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06/02/2016 03h25

Viradouro canta o Alabê com beleza e alegria e se credencia a brigar pelo título
Rodrigo Trindade

A Viradouro, quinta escola a desfilar na Marquês de Sapucaí na noite desta sexta-feira (5) pela Série A do Rio, contou com muita alegria a história do homem afrodescendente que teria vivido na mesma época que Jesus Cristo e que retornara para pedir paz ao mundo: "O Alabê de Jerusalém, a saga de Ogundana" foi o tema, desenvolvido pelo carnavalesco Max Lopes, baseado numa obra de Altay Veloso.

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

A comissão de frente, coreografada pela dupla Sílvio Lengruber e Fernanda Misailidis, trouxe 15 componentes representando Oxum, Xangô e Alabê, além de seus guardiões. Eles usaram e abusaram da teatralização e encantaram o público com a performance e a mensagem de paz.

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

Marquinhos e Giovanna, que formam o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, também foram destaques no desfile da vermelha e branca de Niterói. Com bailado perfeito e entrosamento entre os passos, conquistou os aplausos das arquibancadas e dos blogueiros do SRZD-Carnaval. Na opinião de Ricardo Nicolay, eles mostraram o bom resultado de um ano inteiro de ensaios:

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

"A análise que eu faço é que eles passaram total segurança na apresentação. Perfeição total é a expressão que posso usar. Gostei muito", falou o comentarista.

Quatro carros alegóricos ajudaram a contar a saga de Ogundana. O abre-alas, acoplado e com cerca de 50m de comprimento, trouxe o período vivido por Ogundana, antes de ir para Jerusalém. Em conversa com o SRZD-Carnaval, o carnavalesco Max Lopes afirmou que o primeiro carro quis passar essa ideia, um momento de sofrimento vivido pelo homenageado. Acoplada e em tom amarelo, a alegoria teve iluminação especial. Na segunda parte, o Alabê veio batendo tambor, outra sensação que contagiou o público.

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

Quanto à plástica, o comentarista Ricardo Nicolay também classificou como quase perfeita, se não houvesse o problema do apagão das luzes do segundo carro, que representou Roma. A alegoria, que ainda na concentração tinha sua iluminação funcionando perfeitamente, entrou na Avenida já apagada. O SRZD-Carnaval apurou que, desde então, técnicos da escola estariam procurando o defeito, porém, não estariam conseguindo solucionar tal problema.

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

A terceira alegoria também abusou da iluminação e causou mais um grande impacto. O momento mais bonito, porém, ficou reservado ao último carro. Todo em branco e prata, o elemento repercutiu uma mensagem de paz e união de raças e religiões. No centro, o globo terrestre veio cercado por mãos, em um pedido de paz.

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

Cantor Zé Paulo, o mito, repete sua boa interpretação e emociona foliões

O intérprete Zé Paulo Sierra mais uma vez deu um show de apresentação. Mas o que não ajudou muito a passagem da Viradouro foram algumas falhas de som. Em alguns momentos, houve variação no tom das vozes do carro de som, fato que denotou, de forma muito clara, que o problema foi de ordem técnica.

O SRZD-Carnaval pergunta: a escola será penalizada por tal problema, que parece perseguir a vermelha e branca nos últimos anos? Fica o questionamento.

Compositores do 'sambão do ano' dão um parecer sobre o desfile

O hino em homenagem ao Alabê foi considerado o samba do ano pela crítica especializada. Em bate-papo com o SRZD-Carnaval, Felipe Filósofo e Marcelo Bertolo analisaram a força do canto da comunidade e a letra e melodia da obra.

Bertolo comemorou o resultado: "É uma emoção diferente. Nossa expectativa é levar dez nos quatro módulos. A arquibancada vibrou. O desfile foi bacana". Filósofo, por sua vez, resumiu sua obra em uma frase curta: "O samba levou todos ao êxtase!" 

Foto: SRZD-Hellen Manhães

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

O blogueiro e comentarista Aloísio Villar analisou que as pequenas falhas de som atrapalharam um pouco a Viradouro e que isso deve ser levado em consideração pelos jurados. "O som falhou algumas vezes. Foi notório o problema técnico vindo do sistema de som. Houve muita variação também", complementou.

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

Apesar de pequenos incidentes como a falha de iluminação da segunda alegoria e o som de má qualidade, a Viradouro fez um bom desfile. Os componentes cantaram o samba com muita garra, na bossa da bateria de mestre Paulinho Botelho e seus ritmistas, sob o reinado de Raíssa Machado, a bela que ocupa o cargo de rainha pelo quarto ano consecutivo.

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

'Foi o melhor conjunto alegórico e a melhor escola da noite. Está na briga pelo título', diz blogueiro Hélio Ricardo Rainho

Hélio Ricardo Rainho, que também é blogueiro do SRZD-Carnaval, fez questão de ressaltar o emocionante desfile da Viradouro. Ele resumiu sua análise:

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

"Foi um lindo desfile, muito emocionante. A Viradouro exibiu o melhor conjunto alegórico da noite. O samba funcionou muito bem com a escola. Fantasias muito bem acabadas. Foi um retorno em grande estilo do carnavalesco Max Lopes. O som oscilou, mas isso não é problema da escola. É problema de outra ordem. A Viradouro está na briga pelo título da Série A", concluiu.

Foto: SRZD-Hellen Manhães

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

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Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

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Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

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