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02/12/2015 04h13

Escolas do Grupo Especial brilham em noite de festa de lançamento de CD
Redação SRZD*

Numa noite de pura magia, alegria, emoção, canto e muito samba, a Liesa lançou na última terça-feira, dia 1 de dezembro, na Cidade do Samba, o CD dos sambas-enredo das 12 escolas que compõem o Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. O clima esteva ameno, pois a chuva deu sinais de que iria cair na cidade, porém não atrapalhou o evento. Por volta das 19h, inúmeras personalidades do mundo do samba, de agremiações de outros grupos, e dirigentes, chegavam ao local.

- Clique e confira a galeria de fotos da festa de lançamento do CD

- Confira, em breve, todos os vídeos das apresentações!

Casal da Tijuca, Julinho e Rute. Foto: SRZD-Adriana Vieira

O locutor oficial, Jorge Perlingeiro, a todo instante ressaltava a data e o lançamento do CD, que já pode ser encontrado nas lojas. Antes da apresentação das escolas e de seus respectivos hinos, foi realizado ensaio ao vivo com a bateria da agremiação campeã do Carnaval, a Beija-Flor de Nilópolis, que encerrou a noite com um belo espetáculo, com a presença de mulatas, da rainha de bateria Raissa Oliveira, dos intérpretes sob o comando de Neguinho da Beija-Flor, do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Claudinho e Selminha Sorriso, e do diretor de Carnaval Laíla.

Casal da Estácio de Sá. Foto: SRZD-Adriana Vieira

O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, agradeceu a presença de todos e das escolas do Grupo Especial, destacando que sem o trabalho e o brilho das agremiações, o grande espetáculo, que é o Carnaval, não existiria. Ele também enalteceu os organizadores do evento e a Laíla, que em breve discurso disse que o samba está voltando a ter a sua cadência de outrora. Ao SRZD-Carnaval, em videoblog, Laíla já havia criticado o andamento das baterias, dizendo que algumas estavam ferindo a métrica do samba. Clique e confira.

Intérprete Wander Pires. Foto: SRZD-Adriana Vieira

A primeira escola a subir ao palco, por volta das 22h10, foi a Estácio de Sá, vencedora da Séria A da Lierj, sendo a primeira a desfilar no domingo de Carnaval, em 2016. Com o enredo "Salve Jorge! O Guerreiro na Fé", a escola empolgou o público com os torcedores e com o casal Marcinho e Alcione, e o intérprete Wander Pires. A ausência sentida foi do intéprete Leandro Santos, que não estava no carro de som da escola. Há rumores de que ele teria ido para a Mangueira. Saiba mais.

Bateria da Beija-Flor. Foto: SRZD-Adriana Vieira

Segunda a se apresentar na noite, a Unidos de Vila Isabel, que tem como enredo "Memórias do 'Pai Arraia'. Um sonho pernambucano, um legado brasileiro", sacudiu o palco com a voz do intérprete Igor Sorriso, e do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Fhelipe Lemos e Dandara Ventapane. A escola levou sua torcida que cantou animadamente o samba.

Casal da Vila, Fhelipe e Dandara. Foto. SRZD-Adriana Vieira

Sobre as bençãos de Oyá, a Estação Primeira de Mangueira, terceira a se apresentar, sacudiu a Cidade do Samba ao som do refrão "Quem me chamou...Mangueira, chegou a hora, não dá mais pra segurar", cantado pelo intérprete oficial Ciganerey. A escola veio com a sua torcida em massa e contagiou os presentes com o bailado do casal Squel e Raphael, e da rainha Evelyn Bastos. O presidente Chiquinho da Mangueira, próximo ao palco, se encantava com a apresentação.

Intérprete Igor Sorriso, da Vila. Foto: SRZD-Adriana Vieira

A União da Ilha, quarta a subir no palco, chegou animada com o seu intérprete Ito Melodia pulando e cantanto o hino do enredo "Olímpico por natureza... Todo Mundo se encontra no Rio". O ponto alto da apresentação foi o comando da bateria por mestre Ciça e o bailado do casal Marcinho e Shayene.

