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Hélio Ricardo Rainho

Hélio Ricardo Rainho

VASCO. Carioca, publicitário, MBA em Marketing, ator, diretor teatral, escritor, pesquisador de escolas de samba, futebol e teatro. Escreveu a biografia do jogador Mauro Galvão e é colunista de futebol há 13 anos. Twitter: @hrainho

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25/10/2015 20h30

Depende...
Hélio Ricardo Rainho

O cerco vai apertando, o tempo vai passando. Rodada após rodada, o Vasco vai exibindo um futebol consistente, um bom toque de bola, uma solidez na criação de jogadas e na defesa. Mas não faz o que é necessário: gols. Com isso, foge de sua vaga entre os sobreviventes da Série A.

O que está acontecendo? O mais difícil era tornar a equipe competitiva, firme, combativa e criativa. Isso já se conseguiu. Com algumas limitações (e quem não as tem?), o Vasco ainda consegue exibir um padrão de jogo interessante e convincente. O problema é que as bolas não entram, os gols não saem, e o passinho miúdo o impede de caminhar aos saltos pra fora dessa maldita zona de rebaixamento à qual ele já não deveria pertencer, em vista do bom futebol que vem apresentando.

É algo que não dá pra entender. O que falta? Por que não falam a respeito? Qual o projeto ou plano de ação para corrigir essa carência de gols?

O Vasco não pode dar mole pro azar. O azar é contra, mora lá dentro e começa pela cadeira da presidência. Somos nós contra o mundo todo, o mundo todo contra nós. Imprensa, adversários, confederação, arbitragens: ninguém vai nos estender as mãos ou fazer por nós qualquer coisa possível para sairmos dessa lama. Ao contrário: se for para afundar nosso barco, tudo nos virá contra! Será que ainda não houve uma preleção sobre isso? O que os jogadores estão esperando para decidirem efetivamente os jogos, aproveitando nosso volume de jogo em várias dessas partidas, em vez de ficarem nesse marasmo da inutilidade? 

Faça você mesmo a soma. Das vitórias que tivemos nas mãos e deixamos escapar à vergonha da arbitragem contra os "chapes", foram todas partidas onde desperdiçamos pontos para estarmos muito longe da degola. Preferimos fazer contas até o final e vivermos de desespero...

Não sei, não. Não quero escrever sobre "se dá" ou "não dá". Minha opinião é que "depende".

Depende de jogar pra ganhar, depende de querer treinar finalização, depende de desistir de quem não dá conta do recado, depende de não se permitir ficar à mercê do destino, depende de não se dar o risco de árbitros inventarem pênaltis em placares apertados.

Pois é...depende de tanta coisa ao nosso próprio alcance que não fazemos que, sinceramente, ao que me parece, será jogado na dependência de quem não faria nada para nos socorrer.

E aí, meus caros vascaínos, não é questão de "eu acredito", nem de "eu não acredito". É questão deles quererem ou não quererem.

E aí? Como é que fica? Que sejam assertivos desde já. E já é tarde.

Quer dizer...será que já é tarde?!?!

 Não sei...depende...

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Comentários
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    30/10/2015 14:06:38LASLO PANAFLEXMembro SRZD desde 13/03/2014

    CARA, EU NÃO PERCO UM. É MUITO LEGAL LER ESSES TEXTOS. PUTZ!!! MAS VAMOS LÁ. AS VEZES EU VEJO ENTREVISTAS DE TÉCNICOS APÓS OS JOGOS E ELES FALAM: ?PELOS 20 MINUTOS FINAIS NÃO MERECÍAMOS PERDER?. PERGUNTO: POR ACASO UM JOGO DE FUTEBOL TEM SOMENTE 20 MINUTOS? PARA QUEM SABE LER PINGO É LETRA. SE ME PERMITE CARO HÉLIO, PROSSIGO: ?O MUNDO CONTRA NÓS?, ?IMPRENSA?, ?ÁRBITROS?, ?ADVERSÁRIOS? (UÉ?? ADVERSÁRIOS??? QUERIA OS ADVERSÁRIOS A FAVOR??? TIPO O CRUZEIRO QUANDO O JULIO BATISTA DIZ PRO CRIS DO VASCO FAZER LOGO O GOL). LEMBRA??? PROVAVELMENTE NÃO. 36ª RODADA DO BRASILEIRO DE 2013 ? VASCO 2 x 1 CRUZEIRO. NÃO ADIANTOU NADA. 2ª QUEDA DO NANICO DA COLINA. LOUVÁVEIS SEUS DEVANEIOS. DARIA UM BOM CARNAVALESCO. JÁ PENSOU NISSO? TENS CULTURA, QUIMERA E CONHECIMENTO DO MUNDO DO SAMBA E DA 2ª DIVISÃO TAMBÉM. PODERIA COMEÇAR PELA G.R.E.S. TRADIÇÃO (MALDADE? DEPENDE!!). OU ATÉ MESMO SER TÉCNICO DE FUTEBOL. COMEÇAR EM UM CLUBE PEQUENO E SEM PRETENSÕES A TÍTULOS: O VASCO, POR EXEMPLO. HELIO CONTINUE ESCREVENDO E NOS DIVERTINDO. PEÇO APENAS QUE ENCURTE O PRAZO DE PUBLICAÇÃO ENTRE UM TEXTO E OUTRO. PRECISAMOS DE MAIS HUMOR. ABRAÇOS E S.R.N. DAQUI A POUCO APARECEM SEUS ASSECLAS PARA ME OFENDER. FAZ PARTE. É A VIDA.

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