SRZD



Sidney Rezende

Sidney Rezende

ATUALIDADE. Jornalista, diretor do SRZD e um dos profissionais mais inovadores do país.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



31/08/2016 14h33

Dilma, fora. E agora?
Sidney Rezende

O grande "acordo" por cima que uniu maioria do Congresso, Mídia, parte da Justiça, Ministério Público e a elite conservadora selou o destino de Dilma Rousseff e, com o impeachment, encerra o ciclo do PT conquistado no voto, e que só poderá voltar a existir numa próxima oportunidade. Não se sabe quando. E nem se haverá eleições em 2018.

Como em 1964, boa parte do povo apoiou o processo e reedita-se o modelo conservador, centralizador e autoritário do passado.

Ao Partido dos Trabalhadores, só resta uma única chance, e ela seria com Lula, o seu principal líder. Mas o que acontecerá com ele?

Ao agora presidente da República, Michel Temer, caberá definir o ritmo: se o da "pacificação", visando a permitir que a democracia volte aos trilhos, ou a "caçada" a Lula, para tirá-lo de vez do caminho.

A julgar pelos atos durante a interinidade, podemos prever o prosseguimento da "higienização" de qualquer vestígio de pensamento divergente.

Perdem importância Eduardo Cunha ou mesmo a Lava-Jato, de Sergio Moro. A inocência de Cunha, por exemplo, não será surpresa. Ou mesmo uma saída negociada. O deputado fluminense fez muito para o "fora Dilma". Não é nem justo com ele que se exija que cumpra a lei.

A história brasileira está repleta de "aos amigos, tudo, e aos inimigos, a Lei". Cunha é amigo.

Confirmado o afastamento da presidente Dilma Rousseff, o governo Temer terá até dezembro de 2018 para executar seu programa.

O TSE poderá reprovar as contas de campanha da chapa Dilma-Temer antes de 31 de dezembro deste ano e o presidente teria, neste caso, o mandato cassado. No seu lugar, assumiria o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, e, em 90 dias, haveria nova eleição presidencial.

Se a condenação do TSE acontecer após 31 de dezembro próximo, mesma situação, mas, em eleição indireta, o Congresso elege outro presidente.


Comentários
  • Avatar
    31/08/2016 23:03:25Marilene Maria NunesAnônimo

    Infelizmente esse país é repleto de políticos imorais e oportunistas, capazes de inventar um crime, que aliás muitos deles já praticaraM, para justificar a retirada do poder de uma pessoa legitimamente eleita pelo povo. O pior dessa situação é achar que o povo é bobo.

  • Avatar
    31/08/2016 20:54:35ALEFAnônimo

    DILMA ACOBERTADORA DO MAIOR ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DO MUNDO, QUE LEVOU A PETROBRÁS A UMA SITUAÇÃO DE CALAMIDADE, JOGOU MILHÕES DE TRABALHADORES NA PIOR CRISE ECONÔMICA, COM RECESSÃO E INFLAÇÃO NAS ALTURAS, RESPONSÁVEL PELO FECHAMENTO DE VÁRIAS EMPRESAS, ARROGANTE, PREPOTENTE, GUERRILHEIRA FRACASSADA, SEM QUALQUER NOÇÃO DA TAMANHA IMBECILIDADE QUE COMETEU EM TODA A SUA TRAJETÓRIA POLÍTICA, E AGORA O QUE VIMOS UMA PUNIÇÃO BRANDA PARA ESSA CIDADÃ, POIS O IMPEACHMENT FICOU CAPENGA, POIS UM ABSURDO DEIXAREM ESSA MULHERZINHA IMORAL FICAR COM SEU DIREITOS POLÍTICOS, PODENDO, INCLUSIVE OCUPAR FUNÇÕES PÚBLICAS, OU SEJA ACABOU SE TRANSFORMANDO ESSE PROCESSO NUM VERDADEIRO PICADEIRO.

  • Avatar
    31/08/2016 15:41:59Antonio AbreuAnônimo

    Que isto sirva de exemplo para os próximos candidatos, pois devemos mostrar a eles que não é bem assim que a banda toca. Devemos acabar com esse poder corruptos , pois a vontade do povo tem que prevalecer, quem ganhou com isto foi o povo... os 54 milhões de votos foram derrubados, condenados...

  • Avatar
    31/08/2016 15:39:01LÚCIO RICARDO NATALAnônimo

    O ultimo que sair,apaga a luz

Comentar

Isso evita spams e mensagens automáticas.