Laíla e Ciganerey. Foto: SRZD-Adriana Vieira

Com o enredo "Mais de mil palhaços no salão", a São Clemente, quinta a se apresentar, não deixou por menos e sacudiu o público com a voz de seu intérprete oficial Leozinho Nunes. Pulando de um lado ao outro, ele mostrou que o samba tem tudo para levantar a Sapucaí. A rainha de bateria Rafaela Gomes, filha do presidente Renatinho, sambou animadamente, bem como o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Fabrício Pires e Denadir, que bailou e encantou o público.

Casal da Ilha. Foto: SRZD-Adriana Vieira

Na voz marcante de Bruno Ribas, a Mocidade Independente de Padre Miguel foi a sexta escola a subir no palco e apresentar seu hino oficial do enredo "O Brasil de La Mancha: sou Miguel, Padre Miguel. Sou Cervanes, sou Quixote - Cavaleiro, Pixote Brasileiro. Não estiveram presentes a rainha Cláudia Leite e a musa Anitta. O ponto alto, juntamente com o som de Bruno Ribas, foi o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diogo Jesus e Cristiane Caldas.

Mestre Ciça e Ito Melodia. Foto: SRZD-Adriana Vieira

O jeitinho sertanejo invadiu o palco com a Impeatriz Leopoldinense, sétima a se apresentar, e seu enredo "É o amor... que mexe com a minha cabeça e me deixa assim... Do sonho de um caipira nascem os filhos do Brasil". A sanfona entoou o hino de Zé Katimba, muito bem intérpretado por Marquinhos Art'Samba, que pela primeira vez canta no Grupo Especial. A rainha Cris Vianna mostrou simpatia e samba no pé. Antes da apresentação da escola, Cris fez um discurso e desabafou sobre os ataques que ela sofreu em redes sociais, nesta semana, e pediu um basta ao preconceito.

Casal e intérprete da Mocidade. Foto: SRZD-Adriana Vieira

Oitava escola a se apresentar, a Portela levou a sua torcida para animar o hino do enredo "No voo da águia, uma viagem sem fim...". Marcos Falcon, tia Surica, Sérgio Procópio, entre outros portelenses, cantaram animadamente o samba, acompanhados por Wantuir e Gilsinho, que retornou a azul e branco de Madureira. O brilho da águia esteve presente na apresentação de Alex Marcelino e Danielle Nascimento. Após a apresentação, a torcida continuou a cantar o hino da escola.

Sanfoneira da Imperatriz. Foto: SRZD-Adriana Vieira

Ao som do samba de Dudu Nobre e parceria, a Unidos da Tijuca, nona escola a se apresentar, mostrou a força do canto com o casal Julinho e Rute, e a rainha Juliana Alves. O enredo de 2016 é "Semeando sorriso, a Tijuca festeja o solo sagrado", uma viagem ao mundo da Mãe Natureza e as terras brasileiras.

Primeiro casal da Imperatriz. Foto: SRZD-Adriana Vieira

Décima escola a entrar no palco, a Acadêmicos do Grande Rio teve como ponto alto da sua apresentação a animação do intérprete Emerson Dias, que pulou de um lado ao outro, contagiando o público. A rainha de bateria Paloma Bernardi num elegante vestido sambou e mostrou que tem garra para apresentar a bateria de mestre Thiago Diogo. O tema da escola é "Fui no Itororó beber água, não achei. Mas achei a bela Santos, e por ela me apaixonei...".

