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Ednei Mariano

Ednei Mariano

CARNAVAL/SP. Natural de São Paulo, nasceu no bairro de Vila Mariana, Zona Sul. É pesquisador, escritor, dançarino, carnavalesco e professor. Foi o primeiro passista da escola de samba Vai-Vai. Como mestre-sala, defendeu durante 34 anos de carreira os pavilhões da Barroca Zona Sul, Tucuruvi, Vai-Vai (de Honra), Rosas de Ouro e Unidos de São Lucas.

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13/09/2016 12h19

As dinastias da dança em São Paulo
Ednei Mariano

Dinastias!

Vamos conhecer, em pílulas, famílias que dedicam grande parte de sua vida em favor da arte e da cultura popular.

São gerações e gerações que bebem desta água sagrada, água que verte da nossa dança!

Hoje a responsabilidade é grande, mas não maior que orgulho de ser o personagem que protege, que defende o manto sagrado das nossas agremiações.

"Família Guedes"

Pai e filhos em um caminhar brilhante na nossa dança.

Arnaldo Guedes foi mestre-sala na extinta Primeira do Itaim Paulista, nos anos 70 e 80. Deu o norte para seus filhos que seguiram seus passos pelas quadras e pistas do nosso samba.

Paulinho Guedes começou bem jovem na trilha do pai em um momento de afirmação da dança dos paulistanos que caminhava largamente para o destaque, teve a honra de conduzir a bela Eneidir Gomes, na Vai-Vai, unindo sua juventude com a experiência de pista desta dama. Logo se destacou.

Assim foi também em sua parceria com Sonia Moreira, na Mocidade, e Lidia Oliveira, na Unidos do Peruche, colecionando belas notas e prêmios. Com estes desafios vencidos trouxe ainda mais experiência em dança, que pôde ser comprovada até este Carnaval, pela Leandro de Itaquera, na condução da excelente Karin Darling.

Já o caçula da dinastia Guedes encanta pela sua dança leve em movimentos, firmes e constantes, com um sorriso leve. Assim foi André, de menino na Rosas de Ouro, onde voltaria em 2015, na sagração do manto azul e rosa.

André Guedes, sempre defendendo os princípios básicos de nossa dança, levou seu talento para a X-9 Palistana, Pérola Negra, e Nenê de Vila Matilde. O reconhecimento e as notas máximas vieram naturalmente, com certeza um dançarino que faz falta para a riqueza da cultura paulistana.

"Família Antônio"

Determinação e amor ao pavilhão da Unidos de Vila Maria, onde nasceu e se criou: essa é a negra altiva, Marina Oliveira Antônio.

Já porta-bandeira deu a incumbência da dança ao seu filho Rodrigo Antônio, aos 13 anos de idade, e fez dele seu parceiro por longos anos, foi professora do rebento e hoje o conduz com maestria, vista em poucos, o amor flui no bailar de mãe e filho. Assim os anos foram se passando, o jovem tornou-se homem, aí veio a grande oportunidade e o sonho de mãe virou realidade.

Receberam por méritos o pavilhão oficial da entidade, por seis anos explodiram para a dança e trouxeram grandes resultados no quesito. Se estabeleceram pela arte como um casal referência em nossas pistas. Hoje estas duas gerações estão buscando novos horizontes e passando para as que estão chegando um bojo de conhecimento adquirido por esta brilhante trajetória. Honra para este casal, e o amor de mãe para filho, de filho para mãe, fez com que eles não parassem de dançar. Marina e Rodrigo, é espetáculo garantido.

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Comentários
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    15/09/2016 00:05:21Paulo GuedesAnônimo

    Quero agradecer esta menção em nome de minha família e lembrar que se eu cheguei a Escola de Samba Vai-Vai foi atraves de voce Ednei, Eneidir. E como sempre digo, que fui agraciado por ter tido a honra de baila somente com as melhores de São Paulo como Gilsa (in memeorian), Eneidir, Sonia Moreira (in memorian), Lidia e Karin. Infelizmente, muitos nunca terão o prazer de dançar e desfilar com estas verdadeiras damas da dança. Mais uma vez agradeço em nome de minha familia, pois estas menções não tem preço. Obrigado, Paulo Guedes (Paulinho M. Sala).

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