SRZD



Francisco Ucha

Francisco Ucha

QUADRINHOS. Jornalista, desenhista, designer gráfico, publicitário e produtor cultural. Trabalhou no "Jornal do Commercio" e "O Globo". Reformulou o projeto gráfico do "Jornal dos Sports", em 1982, e do jornal "Folha Dirigida" e dos produtos de turismo do Grupo Folha Dirigida, em 2006. Trabalhou na Globo Vídeo, onde desenvolveu o "Jornal da Globo Vídeo", publicação mensal que chegou a alcançar 200 mil exemplares. Foi gerente de Comunicação e Marketing da Herbert Richers Video, e gerente de Marketing da Look Filmes. Editou o "Jornal da ABI", publicação oficial da Associação Brasileira de Imprensa, por 10 anos. Foi o curador da Mostra Quadrinhos'51 e do Festival Bruce Lee | 75 Anos. É gerente de Comunicação e Marketing da Sato Company.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



07/03/2016 12h51

Shazam! Aqui está Álvaro de Moya
Francisco Ucha

A partir desta semana, o professor Álvaro de Moya passará a colaborar, eventualmente, com esta coluna de quadrinhos. Jornalista, professor aposentado da USP, desenhista, roteirista, produtor, diretor de tv e cinema, Álvaro de Moya é autor de alguns dos mais importantes livros sobre quadrinhos lançados no País, como Shazam!, um marco da bibliografia do gênero que está completando 46 anos de seu lançamento em 2016.

Moya. Foto: ReproduçãoAlém de Shazam!, Moya escreveu História da História em Quadrinhos, O Mundo de Disney, Vapt-Vupt e Glória in Excelsior, sobre a televisão que ele dirigiu nos anos 1960. Em 2001, Moya lançou Anos50/50 Anos, livro que comemorou os 50 anos da Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos, que ele e cinco amigos realizaram em São Paulo em 1951.

Moya foi chargista e ilustrador do jornal O Tempo, de São Paulo, a partir de julho de 1950. Neste ano, participou também da inauguração da televisão no Brasil, pois foi o responsável pelos desenhos dos letreiros do programa de inauguração da TV Tupi, em 18 de setembro de 1950.

Álvaro de Moya com Pelé e Mauricio de Sousa. Foto: ReproduçãoDesenhou as adaptações para os quadrinhos de A Marcha, de Afonso Schmidt, Macbeth, de Shakespeare, e Zumbi, sobre a vida do Rei dos Palmares. A convite do Governo americano, estagiou na CBS TV, de New York, em 1958, quando aproveitou sua permanência nos Estados Unidos para entrevistar personalidades do cinema e dos quadrinhos para a Folha de S.Paulo.

Participou também da inauguração da TV Excelsior em 1960, na qual foi Diretor e produtor de programas que marcaram época, como Brasil 60, apresentado por Bibi Ferreira, Cinema em Casa e Teatro 9.

Em 1967 participou da inauguração de outra televisão, a TV Bandeirantes, onde produziu a novela Os Imigrantes. Foi diretor artístico da TV Paulista e TV Cultura, diretor de criação da Rede Tupi de Televisão.

A partir de 1966, foi Chefe das delegações brasileiras dos Salões de Comics de Lucca, na Itália, até 98. Entre 1970 e 1977 foi programador do Cine Marachá-Augusta com as famosas Sessões Malditas. Colaborador de enciclopédias na Espanha, Itália, França e Estados Unidos e da Revista Abigraf, além dos jornais O Estado de S.Paulo e Jornal da Tarde. Recebeu os prêmios Città di Lucca, Fábio Prado (União Brasileira de Escritores), Roquette Pinto, Tupiniquim, Ângelo Agostini, O Tico Tico, HQ Mix, Hall da Fama, Melhores do Ano e foi homenageado pela Assembléia Legislativa e pela Câmara de Vereadores de São Paulo.

Não é pouca coisa, não. Espero que curtam esta parceria!

Álvaro de Moya. Foto: Reprodução

 


Comentários
Comentar

Isso evita spams e mensagens automáticas.