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21/06/2015 03h30

Carnavália-Sambacon: Rio, SP, BH e Salvador se unem para discutir o Carnaval de rua
Rodrigo Trindade

Representantes do Carnaval de rua de quatro capitais se reuniram neste último dia de Carnavália-Sambacon para discutir o segmento. Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador mostraram a força da festividade. O bate-papo, mediado por Gustavo Mostof, diretor de Operações da Riotur, teve a participação de Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, associação que reúne vários blocos da cidade do Rio; Pedro Manoel da Costa, presidente do Conselho Municipal do Carnaval de Salvador; Alexandre Magno, diretor de Carnaval da União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP); e Luiz Felipe Barreto, diretor de eventos da Belotur (Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte).

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Representantes debateram o Carnaval de rua. Foto: Rodrigo Trindade

Apoiados no tema "Carnaval de Rua - A festa pelo Brasil", os representantes levantaram várias questões que envolvem a festividade, desde a preparação, passando pela possível captação de recursos (ou patrocínio), até aquelas que envolvem burocracia, quando o assunto é credenciamento ou aprovação de algumas ações por parte de alguns poderes públicos.

Rita, presidente da Sebastiana, comemorou os recordes do Carnaval de rua do Rio, que tem levado cerca de seis milhões de pessoas a curtir a festa. Ela destacou que o diálogo entre os poderes públicos e os blocos tem melhorado muito ano a ano, mas ressaltou: "O Carnaval de rua tem que ser visto de uma forma ainda muito mais séria do que é", afirmou durante a palestra.

Em Belo Horizonte, o segmento também tem crescido muito: começou a tomar força em 2013 e, segundo Luiz Felipe, da Belotur, 2015 foi o recorde de foliões: "Tivemos cerca de um milhão de pessoas pelas ruas da capital mineira, coisa que nunca aconteceu antes". O dirigente também apontou problemas a serem resolvidos: "Precisamos fazer como o Rio faz, terceirizar alguns serviços, colocar banheiros públicos, dialogar mais com os poderes públicos. Só assim iremos viabilizar uma festividade ainda maior e mais confortável", disse.

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Pedro Manoel, do Conselho de Carnaval de Salvador, destacou que toda a festividade da capital baiana é custeada pela prefeitura e pelo estado e que o diálogo entre eles é bastante avançado. "Salvador sempre viveu do Carnaval de rua. Colocamos dois milhões de foliões para prestigiar essa festa. Além disso, o nosso Carnaval serve, também, para gerar empregos. Isso é fundamental".

Representando a UESP, Alexandre Magno também fez apontamentos sobre o Carnaval de Rua da terra da garoa e destacou que a entidade representa, além de blocos de rua, escolas de samba de grupos de acesso. 

Confira trechos de algumas apresentações:

Sobre o Carnaval de rua do Rio de Janeiro:

 

Sobre o Carnaval de rua de Belo Horizonte: 

 

Sobre o Carnaval de rua de São Paulo: 

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