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29/02/2016 17h14

Mestre Douglas fala da responsabilidade de comandar bateria tradicional de Porto Alegre
Édy Dutra*

Ele é o mestre de bateria mais jovem do Grupo Especial do Carnaval de Porto Alegre. Em dois anos como comandante da bateria Laranja Mecânica, da Imperatriz Dona Leopoldina, Douglas Breque, 23 anos, garantiu a nota máxima e neste ano, ajudou a escola a ser a campeã do Carnaval 2016. Em entrevista para a nossa equipe, ele contou um pouco sobre seu trabalho no Carnaval e o envolvimento com a escola.

Mestre Douglas. Foto: Nilveo Pereira Christiano

Pelo segundo ano como mestre da Imperatriz, você alcançou a nota máxima e ajudou a escola a ser campeã do carnaval 2016. Qual o diferencial do trabalho realizado neste ano para o ano de 2015? 

Douglas Breque: O diferencial de 2016 para 2015 com toda certeza foi a confiança, pois em 2015 eu assumi a direção de bateria com apenas 21 anos. A desconfiança então era imensa de convencer as pessoas que poderia dar certo. Mas enfim, conseguimos seguir o trabalho mesmo com tudo isso e buscamos as notas, diferente deste último carnaval, que foi mais tranquilo. Não se tinha tanta desconfiança, tivemos tranquilidade de tocar o trabalho do início ao fim e continuando assim, mantendo as notas máximas e mais um ano de sucesso.

Você é o mestre de bateria mais jovem do Grupo Especial e já mostrou muita competência. Quais as suas referências? 

Douglas Breque: Tenho 3 grandes referências no carnaval: mestre Guto (Estado Maior da Restinga), mestre Estêvão e Andy Lee (diretor de Harmonia). Ambos foram pessoas essenciais na minha chegada até esse posto. Andy Lee e Guto foram pessoas que além de eu ser fã do trabalho, ser fã de suas histórias no Carnaval, são grandes amigos, sempre me apoiaram a estar dentro da Imperatriz  e a acreditar que poderia alcançar esse sonho. O Mestre Estêvão além de ser um dos mais premiados do Carnaval, tive a honra de tocar nos dois anos com ele na Imperatriz e também a honra de, por ele, ser indicado a condição de ser mestre de bateria no qual na época ele era diretor de Carnaval. Portanto tenho como referências essas três pessoas que além de fã e sermos amigos, foram muito importante pra eu chegar até onde estou hoje.

Qual a responsabilidade de comandar uma das baterias mais tradicionais do Carnaval de Porto Alegre? 

Douglas Breque: A responsabilidade é grande, pois é a maior ala da escola, o que faz pulsar a batida no coração, o que desperta a emoção em todos. Uma bateria com três estandartes de ouro, por onde grandes mestres passaram... Mas encaramos com vontade o desafio. A bateria vinha de dois carnavais sem garantir as notas máximas mas com muito trabalho recuperamos tudo, aos poucos mostrando nosso jeitinho de trabalhar, não perdendo as referências passadas.

Você foi uma aposta da escola em 2015 e confirmou o trabalho com as notas máximas, repetindo em 2016. A que você atribui esse sucesso e a superação deste desafio?

Douglas Breque: Com toda certeza minha mãe, minha irmã e meus diretores, que sempre estiveram ao meu lado, sempre acreditaram que poderia ser possível realizar esse grande trabalho que estamos realizando.

Já começou a pensar no trabalho para 2017? Continua na escola para buscar o bicampeonato? 

Douglas Breque: Já penso sim, na verdade não paro (risos).  Já estou bolando novas ideias que com certeza dará um ritmo mais envolvente à Laranja Mecânica em 2017. Falta algumas coisas a serem acertadas com a direção, mas o trabalho segue rumo às notas máximas no próximo Carnaval.

Leia também:

- Carnaval de Porto Alegre: Imperatriz é a campeã em 2016

 

Fonte: Camarote Cultural, em colaboração voluntária ao SRZD


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