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09/03/2016 10h32

Brasileiro comanda o Império do Samba japonês
Redação SRZD*

Fundado em um domingo de carnaval, o GRES Império do Samba é uma das agremiações da Liga S2, o Grupo de Acesso do Carnaval de Asakusa, maior desfile de escolas de samba fora do Brasil, que acontece desde 1980, em Tóquio. O fundador da agremiação é o brasileiro Damião Gomes, que vive há mais de 30 anos no Japão. Ele é músico reconhecido e respeitado no arquipélago, tendo participado dos primeiros desfiles de Asakusa.

Segundo Damião, a escola foi fundada em um extinto restaurante na capital japonesa. "O nome Império do Samba foi escolhido no sentido de fortalecer e evoluir com total fidedignidade, o Império da Cultura Brasileira no Japão", explica o sambista. Apesar de se declarar portelense, ele mesmo resolveu adotar as cores verde e branca para a agremiação, com uma águia imperial como símbolo.

Desde a fundação, o Império do Samba já se sagrou uma vez campeão da Liga S2, tendo sido vice-campeão em outros anos. No entanto, mesmo com a vitória em 2004, a diretoria resolveu não subir para a Liga S1. Dentre os desfiles em que o Império não foi bem, o presidente e fundador destaca o do ano passado. Contudo, evitou comentar os motivos.

Fotos: Honya

A agremiação desfila em Asakusa com 150 componentes distribuídos em 10 alas. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, a rainha da bateria e as passistas passam por um teste para chegar ao cargo. Já a bateria tem 40 ritmistas. Damião não informou o número de instrumentos por naipe, mas revela que segue as características da bateria da Portela.

A escola tem doze diretores, entre eles, de jornalismo, contabilidade, relações públicas, alegoria, harmonia, confecção de fantasias e informações sobre o Carnaval de Asakusa. A larga experiência em desfiles no Japão levou o sambista a não realizar eleição para presidência. Ele próprio explica que "para presidir e conduzir uma escola de samba precisa ter conhecimento dos fatos", e aponta como um ponto forte da escola o samba-enredo e como um ponto fraco a evolução.

Para fazer seu carnaval, a verde e branca de Tokyo gasta cerca de U$ 10 mil. Esse dinheiro é levantado através da participação da escola em festas e eventos. É esse dinheiro que vai transformar a ideia do presidente em realidade. "Apresento um histórico à diretoria para que seja definido o enredo da escola. Após a definição do enredo, começa a elaboração para compor o samba-enredo", explica o sambista.

O Império do Samba é uma das agremiações mais aguardadas no desfile de Asakusa pelo público japonês e a águia verde a branca um dos símbolos máximos desta festa momesca.

Fotos: Honya

*Marcello Sudoh é colaborador do SRZD-Carnaval no Japão

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