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10/01/2009 13h23

Novo carro da Renault não passa no "crash-test" da FIA
Redação SRZD

Apesar da reprovação, equipe garantiu que problemas já foram resolvidos | Foto: LAT Photographic / Divulgação Nelsinho Piquet

Apesar da reprovação, equipe garantiu que problemas já foram resolvidos (Foto: LAT Photographic / Divulgação Nelsinho Piquet)

O lançamento do novo carro da Renault está marcado para daqui a pouco mais de uma semana, mas o modelo 2009 da equipe francesa ainda não recebeu a aprovação da FIA para entrar na pista. Nesta sexta-feira, o site Autosport revelou que o novo Renault R29 foi reprovado no "crash-test" da FIA, realizado anualmente pela entidade para avaliar a segurança dos bólidos em caso de acidente. De acordo com a reportagem, o R29 não passou nos testes de impacto frontal e lateral.

Entretanto, segundo um porta-voz da Renault, a equipe já descobriu os motivos que levaram à reprovação do R29 e o desenvolvimento do carro não ficará atrasado. "Isso não é algo tão incomum assim. Mas já identificamos e resolvemos o problema. O carro será testado em Portugal no próximo dia 19", disse o representante da Renault. No dia 19, o novo modelo da equipe será rapidamente apresentado em cerimônia no circuito português de Portimão e, em seguida, vai dar suas primeiras voltas com o bicampeão Fernando Alonso.

Ainda segundo o site Autosport, a reprovação do R29 no "crash-test" provavelmente aconteceu porque a Renault tentou tirar o máximo de peso possível para compensar a instalação do pesado dispositivo "KERS". Para quem torce pela equipe francesa, os problemas no "crash-test" podem até ser considerados um bom presságio. Em 2005, a Renault também não passou na avaliação da FIA na primeira tentativa, mas corrigiu os defeitos e venceu tanto o Mundial de Pilotos quanto o de Construtores.

Equipes pensam em desistir do "KERS"


Lançado como principal novidade do regulamento técnico para 2009, o Sistema de Recuperação de Energia Cinética ("KERS", na sigla em inglês) está sendo uma dor de cabeça para as equipes da Fórmula 1. O dispositivo, que recupera parte da energia dissipada nas freiadas e proporciona potência extra para os pilotos usarem nas retas, pode ser abandonado por algumas equipes, que não conseguiram desenvolver o sistema de forma satisfatória.

De acordo com a revista Auto Motor und Sport, apenas BMW e McLaren não estão atrasadas com o "KERS". A Ferrari estaria enfretando problemas sérios e pode até desistir de usar o dispositivo na próxima temporada, o que representaria uma desvantagem considerável. Outras equipes em apuros seriam a Renault e a Toyota, que vão fornecer o "KERS" para Toro Rosso e Red Bull, respectivamente. O time francês não deve estrear o sistema a tempo do GP da Austrália e a Toyota já revelou que vai começar a temporada sem o "KERS".

Como a Force India vai usar o dispositivo desenvolvido pela McLaren, a única equipe independente que vai ter um "KERS" próprio será a Williams, que também está atrasada. Antes de anunciar a saída da Fórmula 1, a Honda estava avançada no desenvolvimento do "KERS" e confiava que a chegada do dispositivo poderia representar um salto de performance para a escuderia. Entretanto, como as atividades na fábrica estão quase paradas desde dezembro, a "nova Honda" também começa o ano em desvantagem, isso se conseguir alinhar no grid na Austrália.


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