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28/01/2009 09h09

Crise na saúde: hospitais voltam a registrar problemas nas emergências
Redação SRZD

A falta de médicos na noite desta segunda-feira, no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, fez com que o prefeito Eduardo Paes, em uma vistoria no local, chamasse os médicos que faltaram de "sem vergonha".

Nesta madrugada, pacientes enfrentaram a mesma situação complicada em outras unidades de saúde. No Hospital Salgado Filho, no Méier, a dona de casa Josi de Souza esperou cinco horas por um ortopedista.

Na tarde de terça, a fila no Hospital Rocha Maia, em Botafogo, na Zona Sul, fez com que pacientes que aguardavam atendimento chegassem a desmaiar.

Segundo Eduardo Paes, médicos vão ser contratados em caráter emergencial para os quatro principais hospitais da cidade - Lourenço Jorge, Salgado Filho, Miguel Couto e Souza Aguiar. O prefeito cobrou uma intervenção do Conselho Regional de Medicina (Cremerj) no caso, se forem confirmadas as faltas injustificadas.


Para o presidente do sindicato dos médicos, Jorge Darze, a declaração de Paes sobre a "falta de vergonha na cara" dos médicos foi desrespeitosa. O sindicato vai processar o prefeito pelas afirmações. Darze disse que o fim das cooperativas não vai resolver o problema da evasão de médicos da rede pública de saúde.

Já o presidente do Cremerj, Luís Fernando Moraes, afirmou que a entidade recomendou aos médicos que boicotassem o concurso público realizado há um ano, devido aos baixos salários oferecidos - entre R$ 648 e R$ 1.380. Segundo ele, a falta de profissionais nas unidades é causada exclusivamente pelos baixos salários.


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