SRZD


01/02/2016 00h03

'De fato, nilopolitana': Beija-Flor encerra maratona de ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí
Rodrigo Trindade

Uma multidão azul e branca invadiu a Passarela do Samba, na noite deste domingo (31), no Rio de Janeiro, pela Beija-Flor de Nilópolis, para o famoso treino visando o Carnaval de 2016. Com luz e som oficiais, a agremiação passou com bastante alegria cantando o hino em homenagem ao homem que é nome da Avenida: o Marquês de Sapucaí, poeta e político brasileiro, mineiro de Sabará, atual Nova Lima.

- 'Aprendi a tocar tamborim aos 4 anos', diz menina prodígio da bateria da Beija-Flor

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

Apoiada no tema "Mineirinho Genial! Nova Lima - Cidade Natal. Marquês de Sapucaí - O Poeta Imortal", desenvolvido por uma comissão de Carnaval, a Beija-Flor quer buscar o bicampeonato e, para isso, aposta na grandiosidade de suas alegorias e fantasias. No treino desta noite, a comunidade mostrou que já domina o samba, que não foi considerado um dos favoritos da safra de 2016. O hino, porém, funcionou muito bem e foi cantado, inclusive, por setores do Sambódromo, das frisas às arquibancadas.

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

A comissão de frente, coreografada por Marcelo Misailidis, fez uma bonita apresentação, valorizando a cabeça da escola e chamando o público a aplaudir a Beija-Flor. O SRZD apurou que o coreógrafo mesclou a performance do ano passado com novos passos, guardados a sete chaves. Parte da fantasia usada pelos 15 membros também era antiga. Na opinião de Fábio Batista, blogueiro do SRZD, Misailidis deve trazer mais uma boa apresentação ao desfile oficial.

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

"Ele tem gente muito antiga ali na equipe dele. Tem bailarino ali com 15 anos de Avenida ou mais. A gente espera um bom trabalho nesta comissão de frente. Nada foi revelado ainda. Vamos aguardar como será", completou Fábio.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Claudinho e Selminha Sorriso, veio à frente da ala de baianas: recentemente, a agremiação havia divulgado tal novidade. Com bonita apresentação, a dupla recebeu muitos aplausos. Quem também ficou bastante feliz com a desenvoltura do casal foi Mestre Dionísio, que fez questão de resumir, em suas palavras, a apresentação de Selminha e Claudinho:

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

"Eles têm 30 anos de parceria, de Marquês de Sapucaí. O que falar deles? Infelizmente, as notas vão até 10. Se pudesse, eu dava 11. Estão muito bem!", exclamou Dionísio, também comentarista do SRZD-Carnaval.

- 'Considero estilo tradicional de nossa bateria ato de ousadia', diz mestre Rodney, da Beija-Flor

A bateria de mestre Rodney também se destacou pelo seu andamento e, segundo mestre Odilon, blogueiro do SRZD-Carnaval neste quesito, passou muito bem, bem cadenciada e em perfeita harmonia com o samba. Reinando na bateria, veio a rainha Raíssa Oliveira, que está no posto desde 2003.

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Para o blogueiro Aloisio Villar, o fato da Beija-Flor ter ensaiado com o som oficial facilitou e deu mais vibração e alegria à comunidade para que o canto, em todas as alas, fosse satisfatório. O comentarista também elogiou a passagem da azul e branca.

Antes do treino começar, mestre Rodney conversou com o SRZD-Carnaval e justificou o fato da Beija-Flor ter uma bateria sem muitas paradinhas e com "zero" de coreografias.

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

"Minha bateria toca samba. Estou dando continuidade à gestão passada, uma bateria bastante tradicional. Tudo isso é questão de estilo. Respeito o estilo e a maneira de trabalhar de cada mestre, mas este é o meu jeito de trabalhar. Além disso, não considero a bateria da Beija-Flor uma bateria conservadora. Pelo contrário. Ser tradicional também é um ato de ousadia", defendeu o mestre, que mantém sua bateria a 145 batidas por minuto, o que ele chama de "ousadia". Nesta noite, 30 músicos tocaram violino, acompanhando a cadência da bateria de mestre Rodney.

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

Som "picota" e tem algumas falhas durante ensaio da Beija-Flor

O som oficial da Marquês de Sapucaí falhou em alguns momentos da passagem do cortejo da tradicional "Lavagem", em que mais de duas mil baianas, de várias escolas do Rio, participaram. No ensaio técnico da Beija-Flor, o sistema também falhou em alguns momentos, mas não houve prejuízo à apresentação da escola de Nilópolis.

*Com a colaboração da repórter Angélica Zago para o SRZD-Carnaval.

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Comentários
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    01/02/2016 17:25:46Almir Da Silva LimaMembro SRZD desde 21/11/2014

    O respeito & admiração pela comunidade nilopolitana e pela Beija Flor (BF) é o oposto de quem a explora e a domina, os presidentes de ´honra´ e o executivo que não são sambistas-verdadeiros que apropriaram-se dos desfiles que notabilizaram a coirmã-campeã em 1994/5/9, 2000/1. Isto é, desfiles militarizados apelidados de técnicos supostamente sem-erros, frios, monótonos e incapazes de emocionar o público e quando vitoriosos tornam-se ´ópio´ da comunidade ou ´marketing´ das atividades mafiosas de contravenção penal do jogo de bicho e outras criminalidades dos aludidos não-sambistas verdadeiros. Em meio a isso o que indigna é o quase-total acriticismo da mídia especializada. Vide o noticiário sobre o ensaio técnico da BF, domingo, 31/01/2016. Cujos ensaios eram apelidados de ´gratuitos´ pela LIESA, porque embutia o custo nos caros ingressos cobrados. Agora tais ensaios são bancados por dinheiro público sob o caô das leis de ´incentivos fiscais´. Ocorre, embora levados a sério, tais ensaios são diferentes, mais leves e soltos que os desfiles oficiais. Os quais no caso da BF a partir de 2011 se tornaram os citados desfiles militarizados, que o público tem lotado o sambódromo para assistir. Porém, sem cantar junto com os componentes da BF, devido apresentar enredo e samba de qualidades entre razoáveis e bons, se tanto. Objetivando o bi como em 2007/8, a BF em 2016 aposta na chamada licença-poética de um samba e de um enredo que não têm a ver com os da Imperatriz em 1993 ´Marquês que é Marquês, do sassarico é freguês´. Nas últimas vezes que apresentou sambas e enredos com licenças-poéticas assim (2013/4) a BF foi vice e 7ª colocada, ficando fora do desfile das campeãs. Saudações carnavalescas do portelense, Almir de Macaé.

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