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Ana Carolina Garcia

Ana Carolina Garcia

CINEMA. Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá, onde também concluiu sua pós-graduação em Jornalismo Cultural. Em 2011, lançou seu primeiro livro, "A Fantástica Fábrica de Filmes - Como Hollywood se Tornou a Capital Mundial do Cinema", da Editora Senac Rio.

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13/10/2016 00h57

Festival do Rio 2016: 'Drácula'
Ana Carolina Garcia

Um dos grandes acertos do Festival do Rio deste ano é a Mostra Monstros da Universal, que concede ao público uma deliciosa viagem à Hollywood clássica e seus icônicos personagens de horror que definiram uma linguagem para este gênero, inspirado no cinema Expressionista Alemão, principalmente em "Nosferatu" (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens - 1922), de F.W. Murnau. Um dos selecionados para esta Mostra especialíssima é "Drácula" (Dracula - 1931), que celebra o 85o aniversário de seu lançamento.

Foto: Divulgação

Se em "Nosferatu" o vampiro tem aparência bestial, em "Drácula" o protagonista surge com refinamento aristocrático sem nunca mostrar suas presas, uma vez que a violência dos ataques é suprimida por sequências subentendidas. Uma opção do estúdio para tentar atingir o número maior de pessoas numa época em que o horror ainda não era um gênero forte da cinematografia americana.

Foto: DivulgaçãoCom direção de Tod Browning, baseado na obra de Bram Stoker, o longa mostra a chegada de um advogado ao castelo do Conde Drácula (Bela Lugosi) na Transilvânia, mesmo após ter sido alertado por camponeses para não ir até o local. Lá, acaba sob o domínio do vampiro, que está de mudança para Londres, cidade que passa a aterrorizar, sem imaginar que conheceria um cientista holandês especialista em vampiros, Van Helsing (Edward Van Sloan).

Com grandiosos cenários cuja beleza foi explorada magistralmente pela fotografia de Karl Freund, este longa se tornou um grande sucesso e possibilitou a produção de outros filmes do gênero na Universal Pictures, ainda hoje chamada de "casa dos monstros". Mais do que isso, imortalizou Bela Lugosi como Drácula, pois sua interpretação precisa é a principal referência do personagem no cinema.

Produzido poucos anos após o advento do som e da fala no cinema, o filme foi lançado em duas versões, sonora e muda, para atender também ao público de salas que não disponibilizavam tecnologia para o cinema sonoro. Sem dúvida alguma, "Drácula" é uma das grandes obras-primas produzidas pela indústria hollywoodiana, essencial para cinéfilos e profissionais da área.


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