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27/04/2016 14h35

Passistas do Salgueiro realizam roda de conversa sobre racismo e preconceitos
Redação SRZD

Aos 26 anos e com mais de duas décadas desfilando pelo Salgueiro, a passista Rafaela Dias teve a ideia de promover um debate sobre o racismo.

Observando relatos de amigas sobre preconceito e a difícil superação do trauma, Rafaela, passista da Academia do Samba há 10 anos, contou ao SRZD Carnaval que idealizou uma roda de conversa, com o objetivo de promover discussões sobre as questões raciais e femininas dentro do universo carnavalesco e afins.

A ideia é que, no evento, aberto para o público, mulheres contem situações que já presenciaram ou passaram, e sirvam de lição e inspiração para outras pessoas. O projeto "Samba Pretinha" foi idealizado por Rafaela e duas amigas, também negras e passistas, Larissa Neves e Mirna Moreira. A primeira edição será na quadra da vermelha e branca, no dia 10 de maio, às 18h30.

Rafaela Dias, Larissa Neves e Mirna Moreira. Fotos: Acervo Pessoal

Uma advogada estará presente para orientar as vítimas sobre como agir em situações de racismo e preconceito.

A quadra do Salgueiro fica na Rua Silva Teles, 104, no Andaraí.

Veja as temáticas que serão abordadas:

- Hipersexualização e objetificação da mulher negra;
- Autoestima da mulher negra x ser passista;
- Machismo nosso de todo dia;
- Racismo cotidiano;
- Formas de contornar situações;
- Formas legais de se defender do patriarcado branco;
- Encontramos os caminhos a partir das diferenças.

O evento também contará com o Afrofunk Rio, um coletivo cultural que reúne técnicas de dança, música, teatro, passando pelo samba, dança afro e funk. Além de aprender a dançar e se divertir, os participantes entram em contato com as raízes culturais locais e apreciam as performances que contam histórias mitológicas do Rio de Janeiro.

Foto: Divulgação

Horário correto: 18h30

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Comentários
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    27/04/2016 18:30:34Almir da Silva LimaMembro SRZD desde 11/10/2011

    Este evento anteriormente foi anunciado de forma equivocada pelas três jovens e belas passistas da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, as quais têm cor da pele preta, são negras ou afrodescendentes. Elas afirmaram que pediriam (sic) permissão (sic) para realizá-lo à ótima presidenta da agremiação, Regina Celi Fernandes. A qual devido ser branca miscigenada é chamada sob a forma preconceituosa e discriminatória de sinhá (senhora de escravos) pelos ´Sambistas da Depressão´, colunistas de humor no site Carnavalesco. Constata-se nessa notícia que a presidenta salgueirense em terceiro mandato consecutivo não tem nada de sinhá. As três passistas salgueirenses idealizadoras do evento denominado ´Samba Pretinha - roda de conversa sobre racismo e preconceitos´ são quem, embora bem intencionadas, perdem-se no labirinto das opressões típicas de sociedade capitalista consequentemente dividida em classes sociais que é a maior das opressões entre outras específicas como o racismo, a de gênero ou sexismo machista e o racialismo a ideologia ou a crença não comprovada cientificamente da existência de ´raças´ humanas. Por isso, no citado evento, dentre as importantes temáticas a ser abordadas há, por exemplo, uma intitulada de ´Autoestima (sic) da mulher negra versus ser passista´. Explicando, autoestima se refere aos seres humanos independentemente de sua cor da pele ou característica antropológica. As mulheres negras sofrem três opressões, a de classe social, a do racismo e a sexista-machista. Por isso o título de outra das sete temáticas a ser abordada, ao invés de ´Formas legais de se defender do patriarcado branco´ o correto seria: `Formas legais de se defender da opressão patriarcal da burguesia que no Brasil é inteiramente branca ou euro descendente´. Saudações carnavalescas do portelense, Almir de Macaé.

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