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Paulo Estrella

Paulo Estrella

CONCURSO PÚBLICO. Desde 2008, diretor-pedagógico da Academia do Concurso, empresa do grupo Estácio, professor de curso preparatório desde 2003 e coordenador de cursos de pós-graduação da Academia do Concurso. Trabalha em cursos de performance, com provas realizadas por terceiros, desde 1994, tendo passado por várias redes de ensino como MV1, Bahiense e GPI, além de cursos pré-militares. É consultor de preparação, especialista em concursos, blogueiro do caderno Boa Chance do O Globo e responsável pela criação e entrega dos cursos da Academia do Concurso na sede e em todas as unidades.

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09/08/2016 10h46

O que muda no estudo depois da publicação da minuta do contrato do TRF - 2ª Região (Parte I)
Paulo Estrella

Na semana passada foi publicada a chamada do pregão eletrônico para a organização do concurso para vários cargos do Tribunal Regional Federal - 2a Região, que abrange os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Nesta chamada, foi divulgada também a minuta do contrato com a organizadora que será escolhida dia 16 deste mês. Nesta minuta, várias informações importantes foram divulgadas, vamos analisar as principais informações e avaliar a melhor estratégia de estudo neste momento, antes da definição da banca organizadora.

O primeiro ponto é que a modalidade do processo de escolha da organizadora é por pregão eletrônico, ou seja, vence a banca que fizer o menor preço. Isso tende a afastar as grandes bancas da concorrência, pois naturalmente são mais caras e costumam ser escolhidas com o argumento de inexigibilidade de licitação pela especificidade e qualidade do serviço que estas prestam, esse não é o caso. Com esse panorama, temos a tendência de que a escolhida seja uma banca menor, menos produtiva. Essa dúvida será sanada na próxima semana, mas até lá, o candidato deve ficar atento aos detalhes de cada disciplina, já que a tendência, se o previsto se concretizar, é o conteúdo ser abordado de forma mais ampla e pulverizada, mas com profundidade relativamente baixa, valorizando um pouco mais a memorização do que relações de causa e efeito, mais comum nas grandes bancas. 

Em segundo lugar temos a definição de que a seleção será feita para gerar um cadastro de reserva.  O que parece desanimador pode ser uma boa sinalização, pois para o cargo de técnico judiciário - área administrativa a correção da redação se dará até a colocação 1350 para os inscritos do Rio de Janeiro. Essa sinalização indica o interesse da administração pública em gerar um cadastro de reserva extenso, o que pode indicar uma expectativa bastante grande de contratações. 

Neste concurso haverá oportunidades para nível médio e superior para diversas especialidades, mas também há cargos para especialidade nenhuma, são eles: o Analista judiciário, área administrativa que exige apenas o curso de nível superior e o Técnico Judiciário sem especialidade, exigindo apenas nível médio completo.

Voltando para cargo que deve ser o mais procurado, Técnico Judiciário sem especialidade, a prova vem com um peso baixo para a prova de conhecimentos gerais. As disciplinas de português, Raciocínio lógico e noções de sustentabilidade juntas valem apenas 10% da prova. Esta divisão, tira bastante o peso da disciplina de português que costuma ser uma disciplina muito mais decisiva na prova, mas não nesse caso. 60% dos possíveis pontos da prova estão nas disciplinas que compõe os conhecimentos específicos, são elas: Direito Administrativo; Direito Constitucional; Direito Penal; Direito Processual Penal; Direito Processual Civil; Direito Tributário e Direito Previdenciário.  Os 30% restantes para fechar a nota da seleção vem da redação, o que é um peso bem considerável.


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