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Aurora Seles

Aurora Seles

CARNAVAL. Jornalista, com especializações no Instituto de Psicologia da USP e em Marketing e Comunicação Publicitária pela Faculdade Cásper Líbero. Bacharelanda em Direito. Professora e profissional de comunicação. Foi assessora de imprensa da Tom Maior, Rosas de Ouro e Vai-Vai. Coautora do livro SOFIA Belas Artes - Encontro de Saberes: Artes, Arquitetura, Saúde, Ciências Sociais e Humanas, lançado em dezembro/2015.

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26/10/2016 00h17

A luta não é armada: Todo mundo fala, todo mundo escreve. Viva a comunicação
Aurora Seles

Nos últimos anos era comum ouvirmos a expressão: "era digital".

De um tempo para cá isso mudou e agora a pauta é: "era da diversidade".

Um tema está atrelado ao outro, até porque a internet possibilitou o debate de vários assuntos. E é incrível acompanhar as manifestações. Todo mundo fala, todo mundo escreve. Olha a comunicação aí gente!

Debate. Foto: Arte

E nessas andanças acompanhei um encontro sobre as mulheres negras: lutas, desafios, persistência e força. Uma roda de conversa com formadoras de opinião e muitos estudantes. Estes expuseram suas dores após pesquisarem sobre a escravidão e suas marcas históricas. O preconceito escancara a realidade de pobres, negros, gays, mulheres, nordestinos e deficientes.

Há outros eixos. A lista é grande. Ouvir os jovens é fundamental e não apenas por se tratar da futura geração, mas sim, pela oportunidade de acompanhar o que eles conhecem, esperam e pretendem. Sem falso moralismo, devemos contribuir com essa galera, e escutá-los, é o melhor caminho.

A educação é a grande porta da evolução humana e o ensino é democrático sim. Tenho orgulho de acompanhar as escolas que promovem esses tipos de encontros, a troca de ideias, o estímulo aos estudantes à exposição de pensamentos, opiniões e principalmente a busca pelo conhecimento.

Ouso parafrasear trechos das músicas Capítulo 4, Versículo 3, dos Racionais MCs: "Eu tenho uma missão e não vou parar...Minha palavra vale um tiro...Eu tenho muita munição". E ainda, Travessia, de Milton Nascimento: "Estou só e não resisto, muito tenho pra falar. Solto a voz nas estradas, já não quero parar".

Fica cada vez mais evidente que a luta não é armada. A voz ganhou força. Avante juventude!

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