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04/08/2016 21h03

Homens com nome de Luis Augusto processam a Sadia por causa de comercial
Redação SRZD

Conhecida pelo tom irreverente de suas campanhas, a Sadia está sendo processada por dois homens que se consideraram lesados pelo novo comercial da marca, que faz referência ao "presunto Luis Augusto". 

Na cena publicitária, uma cliente pede presunto na padaria. Devido a má aparência do "Luis Augusto", escolhe o Sadia. A comunicação é toda baseada no slogan "Não leve Luis Augusto por Sadia". Após receber centenas de reclamações, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, Conar, abriu processo para apurar se a ação publicitária é ofensiva ou não.

Foto: Reprodução de TV

De acordo com o órgão, a campanha será julgada apenas em setembro e, enquanto isso, o comercial poderá continuar sendo veiculado normalmente.

Os moradores de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, pedem a retirada imediata da peça das redes de TV, além de indenização de R$ 30 mil cada por danos morais. Eles alegam que passaram a ser alvo de chacota e receberam apelidos nas ruas.

Em contato com o jornal "Extra", o despachante Luiz Augusto Ribeiro, de 45 anos, reclamou que até seu filho passou a ser alvo de piadas na escola.

"Brincaram dizendo que ele era o filho do presuntão. Daqui a pouco estão chamando a minha mulher de queijinho. Isso não se faz com ninguém. Toda vez que veiculam essa propaganda estão denegrindo o nosso nome".

Foto: Reprodução de TV

Para o comerciante Luis Augusto Mascarenhas, de 42 anos, é preciso dar um basta nessa situação, pois está sendo vítima de comentários maldosos.

"Toda hora vem alguém me chamando de presuntinho. Fazendo piadas com capa de gordura do presunto. Eu até levo na esportiva, mas é chato, é constrangedor. Por isso, resolvi entrar com a ação também", esclareceu, em entrevista ao diário carioca.

Em nota, a Sadia afirmou que a escolha do nome foi mera coincidência, "a exemplo do que é observado na teledramaturgia" e lembrou de seu bordão "Nem a pau, Juvenal!", que foi eternizado em outro de seus comerciais.

"O principal objetivo da ação é ressaltar a alta qualidade do produto da marca, que tem expertise no segmento e excelência no processo de produção", diz o comunicado.

As medidas do Conar não têm força de lei e o conselho não tem poder de determinar multas. Mas, em geral, as decisões recomendando alterações ou retirada da propaganda do ar costumam ser sempre atendidas pelos anunciantes e agências de publicidade.

O órgão informa que desde a sua fundação, em 1978, já instaurou mais de 9 mil processos éticos, que nunca foi desrespeitado pelos veículos de comunicação e que "nas raras vezes em que foi questionado na Justiça, foi vitorioso".

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