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06/08/2016 00h37

Emoção e alegria marcam abertura da Olimpíada
Redação SRZD

Um Maracanã lotado acompanhou na noite desta sexta-feira (5) a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O evento foi marcado pela alegria e pela emoção, que contagiou o público e os atletas presentes.

Foto: Rio 2016

A cerimônia começou pontualmente às oito da noite, com um mosaico humano fazendo a contagem regressiva de dez segundos para o início da festa. O corpo de dança utilizou papel laminado para gerar o efeito prateado. 

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, foi apresentado pelos locutores oficiais. O primeiro momento de emoção aconteceu na sequência: o hino nacional brasileiro foi cantado por Paulinho da Viola ao violão, sendo acompanhado por uma pequena orquestra de cordas. A bandeira do Brasil foi hasteada com a presença de grandes atletas do país, como Tande e Flávio Canto.

A primeira parte do evento teve como foco a natureza, como a formação da vida e das florestas e a presença inicial dos povos indígenas. Foram usados imensos elásticos e jogos de luzes.

A formação do povo brasileiro em sua diversidade também foi recordada, com a chegada dos portugueses, dos africanos e dos asiáticos. O aparecimento das grandes cidades foi outro momento, com prédios virtuais que encantaram os olhos do público. Os dançarinos da companhia de Deborah Colker entraram em ação ao som de "Construção", de Chico Buarque.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil 

Um novo momento comovente: uma réplica do 14-Bis, avião projetado por Alberto Santos-Dumont, simulou uma viagem pelo Rio de Janeiro ao som de "Samba do avião", do Tom Jobim.

Uma homenagem ao maestro também foi feita: Daniel Jobim cantou "Garota de Ipanema" ao piano.

A modelo Gisele Bündchen, em um vestido prateado, fez um desfile muito aplaudido.

Outros gêneros musicais foram homenageados: Ludmilla interpretou o "Rap da Felicidade"; Elza Soares, "Canto de Ossanha"; Marcelo D2 e Zeca Pagodinho, "Deixa a vida me levar", sendo acompanhados em coro pelo público. MC Sofia e Karol Conca também se apresentaram.

Regina Casé chamou Jorge Benjor para dar mais um tom de animação na festa, interpretando "País tropical", que o público fez questão de cantar à capela mesmo depois do fim da apresentação.

A natureza voltou a ser tratada na cerimônia, com exibição de questões como emissão de gases poluentes e o derretimento da calota polar. Fernanda Montenegro e Judi Dench (em inglês) declamaram "A flor e a náusea", de Carlos Drummond de Andrade.

E, então, foi iniciado o desfile das delegações, que seguindo a tradição, foi iniciado pela Grécia. Atletas recebiam sementes de árvores nativas do Brasil, que vão formar a Floresta dos Atletas no Parque Radical, em Deodoro, um dos legados do evento.

Várias equipes foram saudadas com entusiasmo, como a África do Sul, Alemanha, Canadá, Espanha, Japão, México, Portugal e os países vizinhos da América do Sul. A equipe olímpica formada por refugiados mereceu uma recepção calorosa dos presentes.

Por volta das 23h, a delegação dos atletas brasileiros entrou no Maracanã e foi bastante ovacionada pelo público. A porta-bandeira foi Yane Marques, do pentatlo moderno. Foi o encerramento do desfile dos países participantes.

Foto: Agência Brasil

Em seguida, começou a parte burocrática da cerimônia. O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, fez um discurso que chegou a entusiasmar a torcida presente no Maracanã.

"Os filhos do Brasil não fogem à luta. São fortes", afirmou o dirigente. "O Rio está pronto para fazer história". Depois, foi a vez do presidente do COI, Thomas Bach, que saudou a todos em português e fez o discurso em francês. O mandatário homenageou os atletas refugiados que estão participando dos Jogos do Rio, sendo bastante aplaudido.

Mais uma surpresa comovente surgiu na cerimônia de abertura: o ex-atleta queniano Kip Keino recebeu o prêmio Láurea Olímpica, por seu trabalho filantrópico e esportivo no país africano. Ele entrou no estádio acompanhado de várias crianças vestidas de branco e puxando pipas com mensagens de paz e sob uma chuva de papel picado. É a primeira vez que o prêmio é entregue e será concedido em todas as Olimpíadas.

Por volta das 23h30, um dos momentos mais tensos: o presidente interino Michel Temer fez a praxe de declarar os jogos oficialmente abertos. Sua aparição durou poucos segundos e foi marcada por vaias.

Foto: Beto Barata/PR

A bandeira com os anéis olímpicos apareceu conduzida por Torben Grael, Sandra Pires, Emanuel, Marta e Oscar. Um coro de crianças cantou o hino olímpico enquanto a bandeira era hasteada. O iatista Robert Scheidt fez o juramento dos atletas.

Foto: Rio 2016

Outros grandes momentos de alegria: Wilson das Neves prestou homenagem aos sambistas históricos. Caetano Veloso, Gilberto Gil e Anitta formaram um trio para cantar "Isso aqui o que é", de Ary Barroso.

Foto: Rio 2016

As baterias das escolas de samba do Grupo Especial do Rio ditaram o ritmo e realizaram a apoteose da festa, com direito a porta-bandeiras, mestre-salas e muitas passistas.

Gustavo Kuerten surgiu na rampa do Maracanã conduzindo a tocha olímpica e entrou no estádio aos gritos de "Guga, Guga". Em seguida, o fogo olímpico foi passado para Hortência, e esta a entregou para Vanderlei Cordeiro de Lima, que acendeu a pira olímpica que será conduzida para as proximidades do Boulevard Olímpico, na Praça Mauá (Centro). É a primeira vez na história do evento que a pira não ficará instalada em um estádio.

Foto: Rio 2016

E, com uma grande queima de fogos ao redor do Maracanã, a cerimônia de abertura chegou ao seu final sob um repleto clima de emoção e alegria, com a torcida cantando espontaneamente "Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor".

Foto: Rio 2016

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* Colaboração voluntária de Leonardo Guedes

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