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Paulo Estrella

Paulo Estrella

CONCURSO PÚBLICO. Desde 2008, diretor-pedagógico da Academia do Concurso, empresa do grupo Estácio, professor de curso preparatório desde 2003 e coordenador de cursos de pós-graduação da Academia do Concurso. Trabalha em cursos de performance, com provas realizadas por terceiros, desde 1994, tendo passado por várias redes de ensino como MV1, Bahiense e GPI, além de cursos pré-militares. É consultor de preparação, especialista em concursos, blogueiro do caderno Boa Chance do O Globo e responsável pela criação e entrega dos cursos da Academia do Concurso na sede e em todas as unidades.

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01/07/2016 10h42

Concursos para nível superior
Paulo Estrella

Muitos candidatos me perguntam em que medida ter uma faculdade e cursos de pós amplia o universo de possibilidades de um concurseiro, e eu sempre respondo que a pessoa passa a ter possibilidade de concorrer para concursos de maior salário e dependendo da carreira, menor concorrência. Isso sem contar com o aumento de amplitude dos concursos possíveis, o concurseiro passa a poder concorrer para cargos de nível médio e superior. A característica dos concursos de nível médio e superior são diferentes, no nível médio, o fator limitante não é o volume de conteúdos mas sim o maior volume de concorrentes, já os concursos de nível superior o fator limitante é o grande volume e profundidade dos conteúdos.

Não quer dizer que sempre haverá concursos de nível superior com pouca procura, existem concursos que atraem naturalmente um volume muito grande de candidatos como: a Receita Federal, a Polícia Federal, o Banco Central entre alguns outros, mas quanto maior a especificidade da exigência, menor tende a ser a procura.

Depende muito de órgão para órgão, mas a diferença pode chegar a 100%. Como disse o órgão e a carreira vão influenciar muito, mas a diferença é considerável. Em alguns concursos específicos, como os de magistério em universidades públicas, os títulos possuem grande relevância na pontuação final, podendo mesmo decidir a ocupação da vaga,
temos os concursos de nível superior da Fiocruz, o concurso do Banco Central, as da Finep, alguns cargos do Ministério do Meio Ambiente, da Agência Nacional de Águas e várias outras instituições.

Ter formação correta e títulos podem ajudar muito na classificação de candidatos em muitos processos seletivos. Isso não quer dizer que quem não tem títulos, não tem chances de passar, mas a diferença de pontos terá que ser retirado de um melhor desempenho na prova de conhecimento. Quem tem uma boa preparação e ainda por cima acumula título tem a chance de aprovação potencializada.

Nos concursos públicos temos algumas áreas de concentração de conteúdos: os direitos; a administração e exatas. Dependendo da formação do interessado algumas disciplinas não serão desconhecidas e muitas vezes de profundo conhecimento do candidato. Essas disciplinas costumam agregar pontos na seleção, porém o candidato continua sendo obrigado a ganhar conteúdo nas disciplinas que nunca viu ou tem pouco conhecimento. Dessa forma, não existe formação ideal para fazer concursos públicos, mas existem formações que facilitam a preparação do concurseiro, como as das áreas que citei.

É possível conciliar os estudos para uma carreira, fazer faculdade, e ao mesmo tempo um cursinho para concursos, o candidato só precisa entender que o modo de estudo para um concurso é muito diferente do estudo necessário para ser aprovado em uma disciplina de uma instituição de nível superior. A concorrência do concurso é grande o que obriga um estudo muito mais detalhado e aprofundado, com a realização de muitas questões de provas anteriores. A forma de estudar é diferente, o candidato precisa conseguir separar essas duas modalidades para que a preparação do concurso seja efetiva e os resultados venham o mais rápido possível. 


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