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24/06/2015 14h01

Mocidade: 'Esse convite chegou na hora certa, pois estava desacreditada', diz Cristiane Caldas
Redação SRZD

"Uma Mocidade bem diferente da que eu vivenciei pela última vez". Mesmo com algumas horas novamente na função de primeira porta-bandeira da verde e branca da Zona Oeste, Cristiane Caldas, nova porta-bandeira da Mocidade, já percebeu a realidade que terá pela frente em 2016. Ela assinou contrato no início da noite desta terça-feira (23) e não quer perder tempo. Já começará a ensaiar com o mestre-sala Diogo Jesus.

- Ao SRZD-Carnaval, porta-bandeira disse estar 'feliz e honrada'. Confira!

Cristiane Caldas retorna à escola. Foto: Thiago Mattos

"Esse convite chegou na hora certa. Estava desacreditada, achando que ficaria de fora do Carnaval, mas a escola me contatou e vou dar o melhor. Estou com muita vontade de dar para a escola as notas que ela merece. Sei da minha responsabilidade. Não é fácil substituir a Lucinha Nobre, sem dúvida uma grande porta-bandeira, mas vou chegar com tudo. Gostei muito desse primeiro contato com a diretoria da escola", afirmou Cristiane.

Defender o pavilhão detentor de cinco títulos e muita história no Carnaval carioca não será novidade para Cristiane. Ela passou pela escola em 2009 e 2010. Antes, defendeu a Vizinha Faladeira por quatro anos, Portela por três Carnavais, Porto da Pedra, Caprichosos e Paraíso do Tuiuti. Nos últimos três anos foi primeira porta-bandeira da União da Ilha do Governador. Em 2016, dançará pela primeira vez com Diogo Jesus. Cristiane prevê um bom entendimento com o novo parceiro.

"Tudo tem como dar certo. É um mestre-sala que sempre admirei. Um rapaz talentoso, educado e humilde. Faremos um grande trabalho em conjunto com o Boni (José Bonifácio, coreógrafo). Era esse desafio que queria e estava precisando na minha carreira. Vamos lutar muito, isso eu posso garantir".

Na pauta de trabalho visando o próximo desfile, uma premissa que já vinha sendo trabalhada e permanece com a contratação de Cristiane Caldas. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Mocidade terá uma dança mais voltada para o lado tradicional. Haverá pouca coreografia. O excesso de passos marcados foi bastante penalizado pelos julgadores no último desfile.

"Acho que esse é o caminho certo. De 2014 para 2015 houve uma alteração grande nisso. Percebemos que a 'vibe' agora é diferente e gosto do caminho para um estilo mais tradicional. Apesar disso, não fui cobrada por excesso de coreografia nas minhas justificativas de 2015", analisou.

Em 2016 o enredo da Mocidade mostrará todas as grandes manchas da história do Brasil, mazelas que assombram até hoje a nossa sociedade, mas escolheu uma forma bem lúdica para fazer isso. Aproveitando a efeméride de 400 anos de falecimento do escritor Miguel de Cervantes em 2016, a verde e branca de Padre Miguel traz ao Brasil o personagem mais famoso criado pelo escritor espanhol. Dom Quixote se juntará a alguns personagens de nossa história e tirará da literatura brasileira as armas para mostrar o caminho da felicidade.

Com o tema "O Brasil de La Mancha: sou Miguel, Padre Miguel. Sou Cervantes, sou Quixote cavaleiro, Pixote brasileiro", a Mocidade Independente de Padre Miguel será a quinta escola a desfilar no domingo de Carnaval.

