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Paulo Estrella

Paulo Estrella

CONCURSO PÚBLICO. Desde 2008, diretor-pedagógico da Academia do Concurso, empresa do grupo Estácio, professor de curso preparatório desde 2003 e coordenador de cursos de pós-graduação da Academia do Concurso. Trabalha em cursos de performance, com provas realizadas por terceiros, desde 1994, tendo passado por várias redes de ensino como MV1, Bahiense e GPI, além de cursos pré-militares. É consultor de preparação, especialista em concursos, blogueiro do caderno Boa Chance do O Globo e responsável pela criação e entrega dos cursos da Academia do Concurso na sede e em todas as unidades.

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09/09/2016 10h38

Estudos devem ser mantidos em dia para o concurso do Banco Central
Paulo Estrella

Com  expectativa de concurso para o Banco Central é fundamental que os interessados iniciem a preparação o mais rápido possível. Estamos falando de um concurso que oferece salários superiores a R$ 13.000,00 e quanto maior o salário maior é o conteúdo programático a ser estudado para a prova. Isso é característico do cargo de analista do Banco Central, os conteúdos são complexos e extensos.

Um outro fator que obriga o candidato a iniciar os estudos cedo é a banca organizadora do último concurso, o Cebraspe (antigo CESPE-UNB). Essa banca é bastante complexa e exige muito conhecimento do candidato já que não há questões mas sim acertivas que o candidato deve julgar certo ou errado cada uma delas. Esse modelo de prova não há eliminação de opções, cada uma delas deve ser julgada de forma isolada o que exige bastante conhecimento por parte do candidato. Para estar preparado para essa prova, o estudo com antecedência é fundamental. 

Além dos motivos já expostos, o Banco Central oferece vagas em  áreas diferentes, algumas exigem formação específica, mas a maioria não. Cada área possui um conjunto de disciplinas ou conhecimentos comuns a todas as outras e outro conjunto de conhecimentos que são específicos para a área que o candidato se inscreve.

Dessa forma, antes mesmo de decidir para que área prestar concurso, o candidato deve buscar obter grande profundidade nos conhecimentos comuns a todas as áreas. Isso dará mobilidade ao candidato para escolher a área de interesse quando as notícias sobre a distribuição de vagas forem publicadas. Todo o esforço inicial deve estar depositado nessas disciplinas comuns, que não são poucas. São elas: Português, Direito Administrativo, Direito Constitucional, Controle Externo e Interno, Economia Brasileira, Economia Internacional, Finanças Públicas, Inglês, Macroeconomia, Microeconomia, Redação Oficial, RLM e Sistema Financeiro Nacional. Com isso o candidato tem bastante conteúdo para trabalhar antes de novas notícias sobre esse edital. O conceito é conquistar conhecimentos nessas disciplinas o mais rápido possível. Quanto mais cedo essas disciplinas forem trabalhadas mais tempo, terá o candidato, para trabalhar as disciplinas específicas da área quando novas informações surgirem.

Esse é o momento de estudar as disciplinas comuns. Com a autorização é possível que seja divulgado o quantitativo de vagas autorizadas por área, essa é a hora de decidir para qual área o candidato deverá concorrer. Com isso o candidato inicia o estudo das disciplinas específicas dá área que escolheu. Ele terá no máximo seis meses para garantir esse conhecimento.

O foco são essas disciplinas específicas, mas o candidato deve continuar fazendo exercícios das disciplinas comuns para manter o cérebro funcionando nesses conteúdos. Quanto maior o conhecimento nas outras disciplinas maior será o tempo disponível para os novos conteúdos. Nessa lógica, o candidato estará trabalhando na melhor relação custo benefício para essa prova e com grandes chances de aprovação pois o conhecimento da maioria das disciplinas estarão sedimentados e o candidato maduro para a prova.

Não há outra referência possível para estudar para um concurso público. A preparação está sempre baseada no conteúdo da última prova. Mesmo com novidades, essas não costumam ser grandes. Se as novidades somarem 10% dos pontos da prova, o que já é bastante, o candidato que domina o restante da prova acertará 90% dela e será provavelmente o primeiro colocado. A missão do interessado no concurso do Banco Central é conhecer o mais profundamente possível o que já foi cobrado em provas anteriores. Esse conhecimento é essencial e o candidato pode estudar com antecedência.

As novidades serão conhecidas da melhor forma possível, por todos os candidatos entre o edital e a prova. Quanto mais adiantado estiver o estudo das disciplinas do último edital, mais tempo o candidato poderá se dedicar a essas novidades.


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