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21/12/2015 16h10

Carnaval de Joaçaba: Conheça o enredo e ouça o samba da Unidos do Herval
Redação SRZD*

A Folia de Joaçaba está divulgando os sambas do grupo especial. Desta vez, vamos conhecer o enredo e o samba da Unidos do Herval. 

Sua fundação ocorreu em 06 de Março de 1981 e possui três títulos do grupo especial: 1980, 2002 e 2014. Na Folia 2015, obteve o vice-campeonato com o enredo "Chocolate - O manjar dos Deuses." 

Já para o Carnaval 2016, a agremiação da Herval do Oeste desenvolverá o enredo A Unidos é o vento que levanta poeira de autoria do carnavalesco Zezzo Henze. Os autores são Panelão e Alex Souza e a interpretação fica a cargo de Kako SP.

Leia a sinopse na íntegra:

Foto: DivulgaçãoEm doce vento suave, embalante, aconchegante, Zéfiro levou Psiquê adormecida, apaixonada por Eros, o Deus do Amor, a ele entregue, subjugada. Em requintado palácio dourado, pelo vento foi deixada, a Menina-Borboleta, uma tão suave flor. Zéfiro foi condutor da união que se formou da Alma com o Amor, o mais sublime elemento, o mais puro sentimento que a natureza criou.

O vento ventou na história e gravou na memória momentos e descobrimentos que a humanidade viveu. Impulsionou caravelas, inflou velas no mar, empurrou naus perdidas daqui pra ali, de lá pra cá. O vento virou elemento, virou rocha, virou monumento, virou rosa, virou vento, virou rosa dos ventos, apontando caminhos e direções, acompanhando constelações, empurrando navios pelos mares sem fim, levando a novas paragens, novos mundos enfim.

E o nobre cavaleiro andante por natureza, sem teto ou paradeiro, da triste figura conhecido, combatente combalido, defendendo a "beleza" da senhora Dulcinéia, de duvidosa nobreza. Contra moinhos de vento, gigantes indomados, arremeteu seu corcel Rocinante, tão magro e despelado. Dom Quixote foi pelo vento vencido, e em delírios imaginava gigantes ter combatido. Frestão, o mago ladino, mais uma vez sorrateiro, ludibriou a já confusa mente de tão nobre cavaleiro.

Vento que balança o bambuzal, vento que canta que assobia, que ajunta, que espalha, brincando a revelia. Ventando de um lado pro outro, em permanente bailar, é Oyá, é Iansã, senhora do relampiar. Chega fazendo arruaça, jogando tudo no ar; no ar que é vento, o movimento de seu divino dançar, virando de ponta a cabeça ou de cabeça à ponta, gemendo, sussurrando, gritando, ventando ela desponta.

De lado, quase meio sem querer, de dentro do bambuzal pulou o Saci Pererê, esperto menino negrinho, com cachimbo e carapuça, surgiu num redemoinho, já de sorriso na fuça, peralta e matreiro, exigindo dos viajantes fogo pro seu candeeiro.
Do pulo do Saci para as telas do cinema, uma poesia, um poema o vento também deixou... Cadê a mocinha Scarlett de "E O Vento Levou"? Sobre desolada Tara, a valente heroína chorou. E nas terras tupiniquins, uma grande produção - O Tempo E O Vento -, a saga do povo gaúcho em formação. O tempo marcado pelo vento que venta pelos pampas do sul, contou a trajetória de lutas e de glórias do Capitão Rodrigo, em campos verdes e céu azul.

Venta no cata-vento, amarelo, vermelho, branco ou anil, lúdica brincadeira, tão doce, tão infantil. Empina a pipa, solta o balão, tem criança descalça, brincando com o pé no chão. Correndo de um lado pro outro, cabelos em desalinho, fazendo surgir do nada bagunçado redemoinho. Entre risos e gargalhadas, ´arteando´ solto ao léu, pula gritando feliz..."Viva, viva, ventou, a pipa já ?tá? no céu!"

E no alto da montanha, no campo, na pradaria, usando a força do vento, em constante movimento vejo o grande cata-vento, produzindo energia. Puro e não poluente, agrada a Mãe Natureza, Senhora do Meio Ambiente, que sorri agradecida, e presenteia a avenida com majestoso desfile, transformada em águia guerreira, da Unidos sempre altaneira, sambista, brincante, cantando esfuziante, com garra e emoção: "A UNIDOS É O VENTO QUE LEVANTA A POEIRA DO CHÃO!"

Ouça o samba e acompanhe a letra:

Um doce vento levou
A Eros a suave flor
A alma se uniu com amor
O mais puro sentimento
Que a natureza criou
O vento ventou na história
Soprou caravelas
Para um mundo sem fim
E o cavaleiro andante
Imaginando gigantes
Foi pelo vento vencido
Iansã, Oyá, peço a proteção
Proteja o Pavilhão
Da minha Escola amada
Brilhar na avenida, família unida
Que eu não troco por nada.

Tem fogo no candeeiro, não adianta soprar
Quem balança o bambuzal e a Herval
Nossa tristeza foi o vento que levou
O saci rodopiou, o saci rodopiou

O tempo e o vento, entrou em cena
Levou pro cinema a saga nos pampas do sul
A trajetória de lutas e glórias
Em campos de céu azul
Em meu pensamento vem o cata-vento
A pipa e o tempo infantil

O vento que vem lá do oeste
É de inigualável pureza
É o contemplar do bailado da Mãe Natureza.

Minha Águia guerreira, mexe com emoção
Minha Águia guerreira, levanta a poeira do chão
O bom vento me trouxe pra esse carnaval
Para bailar com a Unidos do Herval

Reportagem: André Filosofia e Jorginho Lautert - Site Na Avenida

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