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Ticiana Farinchon

Ticiana Farinchon

SERIADOS DE TV. Formada em Jornalismo pela Facha, cursa pós graduação em Mídias Digitais. Apaixonada por tecnologia e cultura, tem nos seriados de TV seu maior vício, acompanhando em tempo real tudo o que acontece neste fascinante universo.

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30/05/2016 10h08

Jessica Jones: uma grata surpresa
Ticiana Farinchon

Se você, como eu, não é aficcionado por quadrinhos, talvez nunca tenha ouvido falar de Jessica Jones. Agora, graças à Netflix, é hora de reparar este erro.

Muitos podem resumir essa minha imediata simpatia com a personagem ao fato dela ser mulher. Mas não, não sou assim. Sempre preferi Fox Mulder à Dana Scully. Odeio a Elektra. Acho a Sookie the True Blood um saco. Mulher Maravilha nem se fala. Boring....

Jessica Jones não. Primeiro porque a heroina não pretende sequer por um segundo sê-lo. Ela é gente como a gente, e mostra suas fragilidades logo no início da série. Depois, porque não faz a menor questão de ser sexy. Ela é, e faz questão de ser, uma pessoa normal, por mais que seus poderes a tornem especial.
Os personagens secundários da série também merecem grande apreço. O que dizer de Luke Cage?? O personagem, interpretado por Mike Colter (sim, de "The Good Wife"), que terá sua própria saga narrada também na Netflix, é outro ponto alto da série. A tensão sexual da dupla é clara, e transcende a tela.

Esse, porém, não é o melhor de Jessica Jones. Ao meu ver, nem a protagonista o é.

Foto: Divulgação

Sem dúvida alguma, no universo da série, aquele que rouba a cena é o vilão. Kilgrave (belíssimamente interpretado por David Tennant é disparado o melhor vilão desta nova safra de séries). Trata-se basicamente de um psicopata megalomaníaco que controla a mente de suas vítimas, e é obcecado pela protagonista. Jessica, por sua vez, tem no vilão seu único ponto fraco, o que faz dessa primeira temporada um constante jogo de gato e rato. Eu, do lado de cá, confesso ter, durante várias vezes, tentado bolar uma estratégia mirabolante que fizesse com que o "homem púrpura" - como o vilão é conhecido pelos fãs de quadrinhos, por causa de seu terno roxo - fosse finalmente capturado.

As interpretações de Kristen Ritter (Jessica) e Rachael Taylor (Trish, sua "irmã de criação") estão no ponto, definindo rapidamente o perfil das personagens, e situando o público de maneira fácil no universo criado por Melissa Rosenberg. Sim, a responsável pela série é uma mulher, o que justifica a imediata empatia do público feminino com a trama.

Jessica Jones faz parte da parceria Marvel - Netflix - que inclui, até agora, também as jornadas solo de Luke Cage, Demolidor e Punho de Ferro - o que traz para o público um outro atrativo: o crossover entre as produções. Desta forma, com a interação dos personagens, fica mais fácil entender o universo em sua totalidade, e imaginar como será a interação definitiva entre todos, o que acontecerá na saga dos Defensores, também prevista para ir ao ar no serviço de streaming.

Vamos à diversão? Jessica Jones está disponível na Netfilx, e, embora já garantida, não há data prevista para a estreia da nova temporada.

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