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Haroldo Monteiro

Haroldo Monteiro

VAREJO. Formado em Administração de Empresas e Engenharia Econômica pela UERJ. Possui vasta experiência no mercado de varejo tendo atuado como executivo em várias empresas deste setor. MBA em Business Administration pela Ohio University, e sócio da Planning & Management, consultoria especializada em gestão e estudos de tendências econômicas para o varejo. É professor convidado do Coppead, onde ministra Administração Financeira de Curto Prazo.

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04/05/2016 11h37

Mês de maio no varejo: Um Dia das Mães para esquecer
Haroldo Monteiro

Foto: Reprodução de InternetO Dias das Mães é a segunda data mais importante para o varejo, principalmente para aquelas empresas que vendem produtos para as mulheres. Muitas vezes o mês de maio representa entre 80% e 90% das vendas do Natal, no mês de dezembro. Logo estamos na semana em que os varejistas esperam recuperar suas vendas e dar um alívio no caixa, após tantos meses de vendas fracas.

Porém, quando vemos as previsões para as vendas do Dia das Mães, pouco há para se comemorar. Estas previsões vão desde um crescimento esperado de 2% nas vendas, segundo estimativa de 500 empresários ouvidos dos setores de vestuário, calçados e bolsas, joias e bijuterias, perfumaria e cosméticos, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, móveis e telefonia celular, em uma pesquisa do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL Rio), até uma previsão de queda de 4,1% em relação às vendas do ano passado feita pela CNC (Confederação Nacional do Comércio), ou o pior resultado da série em 12 anos.

Se considerarmos a inflação dos últimos 12 meses da ordem de 9,38% até março de 2016, as previsões passam a ser catastróficas para estas empresas. Não é à toa que podemos verificar algumas varejistas fazendo liquidações nesta semana que é a de maior venda para esta data.

Com custos em alta, como reajuste de salários e aluguéis, e os bancos extremamente restritivos na rolagem dos empréstimos, o varejo agoniza. O que resta neste momento para as verejistas é o ajuste de suas operações que devem ser efetuadas com extrema rapidez, fechamento de lojas, demissões, renegociação de dívidas e até para algumas empresas uma mudança do modelo de negócio pode fazer sentido. Inovação!

Assim, as esperanças recaem sobre a resolução política do impasse do impeachment com a chegada de um novo governo e a melhora nas expectativas dos agentes e a volta de uma maior confiança do consumidor, o que impulsionaria as vendas dos próximos meses. Mas, mesmo assim, o caminho será árduo para o futuro do presidente e uma retomada da economia ainda será lenta.

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