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24/06/2016 15h45

SRZDebates: Afinal, o que desejam os jurados de enredo, fantasias e alegorias?
Redação SRZD

O SRZDebates de hoje tratará as questões que permeiam os quesitos enredo, fantasias e alegorias e adereços. Oito profissionais se reuniram na redação do Portal do Sidney Rezende para falar de julgamento e técnica, assim também como opinar sobre o maior espetáculo ao ar livre: os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro.

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Fotos: Acervo SRZD

Afinal, o que desejam os jurados de enredo, fantasias e alegorias? A junção de duas cabines de jurados, no meio da Avenida, conforme quer a Liesa, vai dar certo? Qual seria o julgamento mais justo para tais quesitos? Os artistas levantaram questionamentos importantes sobre julgamentos:

"Cada um quer imprimir a sua visão. Nem sempre o pesquisador é respeitado", opinou o carnavalesco da Cubango, Cid Carvalho, apoiado pela historiadora Bianca Behrends, membro da comissão de Carnaval da Beija-Flor: "Os artistas fazem o espetáculo de acordo com suas visões. Nada é gratuito. Tudo tem estudo prévio e cabe ao julgador avaliar o que ele está vendo", concluiu, referindo-se aos enredos apresentados pelas agremiações.

No debate sobre o quesito fantasias, houve boas ideias, inclusive as sugeridas pelo carnavalesco Jaime Cezário: "No Carnaval de Vitória, os carnavalescos se reúnem com julgadores para explicar seus enredos. Mas se não há possibilidade de ter um contato com julgadores, poderíamos gravar vídeos ou usar outra forma para apresentar nossas propostas", afirmou, completando em seguida que esse seria um meio de informar os julgadores acerca dos trabalhos a serem apresentados pelas escolas, evitando erros e/ou equívocos na hora de atribuir notas, por falta de compreensão das propostas.

Foto: SRZD - Igor Gonçalves

O diretor de Carnaval da União da Ilha, Wilson Alves, apoiou Jaime e ressaltou a importância de todas estas ideias serem levadas urgentemente às ligas que administram o Grupo Especial e Série A do Rio: "Um encontro de meia hora ou até mesmo a gravação das ideias dos carnavalescos em uma mídia (CD) já ajudaria bastante na ideia proposta por Jaime Cezário", complementou.

No quesito alegorias e adereços, terceiro bloco do debate, os artistas também mostraram preoupação quanto ao atual julgamento: "O julgador deve prestar atenção à parte plástica, mas iluminação é um detalhe técnico. Sou do tempo em que não havia iluminação. Hoje, uma alegoria que apaga é um crime, um erro grave. Não que a escola não mereça ser punida, mas tem julgador que procura muito mais erros do que qualidades", disse o ex-carnavalesco Luiz Fernando Reis, colunista do SRZD e que mediou o encontro.

Foto: SRZD-Adriana Vieira

Participaram da ocasião Luiz Fernando Reis, ex-carnavalesco, comentarista de Carnaval do Portal SRZD e mediador; Jaime Cezário, carnavalesco da Unidos do Porto da Pedra; Cid Carvalho, carnavalesco da Acadêmicos do Cubango; Wilson Polycarpo, diretor de Carnaval da Viradouro, Tarcísio Zanon, carnavalesco da Estácio de Sá; Wilson Alves, diretor de Carnaval da União da Ilha; e Bianca Behrends e Victor Santos, membros da comissão de Carnaval da Beija-Flor.

Obs: A equipe do Portal SRZD convidou outros profissionais, porém, cinco alegaram falta de espaço na agenda, por motivos privados e/ou profissionais. Aos que participaram da iniciativa, um agradecimento do diretor e jornalista Sidney Rezende e sua equipe de repórteres e produtores!

Foto: SRZD - Luana Freitas

Até onde os julgadores podem ir, quando o assunto é atribuir notas? Iluminação apagada deve gerar perda de pontos? Outra questão apontada foi quanto ao peso da bandeira das agremiações: duas escolas têm alegorias com defeito. Uma é punida e outra não. Por quê? Confira as questões levantadas pelos participantes deste debate, que reúne muitas ideias e anseios dos artistas que fazem o Carnaval.

1º bloco - quesito enredo:

2º bloco - quesito fantasias:

3º bloco - quesito alegorias e adereços:

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Comentários
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    24/06/2016 18:25:25Willian TadeuMembro SRZD desde 11/11/2011

    Vejo, por exemplo, o comentário do grande LFR sobre quando o jurado fala que determinada alegoria "deveria estar" em outro setor. Quando o jurado aponta isto, ele está dizendo que a construção da narrativa não está coerente, ou seja, que determinado elemento de desfile está mal posicionado, prejudicando a fluidez da história que está sendo contada na avenida. Se não puder punir nem isso, é tudo 10.

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    24/06/2016 18:15:44Willian TadeuMembro SRZD desde 11/11/2011

    Tenho muitas ressalvas a este debate. Quais os grandes erros que temos visto no julgamento do Rio de Janeiro por "falta de compreensão da proposta"? Às vezes tenho impressão de que isto é uma muleta para justificar falhas de concepção. Se o jurado apontar erro deste tipo, é porque "não entendeu a proposta", como se tudo que for a proposta do carnavalesco tiver que ser aceito. Não é assim, o julgamento também é estético. Caso contrário, corremos o risco de piorar ainda mais o julgamento tornando-o limitado à fiscalização do desfile: caiu um chapéu aqui, apagou uma luz ali, faltou um adereço acolá. Afinal, todo o resto o jurado teria que aceitar porque "é a proposta".

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