmentados. Para não acontecer a mesma coisa esse ano, a diretoria deve ter pedido para fazer uma sinopse mais poetizada justamente para os compositores terem material da onde tirar a poesia. O único problema foi o excesso de rimas, que a meu ver ficou forçado demais. Mas nada que uma reunião com os compositores para reverter a situação. Se tu for perceber, existe material mega suficiente para fazer poesia (e como tem). Basta uma explicação bem certinha que tu vai ver como vai sair os sambas.

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    08/06/2015 22:42:09Cláudia BauerMembro SRZD desde 19/01/2013

    João, eu acho o seguinte. Essa sinopse querendo ou não está bem amarrado nos setores e no que tange o enredo. O objetivo é uma conversa de Padre Miguel aconselhando Miguel de Cervantes, e isso em nenhum momento se perdeu. O grande problema dessa sinopse, e possivelmente é o que a maioria das pessoas não conseguiu entender, é o excesso de floreamento e rimas no desenrolar da sinopse. Uma coisa é ter uma ou outra rima, outra coisa é ter um texto grande INTEIRO coberto por rimas. Esse foi o grande problema. Se tu perceber a sinopse da Unidos de Padre Miguel, existe uma levada poética, mas é na medida certa. O Edson na UPM mesclou momentos descritivos e momentos de levada poética. Por isso que a sinopse ficou clara. Tudo bem, a intenção foi boa, mas houve um excesso de rimas, que aliás é uma das marcas do Louzada. Na sinopse sobre Ilhabela na Império de Casa Verde esse ano é a mesma coisa. Esse é um dos aspectos que eu não gosto dele e o acho limitado. Repito, o enredo é bom, o problema é que ele floreou demais!!!!

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    08/06/2015 19:47:20João SilvaMembro SRZD desde 18/08/2010

    Esse excesso de floreamento comentado pela Cláudia, não apenas dificulta a leitura, como parece realmente ter sido algo feito com objetivo de só ser decodificado pelo autor. Poesias, ou tentativas poéticas, são subjetivas demais. Elas se utilizam de linguagens que escondem verdadeiras intenções. Mas, um momento de atenção: desprezem essa floreada toda e a desconexão entre fatos gerando a tal confusão, e Oohem com atenção para o fato mais importante: MOCIDADE CONSEGUIU SAIR DO LUGAR COMUM. Mocidade faz críticas ao sistema e às mazelas brasileiras tal qual João 30 e Fernando Pinto, esse último se utilizando de recursos bem parecidos como a irreverente Tupinicópolis, fizeram em alguns carnavais. Quando todos achavam que o tema seria wikepediano gritando olé pra cá, olé pra lá, numa apologia direta à cultura espanhola, caíram todos do cavalo com o ku em cima de um tronco de 33 cm. Se fuderam todos. Nada de mostrar monumentos espanhóis. Nada de mostrar invasores espanhóis em busca de eldorados. Nada de mencionar a comida, crenças, folclores locais. Nada disso! D. Quixote, o errante sonhador pirado na batatinha, chega ao Brasil e se depara com manchas históricas. Mas ao final, sua loucura encoraja a mocidade (juventude) a brigar por dias melhores, por melhores condições de vida, por uma sociedade mais justa."Há esperança de que tenebrosas transações serão passadas a limpo, lavaremos o passado de tudo o que é ímpio, ainda que tarde, que não falhe, não será um sonho impossível e que nossos heróis não sonharam em vão pois acreditamos no incrível, somos sonhadores errantes, inspirados em ti, cavaleiro andante, estamos prontos pra luta contra o gigante, desse Brasil de La Mancha" Uma bucetada na cara dos wikepedianos analfabetos funcionais FDP! KKKKK

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    08/06/2015 19:41:18João SilvaMembro SRZD desde 18/08/2010

    E claro, não poderia faltar burros como o Tedy, que por má vontade ou burrice ao quadrado, esquecem o que o autor, o professor de literatura que já foi juri, afirmou desde o início; não vamos falar de D. Quixote, vamos falar de Brasil. Sabe o que é isso? Ã? vício de tanto ler as bostas escritas pela comissão SEBRAE de forma wikepediana, didaticazinha, sem criatividade alguma, como aqueles textos que aprendemos na escola: começo, meio e fim. Escola medrosa, cagona, mais do mesmo sempre!

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    08/06/2015 18:14:32Tedy Beija-Flor - A marca do Carnaval, é ela!Membro SRZD desde 12/04/2012

    000000,1% de Dom Quixote, 99% de uma salada confusa. Dom Quixote deveria processar a Mocidade por PROPAGANDA ENGANOSA,kkkkkkkk.

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    08/06/2015 18:11:28Tedy Beija-Flor - A marca do Carnaval, é ela!Membro SRZD desde 12/04/2012

    Sabe o que é essa sinopse??? Convidaram o coitado do Dom Quixote para uma festa (sinopse), receberam Quixote e disseram que ele era o convidado de honra, aí foi chegando gente na festa, e chegando, e chegando, e chegando mais gente, e Dom Quixote que era o convidado de honra vai pedindo aos garços "uma bebidinha por favor", "umas coxinhas por favor", e o garçom passa direito sem nem olhar para ele. Aí ele tenta se enturmar nas rodinhas e as pessoas ignoram ele. Dom Quixote sai com a cara no chão, se sentindo o côcô do cavalo do bandido. O enredo começa com Dom Quixote de estrela, depois no final do Quixote não tá valendo mais nem 0,20 centavos, e as outras coisas na festa é que passam a ser a estrela.

