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29/10/2016 08h01

Ministro do STF derruba direito de resposta de Crivella contra a Veja
Redação SRZD

A revista Veja não terá que reservar a capa de sua mais nova edição para publicar direito de resposta a Marcelo Crivella.

Em decisão proferida na última sexta-feira, dia 28, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a determinação feita pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que na véspera tinha aceitado o pedido feito pela coligação de apoio ao republicano contra a revista.

Foto: Reprodução Site Veja

Diferentemente do entendimento do juiz Marcello Rubioli, o ministro do STF pontuou que o conteúdo veiculado pela revista representou "atividade jornalística", análise que vai contra a reclamação de Crivella aceita pela instância inferior, inclusive com o representante do TRE fluminense citando que o veículo da Editora Abril teria produzido material que resultou em "propaganda difamatória".

Zavascki sugeriu que a decisão vinda da Justiça Eleitoral não bate com o direito à liberdade de expressão.

Ao se posicionar em favor da empresa de comunicação, representada no caso pelo advogado Alexandre Fidalgo, Zavascki resgatou decisões chanceladas por colegas de Supremo que se colocaram em favor da liberdade do trabalho produzido por jornalistas e veículos de comunicação.

Ele reproduziu declaração de 2014 do ministro Gilmar Mendes a respeito do que acontece com a imprensa em períodos de pleitos.

"O próprio TSE já demonstrou preocupação com a possibilidade de cerceamento da imprensa escrita durante o processo eleitoral".

A capa e a reportagem

Produzida especialmente para os leitores do Rio de Janeiro, a última capa da Veja estampa fotos em que Marcelo Crivella, senador que concorre à prefeitura do Rio de Janeiro pelo PRB, aparece no momento em que foi fichado pela polícia.

Foto: Reprodução Site Veja

Como manchete, a revista definiu que estava apresentando o material que o candidato escondia há 26 anos. Na reportagem, assinada pela dupla Leslie Leitão e Thiago Prado, a publicação reservou cinco de suas 124 páginas para explicar a situação enfrentada pelo hoje político na ocasião. Crivella, por sua vez, reclamou, chegou a ser desmentido pelo veículo e, mesmo assim, recorreu à Justiça Eleitoral para obter direito de resposta.

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