SRZD


07/10/2016 15h18

Inflação de setembro: surpresa muito positiva pode jogar IPCA para meta
João Gomes*

O gráfico abaixo é simples e deixa clara a consequência do resultado do IPCA de setembro para a inflação acumulada corrente e para a projeção do índice fechado
em 2016.

A linha azul representa o teto da meta para a inflação definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Limite superior do objetivo principal (4,5%) do Comitê de Política Monetária (Copom).

Foto: Divulgação

Após refazer as projeções com base no resultado do mês passado foi possível chegar a um IPCA para este ano em torno de 6,7%. Ou seja, muito próximo dos 6,5% que faria com que a inflação encerrasse o ano surpreendentemente dentro do intervalo definido pelo CMN.

Portanto, com o fim dos choques dos alimentos, contínua desaceleração dos preços onde há o alcance da política monetária, uma consequente desaceleração robusta dos preços que pode fazer com que o Banco Central do Brasil não estoure a meta para o IPCA, algo inesperado ao longo de todo ano, além das projeções abaixo do centro da meta para 2017 e 2018 e por tudo exposto ao longo de todos os artigos de 2016, não há mais como negar a necessidade e a urgência da queda dos juros básicos da economia brasileira. Precisamos deste sinal.

* João Gomes é economista formado pela PUC Rio e Mestre pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas. Foi Superintendente de Economia e Inteligência de Negócio do Senac Rio. Atualmente atua como Assessor Especial de Estudos Econômicos na Secretaria de Fazenda do Estado do Rio.  

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