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Carlos Molinari

Carlos Molinari

FUTRJ - FUTEBOL DOS TIMES PEQUENOS. Jornalista da TV Brasil e historiador, nascido e criado no bairro de Bangu, onde conheceu sua grande paixão: o tradicional Bangu Atlético Clube. É autor de três livros: "Nós é que somos banguenses", "Almanaque do Bangu" e "A História das Copas". Pesquisador da história do futebol carioca e atento às notícias dos times do Rio, especialmente aqueles que estão fora da grande mídia. Hoje, apesar de trabalhar em Brasília, acompanha cada detalhe do Campeonato Carioca e da Copa Rio, torcendo sempre para que os pequenos "Davis" derrotem os quatro grandes "Golias". Neste blog, iremos dar palpites, especular, criticar, alfinetar as arbitragens (sempre tão prejudiciais aos nossos clubes) e abrir um canal de diálogo com os fanáticos pelo Madureira, Olaria, Bangu, América, Bonsucesso, Volta Redonda, Goytacaz, Resende, Americano, Friburguense, Portuguesa...

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03/12/2015 15h37

Mudança de cores no Tigres
Carlos Molinari

Não sou fã de clubes de empresários, isso todo mundo sabe. Acho que eles, realmente, são mais bem organizados, possuem, atualmente, chances melhores de galgarem postos dentro do futebol brasileiro, mas sei que sem tradição, torcida e história suas partidas sempre vão ser disputadas com arquibancadas às moscas.

O Tigres do Brasil, de Xerém, é um desses casos. Participou da 1ª Divisão do Campeonato Carioca em três ocasiões e irá disputar a edição de 2016 numa boa parceria com o Corinthians, que cederá além de jovens atletas em experiência, toda uma comissão técnica para acompanhar a evolução desses jogadores. O Corinthians está explorando como nunca esse time de acordo. Já o fez com o Bragantino e com o América-RJ.

No caso do América, não houve o pedido que foi feito ao Tigres: mude suas cores. O América é o América desde sempre. O Corinthians não iria pedir para o América ser preto e branco (como foi no início do século XX). Mas o Tigres - que ninguém em São Paulo conhece - não poderia mais ter as cores verde e amarelo. Verde jamais. Lembra o Palmeiras. Então, como se pode ver, o Tigres, fundado em 2004, mudou suas cores, agora é amarelo e preto enquanto os jogadores do Corinthians estiverem lá por Xerém.

Foto: Reprodução de Internet

O time do nicaraguense Miguel Lários, dono da Poland Química, pode se prestar a esse tipo de mudança. Ninguém irá perceber. Sua inexistente torcida não irá protestar. O Tigres pode vestir qualquer camisa, utilizar qualquer escudo, não possui identidade, é muito novo para isso. Nem em Xerém, os moradores torcem pelo clube, que possui um dos melhores centros de treinamento do Rio.

O Tigres, ou o Corinthians-B ou C, está sob o comando de Marcelo Cabo - mesmo treinador que rebaixou o Bangu em 2004 (ano de fundação do Tigres) e irá estrear no Campeonato Carioca diante da Portuguesa, na Ilha do Governador, no dia 31 de janeiro. A mesma e tradicional Portuguesa, que mantém suas cores iguais as da bandeira de Portugal, desde a fundação. Tradição não se vende... 

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