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Comentários
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    26/06/2015 17:20:15Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Mediados pela artista plástica & carnavalesca fora do mercado Maria Augusta, quatro sambistas debateram na UERJ no seminário: â??Sonhar não custa nada, ou quase nada? Horizontes do desfile das escolas de samba do RJâ?. O membro da premiação Estandarte de Ouro, mestre Odilon disse: â?Há uma crise no quesito Bateria-orquestra, causada pelo aumento do andamento e perda da identidade rítmica. Somente a portelense Tabajara do Samba, a salgueirense Furiosa, a independente Não Existe Mais Quente a outrora Nota 10 e a mangueirense Tem Que Respeitar Meu Tamborim a ex-Surdo Um mantem identidades bem definidasâ?. Considerado o maestro dos maestros regentes do quesito, ele criticou o quadro de julgadores (QJ) da LIESA. O qual, segundo ele não pode julgar de acordo com o gosto pessoal. Mas sim dar nota 10 a quem merece, a Bateria-orquestra da Beija Flor. Já o ex-presidente/usurpador da Estação 1ª de Mangueira, Ivo Meirelles, que se apropriou da denominação-marketing Surdo Um lesando a gloriosa verde-rosa, deitou falação, mesmo sem moral. Segundo ele, a causa de tudo é o preconceito contra a inovação, que acabou engessando os desfiles. Ele defendeu que as agremiações se unam e lutem contra o sistema, para que propicie o debate de ideias sobre o engessamento. O coreógrafo Jaime Arôxa (Vila Isabel) afirmou que o quesito Comissão de Frente evoluiu e tá num bom momento. Apesar de nunca ter obtido notas 10 unânimes do QJ da LIESA, ele defendeu a excelência na qualidade & meritocracia nas notas. O compositor Wilson Bombeiro criticou o atual modelo de disputa de sambas, segundo ele caríssimo e inviável. Ele afirmou que deixou de compor samba-enredo, mas, não sambas. Pra não enferrujar; concluiu. Saudações carnavalescas, Almir de Macaé.

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    26/06/2015 17:20:11Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Mediados pela artista plástica & carnavalesca fora do mercado Maria Augusta, quatro sambistas debateram na UERJ no seminário: â??Sonhar não custa nada, ou quase nada? Horizontes do desfile das escolas de samba do RJâ?. O membro da premiação Estandarte de Ouro, mestre Odilon disse: â?Há uma crise no quesito Bateria-orquestra, causada pelo aumento do andamento e perda da identidade rítmica. Somente a portelense Tabajara do Samba, a salgueirense Furiosa, a independente Não Existe Mais Quente a outrora Nota 10 e a mangueirense Tem Que Respeitar Meu Tamborim a ex-Surdo Um mantem identidades bem definidasâ?. Considerado o maestro dos maestros regentes do quesito, ele criticou o quadro de julgadores (QJ) da LIESA. O qual, segundo ele não pode julgar de acordo com o gosto pessoal. Mas sim dar nota 10 a quem merece, a Bateria-orquestra da Beija Flor. Já o ex-presidente/usurpador da Estação 1ª de Mangueira, Ivo Meirelles, que se apropriou da denominação-marketing Surdo Um lesando a gloriosa verde-rosa, deitou falação, mesmo sem moral. Segundo ele, a causa de tudo é o preconceito contra a inovação, que acabou engessando os desfiles. Ele defendeu que as agremiações se unam e lutem contra o sistema, para que propicie o debate de ideias sobre o engessamento. O coreógrafo Jaime Arôxa (Vila Isabel) afirmou que o quesito Comissão de Frente evoluiu e tá num bom momento. Apesar de nunca ter obtido notas 10 unânimes do QJ da LIESA, ele defendeu a excelência na qualidade & meritocracia nas notas. O compositor Wilson Bombeiro criticou o atual modelo de disputa de sambas, segundo ele caríssimo e inviável. Ele afirmou que deixou de compor samba-enredo, mas, não sambas. Pra não enferrujar; concluiu. Saudações carnavalescas, Almir de Macaé.

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    25/06/2015 09:54:25SILVERIOMembro SRZD desde 29/10/2010

    Mocidade é um trem sem maquinista,nunca mais seremos o que fomos nos anos 70,80 e 90,acabaram com a nossa escola definitivamente!

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