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José Armando Vannucci

José Armando Vannucci

Jornalista multiplataforma com atuação no rádio, televisão, internet e veículos impressos. Especialista em TV brasileira e com acesso a todas as emissoras do país, em seu trabalho une informação de bastidores com a crítica imparcial sobre o que é exibido pelas TVs abertas e fechadas.

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20/09/2016 15h04

'Supermax' é esperança e dúvida com sua mistura de realidade e ficção

A "Rede Globo" coloca no ar, nesta terça-feira, uma das mais ousadas produções dos últimos anos. "Supermax" é ficção, mas busca na dinâmica do reality show os elementos para conduzir uma história que mistura thriller, drama e suspense. No vídeo, o telespectador vai acompanhar uma competição com jeito de realidade, mas absolutamente roteirizada.

Para colocar o público neste clima, Pedro Bial foi convocado para ser o comandante deste programa.

"Na essência, Supermax é uma série sobre abandono. Eles não têm vínculos, história, e você fica pensando que são pessoas sem afeto. Mas há alguma esperança porque eles vão criando laços. Eles vão para o reality em busca do olhar do outro, do perdão. Cada um tem seus motivos para estar ali e tentar o perdão. E lá, em meio a tantas coisas sobrenaturais, cada um vai criando seus códigos para sobreviver", explica José Alvarenga, um dos criadores do projeto.

Foto: Estevam Avellar - Globo

Os 12 participantes desse reality show da ficção são pessoas com problemas com a justiça e capazes de tudo: matar, roubar, enganar, trapacear. É a partir desta combinação de personalidades que começam a surgir as dinâmicas, brigas, tensões e até seres de outras esferas.

Será que existem extraterrestres no confinamento? Será uma grande experiência?

A série "Supermax" foi rodada num estúdio para confinamento igual ao do "Big Brother Brasil" e até utilizou os mesmos equipamentos para captar as imagens. Os operadores dessas câmeras são da mesma equipe do reality da Globo. Ou seja, a sensação para o telespectador será a mesma que tem enquanto acompanha o reality criado pela Endemol.

"Eu estou muito curioso para, primeiro, ver o resultado de tudo isso na TV, e, segundo, como o público vai reagir a tudo isso. Existe realmente um hibridismo. Não se pode falar num gênero único. Quando fizemos 'Força-Tarefa' e 'O Caçador', nos limitamos ao gênero policial e ao drama criminal; desta vez, não. Há momentos em que 'Supermax' é terror, outros em que é ação, suspense...Como espectador, gostaria muito de ver um produto que brinca com gêneros", diz Marçal Aquino que criou a série junto com José Alvarenga Jr e Fernando Bonassi. A equipe ainda conta com a colaboração de, Bráulio Mantovani, Dennison Ramalho, Raphael Draccon, Carolina Kotscho, Juliana Rojas e Raphael Montes.

A grande questão, dentro e fora da Globo, é se o telespectador vai embarcar nessa viagem e se, mesmo com todos os esforços e longo tempo de criação e produção, os efeitos não deixarão a desejar. A estreia na internet através do Globo Play foi boa, mas a plataforma digital atrai naturalmente pessoas acostumadas a esse gênero de dramaturgia. Só o tempo dirá!

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