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    08/06/2015 17:56:59ECOMembro SRZD desde 28/05/2012

    Só passei para ler os comentários [email protected]#

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    08/06/2015 17:46:46GeanMembro SRZD desde 22/02/2016

    Independentemente da sinopse estar boa ou não, a Mocidade tem que ficar entre as 6. Seca não Rogério! Ã? muito sofrimento ficar 14 anos longe da festa de comemoração. Mais um ano fora e a Aghata se mata(Talvez já tenha se matado). kkkkkkkkkkkkkk

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    08/06/2015 17:42:02GeanMembro SRZD desde 22/02/2016

    O engraçado é a Claudia Bauer ficar se fazendo de desentendida. kkkkkkkkkkkkk

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    08/06/2015 17:35:41GeanMembro SRZD desde 22/02/2016

    O Almir é PHODA! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    08/06/2015 17:32:56GeanMembro SRZD desde 22/02/2016

    Ã? nessas horas que a Aghata tinha que ressuscitar nesse site. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkk

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    08/06/2015 17:30:36Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Foi considerado como mal interpretado no site â??SRZD-Carnavalâ? logo por uma independente que agora nega ter admitido ser racista, o mudado enredo 2016 da Mocidade Independente intitulado â??O Brasil de La Mancha: Sou Miguel, padre Miguel. Sou Cervantes, sou Quixote cavaleiro, Pixote brasileiroâ?. Ela negará e protestará e um falso advogado dela que não se assume gresilense, me insultará mais uma vez. Já no site â??Carnavalescoâ? um independente que assume ser doente chama o vice-presidente Rodrigo Pacheco, que é branco, de presidente. Ocorre, sendo um dos fundadores o presidente, Wandir Trindade o Vô Macumba é preto/negro/afrodescendente. Não sendo apartado da sociedade que é capitalista e racista, o mundo do samba reproduz a mazela da opressão racista. Isso é uma vergonha, que tem que ser combatida. A sinopse é sim surpreendentemente positiva à medida que a respeitabilíssima agremiação é comandada por um patrono não-sambista. Considero sectária as críticas de confusa e sem clareza feitas à sinopse. Isso, porque o tema do enredo se propõe a ser conforme prevê o regulamento, o desenvolvimento de um conceito (uma â??viagem´ através da literatura) no qual haja equilíbrio a partir da concepção até a realização. Será preciso aguardar a explanação do enredo para os compositores a ser feita provavelmente pelo autor André Luiz da Silva Junior e os carnavalescos Alexandre Louzada e Edson Pereira. A sinopse foi sim bem redigida em termos poéticos. Tem excelência na qualidade. O que eu â??ousoâ? divergir é em relação à expressão (reino mestiço) na frase: â??Adentre o â??reino mestiço´(sic), encantado, terra que tem palmeira mas, pela dor de Chico Mendes sagram seringueirasâ?. O correto é reino miscigenado. Mestiço é o cruzamento de raças diferentes entre animais irracionais. Saudações carnavalescas, Almir de Macaé.

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    08/06/2015 17:30:15GeanMembro SRZD desde 22/02/2016

    Não sou um grande entededor de sinopses, acho que é uma coisa de menos e que serve mais pra definir como vai ser o Samba-Enredo. Mas sinceramente: It´s confusing! It´s confusing! It´s confusing! It´s confusing! It´s confusing! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

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    08/06/2015 16:28:36Cláudia BauerMembro SRZD desde 19/01/2013

    Esse é o principal motivo que eu não gosto de sinopse poetizada: as pessoas não sabem interpretar figuras de linguagem. Ano passado quando o Louzada floreou a sinopse da Portela li em alguns espaços no Facebook que algumas pessoas não entenderam tanto a sinopse por causa dos floreamentos. Ã? o que está acontecendo na sinopse da minha escola, com a diferença que falar sobre Rio de Janeiro fica bem mais fácil de entender. Tenho uma amiga que é professora de português e eu encaminhei essa sinopse para ela. Ela viu os comentários sobre a sinopse e ela falou a mesma coisa que eu: as pessoas não sabem interpretar figuras de linguagem. E ainda mais quando não querem entender, aí que fica ainda mais incompreensível.

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    08/06/2015 15:38:32Marcio FelippeMembro SRZD desde 13/12/2011

    Não adianta ter boa vontade, dois bons carnavalescos, simpatia pela escola e nobreza na referência literária do tema. Sinceramente: com tudo isso, não se entende nada! E quem está dizendo que está entendendo, está só dizendo. Porque não entendeu e também não tá sabendo explicar. O enredo tá confuso demais na sinopse, que nunca foi o forte de Louzada. E a gente não é obrigado a dizer que está claro e bem escrito só porque, ano que vem, vai render bons carros e boas fantasias. Ano que vem ainda não chegou, o desfile ainda não começou. Aqui neste 2015, o que temos é a sinopse. Que tá muito confusa, desvairada, querendo falar muito e ao mesmo tempo querendo esconder o que quer fazer. Imagine-se um compositor de 50 anos dessa escola: vai fazer o que lendo essa parafernália toda?!?! Tá bonito...tá poético...tá emocionante...mas CLARO, não está mesmo! E como a ala de compositores lá é fraca, vai ser uma luta pra dar bom samba. Parece que o namoro de Louzada com o surrealismo ainda não acabou: a sinopse parece um poema dadá. Vale tudo pra parecer bonita e emocionante. Mas não se entende nada, e não se entende MESMO!

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