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18/01/2016 18h43

Ranking dos melhores sambas de enredo dos últimos cinco anos
Rachel Valença

E já que estamos falando de samba de enredo, vamos tentar analisar, com base nos julgamentos dos últimos cinco anos, o desempenho das agremiações do Grupo Especial neste importante quesito.

Para ter uma massa de dados consistente, consideraremos apenas as 11 escolas que permaneceram no Grupo Especial no período de 2011 a 2015. E com isso já temos uma primeira reflexão a fazer: como é difícil permanecer no grupo! Em cinco anos, cinco escolas fizeram apenas um carnaval no Especial. Alta rotatividade. Que pena, pois um pouco de oxigenação não faria mal a ninguém.

O critério utilizado foi a soma de todas as notas atribuídas a uma determinada escola no quesito e a divisão pura e simples pelo número de notas somadas. Isso quer dizer que não foi levado em consideração o critério de descarte utilizado em alguns anos. Portanto, o divisor foi, na maioria dos casos, 21: quatro notas em 2012, 2013, 2014 e 2015 e cinco notas em 2011. Mas para três escolas o divisor foi apenas 16, pois em 2011 não foram avaliadas, em virtude de um incêndio que atingiu a Cidade do Samba pouco antes do carnaval, danificando alguns barracões.

Sem mais conversa, vamos às médias:



Inúmeras leituras podem ser feitas a partir dos frios números acima. A primeira, que me salta aos olhos, é que se encontram nas primeiras posições escolas de samba tradicionais, que juntamente com o meu Império Serrano, formavam o grupo das "quatro grandes", denominadas no título de uma publicação recentemente lançada "as matriarcas da Avenida". Coincidência? Não creio. Tal como essas três, o Império mantém intocada a qualidade de seus sambas de enredo. É impossível não relacionar a tradição, o peso de um passado de feitos e glórias, à qualidade de uma ala de compositores e à própria exigência dos componentes, que não aceitam cantar composições de qualidade apenas mediana.

- Ranking das baterias da escolas de samba dos últimos anos

- Ranking dos casais de mestre-sala e porta-bandeira dos útimos anos

Foto: SRZD

É claro que já houve na história dessas três primeiras colocadas momentos de menos acertos no quesito, mas, ao nos debruçarmos sobre os últimos cinco anos, não é por acaso que elas despontam nas primeiras posições, e seguidas pela Vila Isabel, outro celeiro de poetas de se tirar o chapéu, conquistam médias 10 e 9,9 no ranking.

Não deixarei de mencionar aqui uma outra leitura possível: os julgadores, ao atribuir notas, se deixariam impressionar pelas bandeiras? Teria o peso da tradição dessas escolas contado mais que a qualidade da composição analisada? Esse é um argumento que muito se ouve, e não apenas no quesito samba de enredo. Não há como saber. E é essa dúvida, essa eterna dúvida, que alimenta e alimentará sempre as discussões dos apaixonados por carnaval. Amamos o desfile, mas uma das razões é que ele dá margem a infindáveis debates, que servem para fazer crescer nossa paixão e alimentar o vazio que a Quarta-feira de Cinzas deixa em nós.

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Comentários
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    19/01/2016 11:30:12Almir Da Silva LimaMembro SRZD desde 21/11/2014

    ´Não, não é bem assim/É bem diferente/O que anda essa gente falando de mim/Pouco me importa/Essa calúnia a meu respeito/Muito me conforta em saber que é só despeito/Eu cantarei, pois, a vida é mesmo assim/Podem falar, bem ou mal, mas falem de mim´. Esta é a letra do samba (Não É Bem Assim) de autoria do imortal compositor-poeta portelense Waldir 59 (03/03/1927 a 25/11/2015). Agora, a letra do samba (Juízo Final) coautoria de Élcio Soares e do imortal compositor-poeta mangueirense Nelson Cavaquinho (29/10/1911 a 18/02/1986): ´O sol... Há de brilhar mais uma vez/A luz... Há de chegar aos corações/Do mal... Será queimada a semente/O amor... Será eterno novamente/É o Juízo final, a História do bem e do mal/Quero ter olhos pra ver, a maldade desaparecer´. Tais obras-primas musicais servem de defesa da Portela a Majestade do Samba e da gloriosa Estação Primeira de Mangueira, ambas aqui desrespeitadas através do ´comentário´ de um desses envergonhadores da comunidade de adeptos e da própria agremiação mais vitoriosa da era-sambódromo. Pela qual, tal envergonhador posa de ´torcedor´. Para dar uma última zoada em tal envergonhador, o refrão do samba-enredo 2016 da Portela intitulado (No voo da águia uma viagem sem fim...) cuja obra musical, não por mera coincidência, dentre os coautores Wanderley Monteiro, Edmar Jr. e Dimenor, pelo menos os compositores Samir Trindade, Elson Ramires e Paulo Lopita 77, exatamente por isso deixaram a agremiação de tal envergonhador. Cujo presidente de ´honra´ não-sambista verdadeiro é torcedor mangueirense: ´Eu sou a águia, fale de mim quem quiser/Mas é melhor respeitar, sou a Portela/Nessa viagem, mais uma estrela/Que vai brilhar no pavilhão de Madureira´. Saudações carnavalescas do portelense, Almir de Macaé.

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    19/01/2016 11:30:12Almir Da Silva LimaMembro SRZD desde 21/11/2014

    ´Não, não é bem assim/É bem diferente/O que anda essa gente falando de mim/Pouco me importa/Essa calúnia a meu respeito/Muito me conforta em saber que é só despeito/Eu cantarei, pois, a vida é mesmo assim/Podem falar, bem ou mal, mas falem de mim´. Esta é a letra do samba (Não É Bem Assim) de autoria do imortal compositor-poeta portelense Waldir 59 (03/03/1927 a 25/11/2015). Agora, a letra do samba (Juízo Final) coautoria de Élcio Soares e do imortal compositor-poeta mangueirense Nelson Cavaquinho (29/10/1911 a 18/02/1986): ´O sol... Há de brilhar mais uma vez/A luz... Há de chegar aos corações/Do mal... Será queimada a semente/O amor... Será eterno novamente/É o Juízo final, a História do bem e do mal/Quero ter olhos pra ver, a maldade desaparecer´. Tais obras-primas musicais servem de defesa da Portela a Majestade do Samba e da gloriosa Estação Primeira de Mangueira, ambas aqui desrespeitadas através do ´comentário´ de um desses envergonhadores da comunidade de adeptos e da própria agremiação mais vitoriosa da era-sambódromo. Pela qual, tal envergonhador posa de ´torcedor´. Para dar uma última zoada em tal envergonhador, o refrão do samba-enredo 2016 da Portela intitulado (No voo da águia uma viagem sem fim...) cuja obra musical, não por mera coincidência, dentre os coautores Wanderley Monteiro, Edmar Jr. e Dimenor, pelo menos os compositores Samir Trindade, Elson Ramires e Paulo Lopita 77, exatamente por isso deixaram a agremiação de tal envergonhador. Cujo presidente de ´honra´ não-sambista verdadeiro é torcedor mangueirense: ´Eu sou a águia, fale de mim quem quiser/Mas é melhor respeitar, sou a Portela/Nessa viagem, mais uma estrela/Que vai brilhar no pavilhão de Madureira´. Saudações carnavalescas do portelense, Almir de Macaé.

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    19/01/2016 00:12:08DANIELMembro SRZD desde 21/07/2009

    Esse ranking só confirma o tamanho da incompetência da Portela e da Mangueira. Samba eficiente é aquele que dá certo na avenida!

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