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21/10/2016 15h08

Jogo duro. Viramos o primeiro tempo em vantagem!
João Gomes*

Após a permanência no mesmo patamar por mais de um ano e depois de quase quatro anos desde a última queda, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir a taxa básica de juros da economia (Selic) de 14,25% para 14%.

Pouco não é? Não. Para termos ideia do que significou o corte precisamos entender que uma queda de 0,25 ponto percentual equivale a uma economia em 12 meses de R$ 9 bilhões para as contas do governo no serviço da dívida.

Foto: Reprodução de Internet

Aqueles juros que pagamos quando compramos um produto financiado. Portanto, serão quase R$ 10 bilhões de economia e parte dela já neste ano.

Além do impacto fiscal, o movimento atinge as expectativas diretamente, pois manda uma mensagem positiva em relação às principais preocupações do Banco Central do Brasil (BCB) que também são da sociedade. Isto porque, para que concretizasse o movimento de redução o Copom colocava três condicionantes e todos eles apresentaram os resultados esperados ou com alguma indicação para solução. Sobre a inflação, os preço dos alimentos desaceleraram fortemente, os serviços perderam a resistência observada há muitos períodos e a questão fiscal dentro do Congresso começou a ficar mais clara.

Dentro deste aspecto político das contas é possível que mesmo com os impactos recentes das delações assim como as que ainda podem ocorrer, as coisas andem dado que a mensagem da população foi clara. Segundo a pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) 60,4% dos brasileiros aprovam a PEC do teto de gastos. O recado está dado.

Em última análise podemos dizer que a mudança de cenário começou com o movimento feito pela Autoridade Monetária. Será preciso agora os políticos avançarem com as reformas de urgência no campo dos gastos. A economia e o BCB já fizeram a sua parte e, além disso, novos cortes nos juros virão. Faltam as boas notícias de Brasília.

* João Gomes é economista formado pela PUC Rio e Mestre pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas. Foi Superintendente de Economia e Inteligência de Negócio do Senac Rio. Atualmente atua como Assessor Especial de Estudos Econômicos na Secretaria de Fazenda do Estado do Rio.   

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