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18/10/2016 16h33

Pesquisa: 38,2% dos brasileiros gastam mais de uma hora de trabalho no Whatsapp
Redação SRZD

A Internet tornou-se uma ferramenta profissional e pessoal indispensável nos dias de hoje. Pesquisas apontam que as pessoas se comunicam 70% do tempo em que estão acordadas e o surgimento das novas TICS (Tecnologias de Informação e Comunicação) facilita cada vez mais essa comunicação.

Aplicativos proliferam a cada dia e no mesmo ritmo cresce o número de pessoas que fazem uso de redes sociais, sites de relacionamento, correio eletrônico, trocas de mensagens, games e vários outros. O surgimento das novas tecnologias mudou também a forma na qual as pessoas realizam suas atividades profissionais em todo mundo. Especialistas alertam, porém, que o uso pessoal excessivo de aplicativos no ambiente corporativo vem trazendo prejuízos às organizações.

De um modo geral, o Whatsapp é o que mais impacta a produtividade dos profissionais brasileiros. É o que aponta uma enquete realizada com os usuários do buscador de emprego Jobatus.com.br.

Foto: Reprodução de Internet

Segundo o levantamento, 93,8% das mulheres e 88,3% dos homens afirmaram utilizar o aplicativo com fins pessoais enquanto trabalham. No caso de redes sociais, esse uso cai para 63% para mulheres e 52% para homens. Do total, 38,2% afirmaram gastar mais de uma hora do trabalho em aplicativos no smartphone.

Apesar dos números elevados, 28,4% dos usuários acreditam que o uso dessas ferramentas não causa distração e apenas 12% dizem acreditar que esse uso é prejudicial.

"Sem dúvidas, apesar do uso também profissional, o Whatsapp é o grande vilão. As pessoas não conseguem se desconectar um minuto sequer. Por seu caráter instantâneo e de custo baixo, o uso pessoal do aplicativo no ambiente de trabalho se torna mais fácil e em alguns casos muito difícil de monitorar", avalia o consultor Willcker Braga.

Psicólogos e profissionais de Recursos Humanos alertam para as consequências desse uso excessivo. Segundo a psicóloga e analista do comportamento, Michelle Verneque, além de trazer prejuízos pessoais, como vício, doenças como depressão e insônia, o mau uso da tecnologia traz também prejuízo à organização, impactando a produtividade do funcionário, o que pode resultar até mesmo em sua demissão.

"De acordo com o artigo 482 da CLT é permitida a dispensa por justa causa do funcionário que teve comportamento considerado como falta de confiança, insubordinação, mau procedimento, como por exemplo, uso inadequado das ferramentas corporativas, o que inclui suas tecnologias", explica Verneque.

A analista do comportamento alerta ainda que, além de prejudicar o rendimento, o mau uso da tecnologia pode impactar negativamente a imagem do profissional.  "O funcionário que utiliza em excesso passa a ser visto como improdutivo e irresponsável e pode passar uma imagem de que seu emprego não é visto como algo importante, pois demonstra pouca dedicação", explica Michele Verneque.

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