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26/08/2015 11h17

Riotur aprova associação 'Samba É Nosso' para comandar desfiles da Intendente
Redação SRZD

A Riotur colocou fim na tarde de terça-feira (25) a um embate que já vinha se arrastando desde o ano passado: decidiu a instituição que vai organizar os desfiles das escolas de samba dos Grupos de Acesso B, C, D e E, que se apresentam na Estrada Intendente Magalhães, em Campinho, Zona Norte do Rio de Janeiro.

- Em vídeo, Marcos Falcon falou com exclusividade ao SRZD sobre o que precisa mudar nos desfiles da Intendente

Após desaprovar a gestão da Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro (AESCRJ) e exigir, de forma emergencial, que todas as agremiações daquele grupo se filiassem à Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Lierj), Liga da Série A, para que pudessem desfilar em 2015, a Riotur determinou que a associação "Samba é Nosso" comandará os desfiles do Carnaval de 2016.

A reunião desta terça contou com a presença dos seguintes representantes da Riotur: Américo Borges (diretor Administrativo e Financeiro), Luis Gustavo Mostof (diretor de Operações) e Heric Monti (Consultor Jurídico). Líderes da associação cultural "Samba é Nosso" também participaram do encontro: Marcos Falcon, presidente; Reinaldo Bandeira, vice-presidente; o diretor de Carnaval, Higor Machado e o diretor jurídico, Alexandre Valle.

Em nota enviada ao SRZD-Carnaval, a associação ganhadora da concessão afirmou que o próximo passo é assinar contratos para o Carnaval de 2016. O presidente, Marcos Falcon, também comentou sobre a vitória na disputa, que contou com uma rival: a Liga Independente das Escolas de Samba da Série B (Liesb), Liga que também concorria pela liderança, mas das escolas do Grupo de Acesso B.

Representantes das Riotur e da associação vencedora da concessão. Foto: Divulgação

"A partir de agora as escolas já podem traçar seus cronogramas e começar os trabalhos de barracão cientes de que de tudo faremos para realizar um Carnaval inesquecível e marcante do ponto de vista da organização e da preocupação com as suas necessidades. Já estamos programando o sorteio dos Grupos B, C, D e E para as próximas semanas e, desde já, todas as escolas - as que já estão filiadas e as que ainda não estão - para somarmos forças e pensarmos juntos no que for melhor para a coletividade. Não teremos qualquer espécie de discriminação contra qualquer das agremiações e provaremos isso durante nossa administração", afirmou Marcos Falcon em nota.

Segundo a Riotur, tão logo seja finalizado o processo administrativo da prestação de contas do Carnaval 2015, já providenciará a confecção do contrato para a gestão dos desfiles da Intendente Magalhães.

Ofício tornou associação apta a gerir desfiles. Foto: Divulgação

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Comentários
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    26/08/2015 18:33:16Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Não há surpresa ou novidade alguma nesta notícia. Tudo era claro como água sendo público e notório. Embora seja contemporânea da Associação Cultural Samba é Nosso (ACSN) enquanto espécie de Liga recém-fundada, a malfadada sigla LIESB é um organismo natimorto. Tudo, por ser sucedâneo da nada-saudosa, sem transparência & ética na prestação de contas de subvenções, AESCRJ. Uma vez que apenas três (Arranco, Tradição e União de Jacarepaguá) das 16 escolas de samba do grupo de acesso/Série B se assumiram parceiras filiando-se à ACSN. As 13 escolas de samba que caíram no engodo chamado LIESB como caô de organizadora da Série B â??achandoâ? inclusive ser possível levar os desfiles para a Marquês de Sapucaí, agora terão que se filiarem à ACSN, para que possam desfilar na chamada Passarela Popular da Estrada Intendente Magalhães, no bairro suburbano Campinho. As 13 agremiações são: Mocidade Unida do Morro Santa Marta, Leão de Nova Iguaçu, Unidos de Lucas, Em Cima da Hora, Unidos do Cabuçu, Unidos do Jacarezinho, Arame de Ricardo de Albuquerque, Acadêmicos do Sossego, Unidos da Ponte de Nova Iguaçu, Acadêmicos do Engenho da Rainha, Unidos de Bangu, Unidos das Vargens e Corações Unidos do Acari. Fez bem o presidente da ACSN, Marcos Falcon, ter deixado claro que nenhuma dessas 13 escolas de samba sofrerá qualquer tipo de discriminação, sendo que isso ficará provado no dia-a-dia. Já no Grupo Especial, até mesmo os apelidados de â??gratuitosâ? pelo indevido monopólio privado da LIESA, ensaios técnicos passarão a ser bancados pelo poder público através do caô chamado de lei de incentivos fiscais, a Lei Rouannet. Saudações carnavalescas, Almir de Macaé.

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