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07/02/2016 05h20

Unidos de Padre Miguel dá show com 'O Quinto dos Infernos' e deve brigar pelo título
Redação SRZD

Foto: SRZD - Hellen ManhãesA Unidos de Padre Miguel mandou a ambição para o "Quinto dos Infernos" e fez um desfile para disputar o campeonato, neste sábado de Carnaval. A escola foi a penúltima a entrar na Avenida.

Com muita sátira e irreverência, a começar pelo samba, a vermelha e branca fez críticas bem humoradas da história do Brasil. A escola voltou ao período colonial para retratar a exploração das riquezas locais.

A escola conseguiu retratar, de forma cômica, as tragédias e problemas pelos quais o país passou. A comissão de frente, "Ratos e Urubus convidam para a quadrilha", do coreógrafo Deivid Lima, se inspirou no povo brasileiro e lembrou uma das mais marcantes galhofas carnavalescas: "Ratos e urubus, larguem minha fantasia". Com fantasias luxuosas, o segmento ilustrou bem a proposta do enredo.

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Foto: SRZD - Igor Gonçalves

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, formado por Vinícius Antunes e Jéssica Ferreira, representou os nativos. Jovens, os dois vêm se firmando a cada ano e construindo uma identidade com a escola. Segundo o mestre Manoel Dionísio, a vermelha e branca "dá todas as condições para que possam ensaiar com frequência", o que ajuda no aperfeiçoamento e na qualidade da dança do casal.

Foto: SRZD - Igor Gonçalves

A ala de passistas, "Cio da Terra", foi uma das melhores que passaram na Avenida, segundo o especialista e blogueiro Hélio Ricardo Rainho. Os coordenadores George Louzada e Elaine lideraram o segmento com muita elegância e segurança.

Os componentes cantaram bem o samba e entraram no clima de descontração que tomou conta do desfile. O intérprete Luizinho Andanças, que retornou ao Carnaval carioca após ficar dois anos afastado, levou o samba com maestria e empolgou os componentes. No ensaio técnico da escola, ele disse ao SRZD-Carnaval que já estava pensando em parar e que ficou muito feliz e satisfeito de retornar ao Carnaval do Rio de Janeiro.

Foto: SRZD - Igor Gonçalves

Na opinião do especialista e blogueiro do SRZD-Carnaval Cláudio Francioni, a bateria, representando os bandeirantes, desbravadores guerreiros, foi bem superior ao ensaio técnico, com destaque para a evolução dos chocalhos. Segundo ele, a bateria teve uma passagem correta pela Avenida.

Foto: SRZD - Igor Gonçalves

Uma das baianas passou mal quase em frente ao quarto módulo de jurados e precisou ser amparada por bombeiros e maqueiros. Sua fantasia foi retirada na pista e ela foi encaminhada ao posto médico.

Para o blogueiro Hélio Rainho, a escola fez bem o papel de trazer para a Avenida a carnavalização da desgraça política que o Brasil atravessa.

O carnavalesco Edson Pereira desfilou no fim da escola, cumprimentou o público, e recebeu muitos elogios ainda na Avenida. Ainda segundo ele, a plástica, em alguns momentos, pareceu mais comprometida com a irreverência do que com o requinte.

Foto: SRZD - Igor Gonçalves

A escola precisou correr para não estourar o tempo, e integrantes reclamaram de alegorias deixadas na dispersão pela Caprichosos de Pilares, que desfilou antes. O diretor de harmonia da escola, Cícero, disse ao SRZD-Carnaval após o desfile, que, em caso de a Unidos de Padre Miguel perder pontos em evolução, entrará com recurso, já que foi prejudicada.

Foto: SRZD - Igor Gonçalves

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