Intérprete Marquinhos, da Imperatriz. Foto: SRZD-Adriana Vieira

O malandro batuqueiro invadiu o palco da Cidade do Samba trazendo três tenores: Serginho do Porto, Leonardo Bessa e Xandy de Pilares, as vozes oficiais do Acadêmicos do Salgueiro, penúltima a subir no palco. Com o tema "A Ópera do Malandro", a vermelho e branco da Tijuca animou os presentes com a força do seu canto, assim como seu refrão "O couro vai comer!". A rainha de bateria Viviane Araújo veio a caráter e não se intimidou, sambou do começo ao fim da apresentação da escola.

Casal da São Clemente. Foto: SRZD-Adriana Vieira

O maior espetáculo ficou por conta da última escola a se apresentar, a campeã do Carnaval 2015, a Beija-Flor de Nilópolis. Com o enredo "Mineirinho genial! Nova Lima - cidade natal. Marquês de Sapucaí - o poeta imortal", a azul e branco não poupou esforços e levou dezenas de passistas para abrilhantar o espetáculo, além da rainha Raíssa Oliveira, do casal Claudinho e Selminha Sorriso, e do intérprete Neguinho da Beja-Flor. A apresentação contou com uma coral de violinos e um sósia do Marquês de Sapucaí.

Intérprete da São Clemente, Leozinho Nunes. Foto: SRZD-Adriana Vieira

Parceria entre SRZD e Rádio Arquibancada possibilitou transmissão ao vivo

Centenas de pessoas, de várias partes do Brasil, acompanharam, junto com o Portal SRZD, a transmissão ao vivo da festa de lançamento do CD do Grupo Especial do Rio de Janeiro, iniciativa em conjunto com a Rádio Arquibancada. O SRZD anunciou, semana passada, esta parceria com a rádio, para transmissão de eventos de Carnaval. Confira a matéria: SRZD e Rádio Arquibancada fecham parceria para transmissões de Carnaval

Por Adriana Vieira, colaboradora do SRZD-Carnaval

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Comentários
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    06/12/2015 11:41:40Almir Da Silva LimaMembro SRZD desde 21/11/2014

    Reproduzo aqui meu comentário em outro site sobre esse mesmo evento realizado na quadra do Salgueiro nesta 6ª feira, 04/12/2015. Parabéns aos três mandatos consecutivos que a presidenta (sinhá, não) Regina Celi Fernandes cumpre na Academia do Samba. Junto com a diretoria os mandatos têm sido praticamente notas 10. São notas 9,9. Perdem 0,1 ponto na conceituação devido ela ser submissa aceitando permanecer relegada à figura decorativa de suplente do Conselho Fiscal da LIESA. Este órgão privado assim como as escolas de samba são do interesse público-comunitário. A LIESA não devia praticar o sexismo-machista de discriminar a presidenta salgueirense e ou das demais agremiações. Fundada em 1984/1985, a LIESA ganhou de graça o salutar monopólio do estado durante o populista governo Brizola. Daí porque o órgão apelida de ´maior espetáculo da Terra´ os desfiles carnavalescos realizados na passarela da Marquês Sapucaí. Os quais se tornaram destinados aos ricos inclusos especialmente os turistas estrangeiros dado sua mercantilização. Os ensaios técnicos que tinham o caô de ´gratuitos´, isto é, ficavam embutidos nos caros ingressos para os desfiles oficiais e das campeãs. Agora vão ficar por conta dos sofismas dos ´incentivos fiscais´, ou seja vão ser bancados por dinheiro público. A voracidade da LIESA em auferir lucros bilionários levou a diretoria salgueirense lidera pela presidenta Regina Celi Fernandes realizar aberto ao público na quadra da agremiação, o evento de lançamento do caro (a exemplo dos ingressos) CD de sambas-enredo do Grupo Especial cuja gravadora pertence à capitalista LIESA. Por fim, a presidenta salgueirense não merece ser chamada equivocadamente de ´sinhá´ cuja expressão tem significado da nada saudosa época do escravismo à força dos pretos/negros/afrodescendentes. Saudações carnavalescas do portelense, Almir de Macaé.

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