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23/10/2016 09h46

Mulher é vítima de estupro coletivo e ainda foi molestada dentro da viatura policial
Redação SRZD

Estupro coletivo contra uma mulher de 34 anos choca São Gonçalo, área metropolitana do Rio. E além de ser vítima de crime bárbaro, ela ainda foi acariciada por dois dos seus algozes dentro do carro da polícia e tratada de forma inapropriada dentro da delegacia por autoridades públicas.

A mulher prestou depoimento, na tarde deste sábado (22), para a delegada Débora Rodrigues, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher. Em nota, a Polícia Civil informou que a vítima confirmou a participação de dez homens no crime. Dois adolescentes foram apreendidos. Era o quarto ataque sexual que a mulher sofria do mesmo grupo. 

"Estou com medo e muito preocupada por causa das minhas filhas. O mundo é pequeno e não sei o que eles (os estupradores) são capazes de fazer", confessou a vítima, que é mãe de três meninas, de 12, 13 e 14 anos.

"Estou me sentindo completamente desamparada. Eu tinha medo de que justamente isso pudesse acontecer se eu registrasse o caso. Minha vida está devastada. Eu e minhas filhas não podemos ir para casa", comenta a vítima. "As amigas das minhas filhas foram à minha casa e encontraram tudo revirado. Tentaram levar até a minha máquina de lavar".

De acordo com o jornal "Extra", a secretaria avalia a inclusão dela no Programa de Proteção à Vítima. Nesta segunda-feira, a vítima terá uma reunião com advogados da Defensoria Pública e uma equipe de psicólogos e assistentes sociais.

"A vítima tem direito à indenização pecuniária do Estado e também a reconhecimento simbólico, que pode ser um pedido formal de desculpas do chefe de polícia ou do governador", explica Andrea Sepúlveda, subsecretária da Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).

Após ser violentada por dez homens, na madrugada de segunda-feira, a vítima foi colocada dentro de uma viatura do 7º BPM (São Gonçalo) junto com dois de seus agressores. Um deles a acariciou e ameaçou dentro do carro da polícia. Ao chegar à 74ª DP (São Gonçalo) para registrar o crime, ela sofreu nova humilhação: o comissário responsável pelo registro usou termos obscenos como "boquete triplo", "não usaram camisinha, no pelo", e "só gritou porque empurraram um galho de árvore em sua bunda".


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