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21/06/2015 04h14

Carnavália-Sambacon: feira encerra com debate entre carnavalescos do Rio
Rodrigo Trindade

A feira Carnavália-Sambacon fechou com chave de ouro as atrações que envolveram palestras e debates com a reunião de quatro vertentes diferentes de se fazer Carnaval: Rosa Magalhães, Cahê Rodrigues, Paulo Barros e Renato Lage opinaram sobre os desfiles das escolas de samba e trouxeram à tona antigas discussões como patrocínios, qualidade de transmissão, estética artística, entre outras.

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Cahê, Paulo Barros, Rosa e Lage em encontro. Foto: Rodrigo Trindade

Rosa, que é campeã de títulos da era Sambódromo e atualmente é da São Clemente, contou um pouco de sua trajetória como carnavalesca e apontou os desafios enfrentados pelas agremiações nos dias de hoje, ressaltando a importância do patrocínio e fazendo um apelo para que haja uma verba maior destinada às escolas.

Cahê Rodrigues, da Imperatriz, também discutiu o patrocínio dentro das escolas de samba e contou casos em que ele teve que usar de muita criatividade para desenvolver enredos baseados nos pedidos de empresas investidoras:

"Passei por algumas escolas de samba as quais tive muitos momentos sem dormir, pensando em como desenvolver um enredo criativo, interessante, bonito, mas que não fosse apelativo por conta dos pedidos das empresas que patrocinavam essas escolas", relatou.

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Paulo Barros, carnavalesco da Portela, por sua vez, questionou o motivo das escolas não poderem promover, durante os desfiles, seus patrocinadores. Ele deu a ideia de se criar um momento ou um artifício, durante transmissão do desfile oficial, para que os patrocinadores das escolas de samba (e não da transmissão) pudessem expor suas marcas sem que haja conflito ou violação das regras estabelecidas pela Liesa.

Já Renato Lage defendeu o patrocínio e afirmou que através de um bom planejamento há possibilidade de alcançar o sucesso nos desfiles, mesmo que eles sejam patrocinados. Segundo o artista, o que vale neste momento é a criatividade de cada um.

Confira o vídeo com um trecho das palavras de Rosa Magalhães e Paulo Barros:

 

Confira, agora, um trecho das palavras ditas por Cahê Rodrigues: 

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Comentários
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    22/06/2015 10:28:38RogérioMembro SRZD desde 26/05/2009

    Cadê o vídeo do Debate SRZD?

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    21/06/2015 11:30:44Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Os especialistas na mídia de Carnaval & mundo do samba são â??acríticosâ? acerca dos três dias da concluída 2ª edição da Carnavália-Sambacom. Já os leitores quando muito mostram fanatismo pentecostal pelas agremiações do coração, idolatria a patrono não-sambista e ou/arrependimento disso em relação a carnavalesco. Diferentemente dos especialistas e desses leitores, considero que a carnavalesca Maria Augusta e o colega Milton Cunha foram as personalidades que falaram as melhores coisas de nosso mundo do samba durante os três dias da Carnavália-Sambocom. O evento tem como predominância os negócios capitalistas travestidos de â??carnavalescosâ?. Não o debate de ideias. Haja vista, os dois carnavalescos que não são originários da comunidade pobre & oprimida defenderam valores que são imprescindíveis para essa classe social. Ao contrário disso, erigiram apelidados sambistas da nova geração os quais nem merecem ter os nomes citados, defendendo o retrocesso da volta das rodas de sambas dos anos das décadas de 1970 e 1980 que equivocadamente pretendiam trazer a burguesia para junto da comunidade. A carnavalesca Maria Augusta declarou ao site SRZD-Carnaval: â??Sambas-Enredo são dois quesitos que quando tocam o coração das comunidades emocionando-as são praticamente tudo para as agremiações realizarem desfiles carnavalescos com excelência na qualidade, apoteóticos e vitoriososâ?. Por sua vez, o carnavalesco Milton Cunha em palestra durante o evento declarou registrado pelos sites Carnavalesco e SRZD-Carnaval: â??Sendo um meio social comunitário de excelência na qualidade em Artes, Cultura e Dignidade os sambistas-artistas do Carnaval têm que ter 100% de liberdade para criarem Enredos, Sambas e Desfiles que sejam â??maionésicosâ?? em capacidade de emocionar, sem deixar de ser competitivos. Isto é que permitam que se viaje na maionese, não tendo engessamento e ou/militarizaçãoâ?. Saudações carnavalescas, Almir de Ma

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    21/06/2015 09:23:52Cláudia BauerMembro SRZD desde 19/01/2013

    Duas coisas que me chamaram a atenção do debate: Rosa falando que se tem uma coisa que se arrepende é desse bendito patrocínio. E senhor Paulo Barros dizendo que precisa de 11 meses para se fazer carnaval e que até hoje não conseguiu começar o carnaval na Portela porque não tem dinheiro. Ã?, essa forma de administração não está dando resultado.

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