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Ana Cristina Von Jess

Ana Cristina Von Jess

FRANQUIAS. Advogada, formada pela Universidade Católica de Petrópolis, especializada em Direito Empresarial com foco no segmento de franquia, Pós-Graduada em Responsabilidade Civil, Diretora Jurídica da ABF-Rio, Associação Brasileira de Franchising - Seccional Rio de Janeiro e sócia do escritório Von Jess & Advogados.

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08/04/2016 18h22

A crise que qualifica

A crise está ai. Política, econômica, social, financeira, jurídica...recorrente e impactante. Não há setor que não tenha sido afetado pela realidade atual de nosso país. Muitos prejudicados e muitos buscando transformar os "limões em limonada".

Não pretendo discorrer aqui sobre os aspectos tristes da situação, que, aliás, são, naturalmente, os mais propagados. Pretendo falar aqui de esperança, perseverança, resiliência, experiência e capacitação. O velho jargão de se tirar da crise uma oportunidade nunca esteve tão em voga.

Atuo em um segmento específico da economia que cresce apesar da dificuldade. O mercado de franquias vem se mostrando resiliente e forte diante de tanto pessimismo e mau humor.

A bem da verdade, para esse segmento, a "crise" tem representado a busca por negócios certos e formas certas de fazer negócio.

Melhor explicando, quem busca uma nova atividade e pretende empreender por alguma questão sobrevinda do cenário econômico e político do Brasil de hoje e o faz por uma necessidade específica (ficou desempregado, dependia de contratos celebrados com empresas da construção civil, atingidas por escândalos de corrupção ou que contratava com o serviço público que deixou de contratar, etc...), não tem a possibilidade de errar.

Nunca a expectativa de sucesso foi fator tão importante na escolha dos candidatos à franquia. O "sonho" que sempre motivou esse tipo de contratação vem, aos poucos, contando cada vez menos para a definição do caminho a seguir.

Mais importante do que sonhar com seu negócio próprio é ter a justa e real expectativa de que aquele negócio garantirá um futuro melhor, garantirá a empregabilidade futura, a possibilidade de crescimento e sustento, independentemente do agravamento -- inevitável -- do cenário atual.

Com isso os candidatos estão pesquisando mais, se preparando mais, buscando conhecimentos e informações prévias à contratação, fazendo o dever de casa com mais vontade e dedicação, analisando firmemente os números envolvidos no negócio e as estimativas que lhes são apresentadas. Literalmente estão medindo na régua o tamanho do passo que darão.

E a conseqüência direta disso, qual é? As franqueadoras investindo em maior profissionalização, em qualificação de supervisão e suporte, em inovação, em diferenciação. O mais do mesmo não resolve mais. A necessidade agora é de mudança, de novidade, de fazer diferente.

Franqueado capacitado exige franqueadora preparada. Franqueado informado exige franqueadora transparente. Franqueado que faz conta exige franqueadora que apresente resultados e por aí vai...

Quanto mais profissional for o franqueado, mais profissional deverão ser os que atenderão aos seus interesses e responderão aos seus questionamentos.

É a crise capacitando novos empreendedores e empresários, num país onde não há mais lugar para amadores.


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