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10/11/2015 17h00

Do Carnaval Virtual ao Real - Jorge Silveira
Redação SRZD Carnaval Virtual

Jorge Silveira em sua rotinaConstruindo sua história no Carnaval Virtual, o carnavalesco Jorge Silveira tem posição de destaque nas passarelas reais. Carnavalesco do G.R.E.S.V Mocidade, é membro da Comissão de Carnaval da Dragões da Real, no Grupo Especial de São Paulo e já prestou serviços para Porto da Pedra, Viradouro, Imperatriz, Unidos da Tijuca e Vila Isabel, no Rio de Janeiro.

Jorge considera que o Carnaval Virtual oferece a oportunidade de extensão de um portfólio, com maior liberdade e menores preocupações externas. Na avenida cibernética, o carnavalesco sabe que jamais precisará se preocupar com detalhes como o espaço para um banheiro químico dentro de uma alegoria - como já ocorreu em sua carreira.

 

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Confira um bate-papo com Jorge Silveira:

Como foi sua chegada ao Carnaval Virtual?

Foi através do convite de um amigo, o Neto, que é o atual presidente do G.R.E.S.V. Mocidade. Ele viu meu perfil em uma rede e surgiu o convite em participar do formato virtual que, confesso, nem sabia que existia. Por uma coincidência feliz, meu pai foi carnavalesco durante muitos anos em escolas de Niterói. Eu, já formado em Ed. Artística, topei o desafio de fazer o carnaval virtual por curiosidade e para a minha maior surpresa, no nosso primeiro desfile já fomos consagrados com um título. Ali eu vi que era um caminho bem bacana e me envolvi ainda mais com esse universo virtual.

 

O carnaval virtual então acabou o levando para o carnaval real?

Eu já vivia o carnaval real desde que nasci, com meu pai, porém a minha primeira investida no real veio depois da apresentação do virtual. Esse primeiro material serviu como primeiro portfólio para que eu pudesse batalhar espaço nas escolas de samba. Foi meu ínício no carnaval real.

 

E como funciona o processo do virtual? Há alguma diferença do real?

Pode parecer clichê, mas é fundamentalmente diferente porque no real você vai executar o projeto. No real você precisa levar em conta muitas variáveis que no virtual não são necessárias. O Carnaval Virtual é uma linda apresentação de portfólio, e no real tem que ser levados em consideração o orçamento, identidade da escola, enfim. A parte logística tem que ser pensada o ano inteiro para que aquele projeto funcione da melhor maneira.

 

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Com experiência e passagens por Rio e São Paulo, qual a diferença maior no carnaval das cidades?

Os carnavais do Rio e SP têm muitos pontos de proximidade e diferença. Em termo de logística, o Rio tem uma infraestrutura maior devido ao espetáculo ser maior. O ponto fundamental é que no Rio existe uma tradição relacionada ao samba que é cultural à cidade e transcende o espetáculo chamado "escola de samba". Em SP o universo da escola de samba restringe-se ao universo dos componentes e à região onde fica a quadra. No Rio a escola ultrapassa seus muros e envolve até pessoas que não são da comunidade, sendo então incorporadas pela força que a escola tem. Em questão de infraestrutura o Rio possui há mais de 10 anos a Cidade do Samba, porém apenas neste ano a Dragões da Real entrou pela primeira vez na Fábrica do Samba (a Cidade do Samba paulistana). Embora ainda não concluída, há um grupo de escolas lá, o que engrandece a infraestrutura. Por outro lado, a logística do dia do desfile é mais eficiente em São Paulo que no Rio. Ambas têm suas vantagens e muito a aprender uma com a outra, e isso é muito bacana. O Rio tem uma cultura ligada ao samba o ano inteiro e São Paulo agora está desenvolvendo sua própria infraestrutura, principalmente para as escolas do Grupo Especial.

 

Durante todo esse tempo de experiência, obviamente você passou por muitos momentos marcantes, pode destacar uma história engraçada, curiosa?

Em 2015 eu projetei todo o carnaval da Vila Isabel, do carnavalesco Max Lopes. Desenhei todos os carros, plantas, roupas e ele me pediu algo curioso: o último carro da escola trazia a Velha Guarda. A questão é que o Max possui uma característica curiosa em todo carro que traga a Velha Guarda - havia embutido no carro um banheiro químico, para que eles pudessem ir ao banheiro durante o desfile. Então foi um grande desafio arquitetônico em se colocar um banheiro, de livre acesso e que ficasse oculto a ponto de ninguém ver um banheiro passando pela avenida. Então pesquisei as condições de um banheiro químico, fiz as adequações e coloquei no projeto. Essa com toda certeza foi uma das coisas mais curiosas que eu tive que fazer no carnaval.

 

Qual o desfile mais marcante para você e um que tenha sido referência para você?

Sem dúvidas foi minha estreia como carnavalesco da Dragões da Real no ano passado. E um carnaval referência para mim foi Tupinicópolis, do Fernando Pinto, na Mocidade.

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Veja dois trabalhos de Jorge Silveira para a Vila Isabel (RJ) e para a Dragões da Real (SP). Pode-se imaginar o que vem por aí no Carnaval Virtual 2016!
(imagens retiradas do blog pessoal do artista)

Desenho produzido para a Unidos de Vila Isabel

 

Desenho produzido para a Dragões da Real


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