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Ruy Chaves

Ruy Chaves

Tem experiência em implantação, desenvolvimento e reestruturação de instituições de ensino superior. Cursou Altos Estudos de Políticas e Estratégias na Escola Superior de Guerra (ESG), onde foi membro do corpo permanente e do corpo de Conselheiros. Professor universitário, também atuou em cursos da Polícia Militar do Rio de Janeiro e do Pará, em cursos de planejamento estratégico na ACADEPOL de Minas Gerais e na Escola da magistratura do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Cidadão de Aracaju, tem as Medalhas Tiradentes, da ALERJ e da Polícia Militar do Pará, e Marechal Cordeiro de Farias, da ESG.

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03/05/2016 11h26

Pecados Mortais - A Inveja
Ruy Chaves

Olá pessoal. Muito se fala sobre o céu e sobre o inferno, mas são apenas boatos, citações sem base científica. Afinal, ninguém que esteve por lá voltou com fotos, depoimentos, nada que comprovasse absolutamente a vida dos justos e dos pecadores post mortem. Falar dos justos é muito chato e não dá ibope. Mas os pecadores movimentam o mercado da informação, são personagens que permitem exploração em muitas direções. Daí este artigo, 

PERSIGA AS SUAS UTOPIAS!

 

Pecar significa desprezar o amor verdadeiro por Deus e pelo Homem, desrespeito à razão e à consciência reta, expressão de apego perverso a algum bem ou interesse individual em detrimento do bem de todos, da solidariedade e da justiça. O pecado ofende a Deus e a dignidade do Homem e se realiza por pensamento, palavra, ato, omissão ou desejo contrário às leis divinas. Textos sagrados afirmam que o primeiro a pecar foi Lúcifer, então o mais poderoso dos anjos, o sol da manhã, a estrela brilhante, que, insatisfeito apesar de tantas honras, desejou ser o Deus Altíssimo. Punido por sua inveja, Lúcifer foi renomeado Satanás e trouxe a tentação para Adão e Eva, a de "seres como Deus" e, por extensão, para a raça humana.

O pecado mortal é muito grave, praticado com plena consciência e sob propósito deliberado, e os pecados veniais, embora pareçam de menor importância, se cometidos frequentemente também conduzem ao abismo e às trevas. Diz o livro do Eclesiástico, "quem despreza as coisas pequenas pouco a pouco cairá" até se afogar nas águas terríveis do pecado mortal.

O Papa Bento XVI, atendendo as circunstâncias do tempo histórico e da evolução social, desviou-se das Escrituras e dobrou o número de pecados mortais, adicionando aos originais - orgulho, inveja, glutonaria, cobiça, luxúria, ira e preguiça - mais sete pecados do mundo contemporâneo: poluição , engenharia genética, riquezas obscenas, drogas, aborto, pedofilia e injustiça social. A prática do pecado mortal, se não houver arrependimento, leva ao castigo eterno.

Recentemente, o mundo acompanhou algo inusitado especialmente para a civilização ocidental. Com rostos expressando culpa como se tivessem praticado  terríveis pecados mortais, executivos japoneses formal e publicamente pediram desculpas por, após 25 anos, aumentarem o preço de seus picolés em R$ 0,35. Fantásticos os valores e a cultura japonesa. Como em todo o mundo, também há corruptos no Japão, mas, se descobertos, não negam o óbvio, nem se escondem em hábeis advogados; não culpam mídias, nem heranças malditas. Assumem seus erros, pedem desculpas e curvam-se em sinal de respeito.

Independentemente das sanções legais, empresários deixam seus negócios e políticos e autoridades públicas renunciam a seus cargos. Alguns criminosos sentem-se tão pecadores que solicitam dispensa de suas funções suicidando-se, como Matsuoka, deputado e Ministro da Agricultura. Como seu comitê eleitoral recebera milhões de ienes de empreiteiras favorecidas em licitações fraudulentas, desonrado e envergonhado diante de sua família e dos valores japoneses deixou uma carta: "Estou dolorosamente consciente de minha responsabilidade como ministro. É meu dever que tal ato não se reproduza". E enforcou-se com uma coleira de cachorro. Que belo exemplo! Perdoe, Senhor, meu pecado mortal: que inveja do Japão!

Panta rei. 


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