SRZD


10/07/2015 11h12

Carnaval/RS: 'É necessário melhorar nossa infraestrutura', diz coordenador
Rodrigo Trindade

Muitas cidades brasileiras desejam seguir o mesmo modelo de gestão de Carnaval do Rio e São Paulo, locais em que o espetáculo tem evoluído bastante. Porto Alegre (RS) é um dos exemplos: ela quer profissionalizar ainda mais a festa e melhorar a infraestrutura para trazer ainda mais turistas e investimentos.

Em conversa com o SRZD-Carnaval, Joaquim Lucena, coordenador de Manifestações Culturais da Secretaria de Cultura de Porto Alegre (RS), revelou que há muito tempo visita o Rio de Janeiro e que o modelo de gestão da cidade serve como matriz para as outras:

"Já conheço o Carnaval do Rio faz tempo e essa festa serve de modelo para outras cidades. É importante mostrar ao povo, às empresas e à mídia a importância do Carnaval. Aqui no Rio, o Carnaval também move a economia. Queremos fazer o mesmo em Porto Alegre".

Na cidade gaúcha, há um sambódromo em que as 24 agremiações desfilam, mas o local ainda está incompleto, pois não há arquibancadas fixas nem infraestrutura adequada para atender aos desfilantes e turistas. Joaquim explicou:

"A conjuntura econômica atual do país dificultou que melhorássemos nosso sambódromo em Porto Alegre. Mas temos todo o projeto pronto. O Carnaval gaúcho vai explodir para o Brasil todo o dia que tivermos condições de dar uma infraestrutura melhor aos turistas e aos desfilantes. Nós precisamos que o Carnaval seja entendido como uma grande arte, a arte das artes. Vamos usar o Carnaval como inclusão social, como melhoria de nossa economia. Vamos atrair ainda mais turistas. Precisamos que os políticos nos apoiem para que esse projeto saia".

O projeto citado pelo coordenador de Manifestações Culturais se refere às melhorias do sambódromo. As obras estão orçadas em R$ 80 milhões e, entre os benefícios do investimento, incluiriam arquibancadas fixas, a melhoria da pista de desfiles e dos barracões de alegorias, que são no mesmo local.

"Já existe uma arena fechada, onde ficam os barracões e a pista de desfile, mas não há arquibancadas nem camarotes. Tudo é improvisado. Com a evolução do Carnaval, nós temos uma esperança de que ele passe a andar sozinho, sem precisar da ajuda da prefeitura e do poder público, mas para que isso aconteça, deve haver investimento na infraestrutura para que o espetáculo cresça e melhore", afirmou Joaquim ao SRZD-Carnaval.

Em Porto Alegre, 10 escolas desfilam pelo Grupo Especial, oito pelo segundo grupo e seis pelo terceiro.

Joaquim Lucena. Foto: Rodrigo Trindade 

Já curtiu a página do SRZD-Carnaval no Facebook?

 


Veja mais sobre:Carnaval/RSCarnaval 2016

Comentários
Comentar