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Ruy Chaves

Ruy Chaves

Tem experiência em implantação, desenvolvimento e reestruturação de instituições de ensino superior. Cursou Altos Estudos de Políticas e Estratégias na Escola Superior de Guerra (ESG), onde foi membro do corpo permanente e do corpo de Conselheiros. Professor universitário, também atuou em cursos da Polícia Militar do Rio de Janeiro e do Pará, em cursos de planejamento estratégico na ACADEPOL de Minas Gerais e na Escola da magistratura do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Cidadão de Aracaju, tem as Medalhas Tiradentes, da ALERJ e da Polícia Militar do Pará, e Marechal Cordeiro de Farias, da ESG.

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10/10/2016 09h52

As lições da coragem e do fracasso
Ruy Chaves

Olá, pessoal, a corrupção continua tentando sobreviver de todas as formas, mas temos outras questões importantes a discutir, especialmente em tempos tão amargos, a crise se transformando em caos, a inflação, a recessão e o desemprego assombrando as pessoas do bem, as vítimas permanentes das indignidades dos corruptos. Daí este artigo sobre

 

As lições da coragem e do fracasso

 

Jovem ainda, Míope Astigmático o meu nome, há 2.415 anos, em longas conversas com Sócrates - quanto ainda não consegui compreender - ouvi: A coragem é a primeira virtude humana, porque permite todas as outras virtudes.

Aprender a aprender é a arte fundamental da vida, a arte que permite a vida. Não aprender, com certeza dói muito por toda a vida.

A sabedoria, que impõe o amor pelo saber, é um ato de coragem. Buscar o saber não dói, mas o caminho é longo, muito sinuoso, e impõe transpiração, além de coragem e perseverança.

Não há amor se não há coragem de viver o amor. Se o amor não é pleno, não é amor. Viver a perspectiva do outro, a condição do outro para compreender e ser um com o outro, dar-se ao outro, significa muita coragem.

A coragem é sempre imprescindível, até no fracasso, que não pode ser a consequência da derrota. O fracasso não pode ser apenas o fracasso, o fim, tem que ser recomeço sempre, novas e melhores oportunidades de fazer, um fazer com mais sabedoria. O fracasso precisa ser aprendizado sempre.

Aprender com o fracasso do outro é sabedoria e dói menos que no outro, que fracassou. Muitos não aprendem com o fracasso do outro nem com o próprio fracasso, o que dói muito mais: não aprendem nem crescem, portanto.  Evidentemente, a cabeça do outro é sempre outra e a experiência do outro é sempre outra e única, mas sempre é tempo de aprender em quaisquer circunstâncias.

A justiça e a honestidade são virtudes de extrema coragem que não são praticadas por muitos homens. A injustiça e a desonestidade frequentemente são escolhas mais fáceis e parecem trazer ricas recompensas para os sofistas de todas as épocas. Ninguém é justo e honesto se não por extrema coragem.

O injusto e o desonesto têm falsa coragem e são fracassados, além de falsos. Optam por caminhos indignos para a realização de suas necessidades, incapazes de lidar racionalmente com a vida e de amar o outro. Seguem a parte mais proeminente de sua natureza, o dedão do pé. Curvam-se a seus umbigos e a seus apetites sempre insaciáveis.

O injusto e o desonesto não pensam, porque pensar lhes dói, são apenas ação por instinto, humanos de transição incompleta. Surpreendidos em más ações, choram, atores dramáticos, dizem-se puros e injustiçados, a culpa é sempre do outro. Seus grandes heróis são os sofistas para quem praticar uma injustiça é por natureza um bem, sofrê-la é o mal. A dor da sociedade não os constrange. Semi-humanos, não têm cóccix, tem um pequeno rabo que frequentemente prendem em portas que não conseguem fechar.

Rabos que abanam em sinal de agrado pelo afago ou pelo osso carnudo que recebem de seus donos. Rabos que se recolhem entre as pernas em seus infortúnios de quatro patas. Políticos, empresários, magistrados, servidores públicos, ... quando injustos e desonestos, mentirosos e corruptos, têm rabo solto e rabo preso simultaneamente, destroem a sociedade e seus valores, corroem a nação e seus objetivos , são os verdadeiros fracassados, humanos de transição incompleta. Coragem!

Panta rei.


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