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23/10/2016 15h06

Médico vascular fala sobre cuidados ao se fazer quiropraxia após morte de modelo

A modelo norte-americana Katie May, conhecida como a "Rainha do Snapchat", morreu após uma visita ao quiroprata ter rompido uma artéria do pescoço. O caso aconteceu em fevereiro, mas a causa da morte só foi confirmada em outubro: um ferimento na artéria causado por manipulação do pescoço por um quiroprata. Um movimento, feito de forma errada, fez o fluxo sanguíneo ficar bloqueado, causando o derrame. 

Katie May. Foto: Divulgação

Segundo o médico vascular Carlos Peixoto, presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro (SBACV-RJ), existem quatro artérias que levam o sangue oxigenado até o cérebro: duas carótidas e duas cervicais. As artérias cervicais saem de um orifício da coluna cervical, na base do pescoço. Movimentos muito bruscos ali, ou a hiperextensão ou hiperflexão prolongada do local, podem provocar a retenção do sangue e, consequentemente, a formação de coágulos (tombos). Esses coágulos, por sua vez, quando o sangue é novamente liberado, podem não ser dissolvidos e irem parar no cérebro, provocando o AVC. 

"O melhor conselho é não forçar muito a região. Se a pessoa fizer quiropaxia e sentir dor, deve procurar um especialista imediatamente", ressalta Carlos Peixoto. 

De acordo com o médico, as lesões das artérias cervicais foram responsáveis pela criação da lei que obrigou todos os veículos a terem o encosto de cabeça. Além da lesão na coluna cervical, os médicos comprovaram que o efeito chicote trazia o risco de lesão da artéria e, consequentemente, risco de um AVC dias após o acidente. Segundo Peixoto, a mania comum de falar ao telefone usando o ombro e a cabeça para segurar o aparelho é outro fator de risco para compressão das artérias.


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