SRZD



Haroldo Monteiro

Haroldo Monteiro

VAREJO. Formado em Administração de Empresas e Engenharia Econômica pela UERJ. Possui vasta experiência no mercado de varejo tendo atuado como executivo em várias empresas deste setor. MBA em Business Administration pela Ohio University, e sócio da Planning & Management, consultoria especializada em gestão e estudos de tendências econômicas para o varejo. É professor convidado do Coppead, onde ministra Administração Financeira de Curto Prazo.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



27/06/2016 12h35

Fusão Restoque x Inbrands: Muitos desafios pela frente
Haroldo Monteiro

Alguns analistas do mercado comemoraram a fusão falando das sinergias e redução de custos que esta fusão poderia criar, o papel disparou na Bovespa chegando a uma máxima em torno de 6,00. Outros analistas de mercado chamam atenção para a relação dívida líquida/ebtda, que segundo dados publicados do site "O Financista" chegam a 3.7 x na Restoque e de 3.9 X na Inbrands.

Foto: Divulgação

O fato é que quando se fala do setor de moda especialmente de empresas que tem uma "pegada" mais premium (empresas INBRANDS) e outra que se posiciona mais como uma empresa de "luxo", caso de Le Lis e BôBô, e premium, John John, Dudalina, Rosa Chá, (empresas da Restoque), as sinergias criadas (logística, redução do quadro administrativo e etc) perdem parte de sua relevância quando consideramos a pouca escala na produção de seus produtos (estampas e tecidos exclusivos, cortes diferenciados, e grades pouco "profundas"), um ambiente corporativo extremamente heterogênio e de difícil conciliação, onde se encontram vários estilistas de diferentes marcas, gestores de mercado financeiro, e alguns acionistas com ego elevado. Além disto, a Inbrands traz em seu portifólio várias marcas masculinas que tem algumas características de gestão bem diferentes de uma marca feminina.

Foto: DivulgaçãoDesta forma, os desafios são enormes, ainda mais se considerarmos o ambiente econômico recessivo atual, além disto a Restoque através de suas marcas Le Lis Blanc e BôBô deverão definir melhor suas estratégias para não incorrer no erro dos anos anteriores, aonde se colocavam como marcas de luxo , porém focavam numa expansão desenfreada, o que não faz sentido em se tratando de uma estratégia para este mercado, tendo ocasionado sucessivos resultados negativos em seus balanços.

Curta a página do SRZD no Facebook:


Veja mais sobre:economia

Comentários
Comentar

Isso evita spams e mensagens automáticas.