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José Armando Vannucci

José Armando Vannucci

Jornalista multiplataforma com atuação no rádio, televisão, internet e veículos impressos. Especialista em TV brasileira e com acesso a todas as emissoras do país, em seu trabalho une informação de bastidores com a crítica imparcial sobre o que é exibido pelas TVs abertas e fechadas.

* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.



08/09/2016 16h08

A TV brasileira está chegando perto de seu fim?

A TV brasileira está chegando perto de seu fim?

O fim da televisão aberta, anunciado há muitos anos pelos estudiosos e entusiastas das novas plataformas, parece estar bem longe.

É claro que a TV já não reina tão absoluta e, atualmente, divide espaço com transmissões ao vivo pela internet ou conteúdo audiovisual sob demanda, mas a sua derrocada não acontecerá tão cedo.

Foto: Reprodução de Internet

Os levantamentos de audiência do mês de agosto apontam para o crescimento da plateia da televisão no Brasil. No mês passado, a Kantar Ibope constatou que houve um aumento de 10% na quantidade de pessoas à frente de um aparelho de televisão, muito disso impulsionado pela transmissão da Rio 2016. Com bom evento, o público foi buscar na televisão a sua informação ou o ao vivo de uma partida.

Durante os jogos olímpicos, 78% das TVs estavam sintonizadas nos canais abertos e apenas 21% nos por assinatura. Ou seja, o Brasil ainda é um país de sinal gratuito. Outro dado interessante é o alcance global da Rio 2016 através da televisão. Nas 15 regiões metropolitanas aferidas pela Kantar IBOPE Media, 63,4 milhões de pessoas assistiram a pelo menos um minuto de algum conteúdo do evento. É um número impressionante que mostra sua força.

É verdade que as pequenas emissoras sofrem com a falta de recursos publicitários, uma vez que a crise econômica levou os anunciantes a concentrarem suas campanhas nas maiores audiências, principalmente nas atrações produzidas pela Globo, mas isso não representa necessariamente o ponto final em suas trajetórias.

As dificuldades que muitas emissoras enfrentam são iguais as que o rádio driblou nas últimas décadas, quando a televisão se posicionou como o principal veículo de comunicação do país. Sem a mesma importância da sua era de ouro e com a transferência das estrelas para a TV, o rádio se viu obrigado a buscar novos caminhos para não morrer e apostou na segmentação de público e conteúdo. Mais focado, conseguiu se transformar e encontrar nova posição no mercado. Mas, mesmo assim, ainda se coloca como o primo pobre da comunicação brasileira, algo que a gente vai discutir no próximo texto. Até lá!

Leia também:

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Comentários
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    09/09/2016 12:59:03CELSO SILVA DE CARVALHOAnônimo

    A Globo é que está dando um fim no Brasil.

  • Avatar
    08/09/2016 22:27:27PedroAnônimo

    Vanucci a tv precisa se reiventar. É difícil assistir Faustão, Gugu, Roberto Justus, Sabrina e os telejornais de fim de tarde. Será que não temos mais espaço para o novo?

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