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07/03/2016 19h53

Cris Alves é afastada de suas funções na Cubango: 'Não é adeus, é até breve'
Luana Freitas

Ela é uma das figuras mais conhecidas da Acadêmicos do Cubango, cria da escola, desfilou por 4 Carnavais à frente da bateria, e atuou por dois anos como coordenadora da ala de passistas. Após o desfile de 2016, ela foi afastada das funções sem explicações.

Em conversa com o SRZD-Carnaval, Cris Alves contou que, após um "disse-me-disse", foi desligada do cargo de diretora da ala de passistas e afastada do posto de rainha de bateria. Segundo ela, a diretoria não deu razões para a decisão. Apesar disso, Cris disse que seu desejo é continuar desfilando na escola, seja onde for.

"Até agora não sei quais foram os motivos, não houve briga, não houve nada. Acredito que seja pela crise que o país está vivendo. A minha grande mágoa é em relação ao meu trabalho social na escola. Eu sei que esse cargo de rainha não é vitalício, eu sabia que uma hora ia sair. Em 2017 eu já ia sair mesmo, ia me despedir para dar mais atenção aos passistas, porque em dois cargos fica complicado. A Cubango vai continuar sendo Cubango, independente de Cris Alves. Quem sou eu perto de tamanha comunidade que é a da Cubango, comunidade forte que reverencio sempre. No auge da minha carreira eu voltei para a escola, não cuspi no prato que comi. Nunca deixei de ressaltar o nome da Cubango. Fiz meu papel, mas por algum motivo o presidente e o vice me desligaram. O fato é triste, é lamentável, mas eu sei que tudo muda. Então eu digo à comunidade que não estou dando adeus, estou dando até breve", disse Cris, emocionada.

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Foto: JM Arruda

A morena, que foi dispensada no último fim de semana, disse que já recebeu três convites para ser rainha de bateria e diretora da ala de passistas de outras agremiações. Um já foi recusado, porque tem amigos nas funções atualmente, os outros estão sendo avaliados, além de aguardar novas possíveis propostas.

Cris desejou sorte à nova rainha de bateria e pediu "que trate a comunidade com muito amor, pois são merecedores". "E que o substituto na direção da ala dê o melhor, pois meus filhos passistas são os melhores", concluiu.

Ela continua desfilando como musa do Salgueiro.

Leia a carta que ela divulgou logo após seus desligamento da verde e branca:

Aconteceu

E novamente estou aí

Sou a Cubango

Alegre e solta na Sapucaí

Não tem tempo ruim

E qualquer hora é hora

Eu vou cantar e sambar agora

Sou a verde-e-branco lá de Niterói

Tenho as cores da esperança

E da paz n'uma só voz

Minha Nação verde e branco, meus amigos, admiradores e sambistas! Após quatro marcantes e inesquecíveis Carnavais, deixo, nesta data, de ser a rainha da bateria Ritmo Folgado, da querida e sempre amada Acadêmicos do Cubango.

Fui dispensada do posto à frente dos ritmistas e da minha função como diretora da ala de passistas, que exercia com imenso orgulho e satisfação há dois anos. Contudo, mesmo muito triste e fragilizada com a situação, asseguro que jamais, em tempo algum, deixarei de amar e respeitar com maestria essa bandeira à qual sempre me dediquei.

Sou da comunidade, tenho um orgulho enorme de ter colaborado de alguma forma para o engrandecimento da Família Cubanguense e seguirei torcendo!

Vivi, como rainha de bateria e diretora da ala de passistas, momentos de intensa troca de amor mútuo. Agradeço a todos pelo respeito e carinho sempre irrestritos.

Estou triste sim, mas entendo o momento que vive nosso país e as necessidades de cada um. Tudo o que tenho a oferecer à agremiação, dei por completo: meu amor, dedicação e meu samba no pé!

Desejo muita sorte à minha substituta, que ela saiba honrar as cores do nosso pavilhão e faça valer o posto.

E como a vida continua, deixo a vocês o meu axé, a minha energia positiva e a minha verdade. Carnaval faz parte da minha história, da minha vida e continuará sendo onde quer que eu esteja, porque fora dele, não fico. Neste momento, me despeço da verde e branco, mas não com "adeus", e sim com um "até breve".

Viva eu...sim

Pra alegria de vocês

Pra ser Cubango

Não se conta até três

Com amor e samba no pé,

Cris Alves

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